Câmeras analisadas pela perícia corroboram queda voluntária de Isabelle Caracristi
Segundo Torres, as imagens de câmeras de segurança analisadas pela perícia corroboram a dinâmica da queda. O trabalho considerou mais de 700 vídeos registrados no condomínio.

A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) apontou que Isabelle Caracristi, de 22 anos, teve uma “precipitação voluntária” do rooftop do condomínio onde morava, em Fortaleza. A conclusão foi apresentada nesta quarta-feira (23) pelo perito-geral Júlio Torres, durante coletiva da Polícia Civil do Ceará e da Pefoce.
Segundo Torres, as imagens de câmeras de segurança analisadas pela perícia corroboram a dinâmica da queda. O trabalho considerou mais de 700 vídeos registrados no condomínio.
“A conclusão do nosso laudo pericial criminal é de que ocorreu uma precipitação voluntária do rooftop, de onde ela caiu na posição vertical. Existe uma câmera que confirma essa dinâmica”, afirmou o perito.
Apesar da conclusão sobre a dinâmica da queda, a investigação continua para esclarecer o que aconteceu antes de Isabelle chegar ao rooftop e se houve participação ou influência de terceiros no contexto que antecedeu a morte.
Rooftop não tinha câmera
A perícia esclareceu que o rooftop de onde Isabelle caiu não possuía câmera de segurança. Os equipamentos instalados em outras áreas do condomínio, no entanto, registraram parte da movimentação e a trajetória da queda.
Segundo as informações apresentadas na coletiva, uma das câmeras permitiu aos peritos analisar a dinâmica da ocorrência. A queda teria durado aproximadamente três segundos até o impacto contra o solo.
A Polícia Civil também informou que não identificou, nas imagens analisadas até o momento, outra pessoa acompanhando Isabelle até o rooftop.
Namorado continua preso
O namorado de Isabelle, João Munhoz Neto, de 34 anos, permanece preso preventivamente. Ele é investigado por suspeita de violência psicológica e de induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio.
A prisão foi mantida pela Justiça após audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (23). O celular do investigado foi apreendido e integra o conjunto de elementos analisados pela Polícia Civil.
A investigação ainda não foi concluída e outros depoimentos, exames e análises de aparelhos eletrônicos continuam em andamento.
Perícia analisa centenas de imagens
De acordo com Júlio Torres, a equipe pericial analisou mais de 700 gravações do condomínio e não encontrou sinais de alteração nos arquivos examinados.
Além das imagens, a investigação considera depoimentos, registros de comunicação e outros elementos para reconstruir os acontecimentos que antecederam a morte da estudante.
O laudo cadavérico apontou politraumatismo provocado pelo impacto da queda. Exames toxicológicos também não identificaram substâncias de interesse toxicológico.
A conclusão da perícia sobre a queda representa um avanço na reconstrução da dinâmica do episódio, mas não encerra a apuração policial sobre as circunstâncias que levaram Isabelle ao rooftop nem sobre a eventual responsabilidade de terceiros.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Ceará.
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