Bolsonarismo se fortaleceu e não depende mais dos militares, avalia especialista
“Desta vez, eles venceriam a eleição sem qualquer participação militar”, afirmou Martins Filho na entrevista à BBC News Brasil, conforme o conteúdo reproduzido pelo Correio Braziliense.

Em entrevista à BBC News Brasil, reproduzida pelo Correio Braziliense, o cientista político João Roberto Martins Filho, professor titular da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), analisou a relação entre as Forças Armadas e o bolsonarismo e afirmou que o movimento político teria alcançado força suficiente para não depender mais da participação dos militares.
Segundo o especialista, o resultado eleitoral do bolsonarismo demonstra uma mudança na relação entre o movimento político e as Forças Armadas. Para ele, a votação expressiva obtida pelo grupo no primeiro turno indica que, diferentemente de momentos anteriores, o movimento poderia conquistar uma eleição sem a necessidade de uma participação direta dos militares.
“Desta vez, eles venceriam a eleição sem qualquer participação militar”, afirmou Martins Filho na entrevista à BBC News Brasil, conforme o conteúdo reproduzido pelo Correio Braziliense.
Na avaliação do cientista político, os militares já teriam desempenhado papel importante na ascensão do bolsonarismo e, diante do fortalecimento eleitoral do movimento, deixariam de ser considerados necessários para sua sustentação política.
“Os militares já fizeram o papel que eles queriam que fizessem na ascensão do bolsonarismo”, declarou. Em seguida, avaliou que o movimento se fortaleceu a ponto de não depender mais dos militares.
A entrevista também aborda a possibilidade de uma eventual administração de Flávio Bolsonaro e a relação que um futuro governo poderia estabelecer com as Forças Armadas. Martins Filho considera possível uma escolha de comandantes mais alinhados politicamente, mas pondera que isso não significaria necessariamente a presença dos militares no centro do governo.
A análise ocorre em meio ao desempenho eleitoral do bolsonarismo nas eleições de 2026 e à discussão sobre o papel das Forças Armadas em um eventual novo governo ligado ao grupo político.
Entrevista concedida por João Roberto Martins Filho à BBC News Brasil e reproduzida pelo Correio Braziliense.

