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Sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Polícia

Carga de 52 m³ de jatobá apreendida em MT leva PF a investigar esquema de madeira ilegal

A investigação também identificou o possível uso de créditos florestais sem correspondência com volumes físicos de madeira, além da abertura sucessiva de empresas que, segundo a PF, serviria para dar continuidade às atividades investigadas.

Redação Assembleia News1 min de leitura
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Carga de 52 m³ de jatobá apreendida em MT leva PF a investigar esquema de madeira ilegal

A Polícia Federal deflagrou, na terça-feira (20), a Operação Ligna Ficta para investigar um grupo suspeito de transportar e comercializar madeira nativa ilegalmente, além de fraudar sistemas oficiais de controle florestal. Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão nos municípios de Barro Alto (GO) e Unaí (MG).

As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Barra do Garças, em Mato Grosso.

A investigação teve início após a apreensão, em Barra do Garças, de um caminhão carregado com aproximadamente 52 metros cúbicos de jatobá. Segundo a PF, a carga estava sem o Documento de Origem Florestal (DOF) e era acompanhada por uma nota fiscal que descrevia um produto diferente daquele transportado.

Durante as apurações, os investigadores identificaram indícios de atuação coordenada entre madeireiras de Goiás e Minas Gerais. Conforme a Polícia Federal, as empresas investigadas participariam da negociação, do financiamento do transporte e da comercialização da madeira.

A investigação também identificou o possível uso de créditos florestais sem correspondência com volumes físicos de madeira, além da abertura sucessiva de empresas que, segundo a PF, serviria para dar continuidade às atividades investigadas.

Os materiais recolhidos durante a operação serão submetidos à perícia. A análise deverá ajudar a esclarecer a participação de cada investigado e identificar fornecedores, compradores e a origem da madeira comercializada.

Até o momento, as informações divulgadas pela Polícia Federal se referem a suspeitas em investigação, e não a condenações judiciais.

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