Após cortar cerca elétrica, adolescente teria aguardado vítima e efetuado disparos em Cáceres
De acordo com o registro policial, equipes do 6º Batalhão da Polícia Militar, Força Tática, Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizaram buscas para identificar os envolvidos.

A Polícia Militar apontou um adolescente de 16 anos como o autor dos disparos que mataram o primeiro-sargento da Marinha Anderson de Alencar Batista, de 43 anos, em Cáceres, a 225 quilômetros de Cuiabá. Segundo o boletim de ocorrência, o adolescente relatou aos policiais que teria recebido ordens de integrantes de uma facção criminosa que estão presos.
Ao todo, seis adolescentes foram apreendidos e um jovem de 19 anos foi preso durante as diligências realizadas após o homicídio. O grupo é investigado por suspeita de envolvimento em organização criminosa, porte ilegal de arma de fogo e corrupção de menores.
De acordo com o registro policial, equipes do 6º Batalhão da Polícia Militar, Força Tática, Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizaram buscas para identificar os envolvidos.
Durante as diligências, os policiais receberam informações de que pessoas que teriam dado apoio logístico ao crime estariam nas proximidades de um campo de futebol no bairro Jardim das Oliveiras. Segundo a ocorrência, o grupo teria deixado a região em um veículo de transporte por aplicativo.
Posteriormente, um Volkswagen Polo branco foi abordado e dois adolescentes, de 15 e 16 anos, foram localizados. Conforme o boletim, o adolescente de 15 anos teria conduzido o veículo utilizado na ação, enquanto o de 16 anos foi apontado como responsável pelos disparos.
Ainda segundo o relato registrado pela PM, o adolescente afirmou que recebeu instruções de integrantes da facção que estariam presos em unidades prisionais. A orientação, segundo a versão apresentada aos policiais, seria matar dois homens que estariam na residência onde o sargento foi assassinado.
A investigação aponta que, antes do homicídio, o adolescente teria ido até as proximidades do imóvel e cortado a cerca elétrica. O rompimento acionou o sistema de alarme da residência.
Conforme o relato atribuído ao adolescente, ele teria permanecido escondido em uma área de mata próxima ao imóvel enquanto mantinha uma chamada de vídeo com os supostos mandantes. Ainda segundo a versão apresentada, os integrantes da facção teriam acompanhado pelas imagens do celular o momento em que Anderson saiu da residência para verificar o disparo do alarme.
O adolescente afirmou que, após visualizar o militar, teria recebido a ordem para efetuar os disparos. Ele então deixou o esconderijo e atirou contra Anderson.
A polícia trabalha inicialmente com a possibilidade de que o sargento possa não ter sido o alvo originalmente procurado pelos criminosos. A circunstância ainda deverá ser esclarecida pela investigação.
Arma usada no crime é localizada
A arma que teria sido utilizada no homicídio foi localizada em uma residência na Rua Portugal, no bairro Residencial Valter Fidelis. No imóvel, uma adolescente de 14 anos foi apreendida.
Segundo o boletim, ela teria sido responsável por guardar e esconder o armamento após o crime. Outro adolescente, também de 16 anos, é apontado como responsável por transportar a arma até o endereço onde foi encontrada.
Duas adolescentes, de 15 e 17 anos, também foram identificadas pela polícia como suspeitas de prestar apoio logístico ao grupo. Conforme o registro, elas teriam auxiliado na permanência e ocultação dos envolvidos após o homicídio, na tentativa de fuga e na ocultação da arma.
Os adolescentes e o jovem preso, juntamente com o armamento apreendido, foram encaminhados à 1ª Delegacia de Polícia de Cáceres.
A Polícia Civil deverá prosseguir com a investigação para esclarecer a participação individual de cada envolvido e identificar os possíveis mandantes do assassinato.
O crime
Anderson de Alencar Batista foi morto na madrugada de terça-feira (30), dentro de uma residência na Rua da Pedagogia, no bairro Jardim Universitário, em Cáceres.
Segundo as informações registradas pela polícia, o militar estava no imóvel acompanhado da namorada quando a cerca elétrica foi rompida e o sistema de alarme disparou.
Ao sair da residência para verificar o que havia acontecido, Anderson foi atingido pelos disparos. Mesmo ferido, ele ainda tentou retornar para dentro do imóvel, mas caiu no quintal.
O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas constatou a morte do primeiro-sargento. Conforme o registro policial, Anderson não possuía antecedentes criminais.
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