Após assassinato, Bope é acionado por suspeita de bomba em carro da vítima
Diante da possibilidade de explosivo, a Polícia Militar isolou o carro e a área próxima ao veículo até a chegada do Esquadrão Antibombas. Após a inspeção, nenhum artefato foi localizado.

O Esquadrão Antibombas do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) foi acionado na noite desta segunda-feira (28) após uma mensagem indicar que uma bomba poderia estar instalada no carro de Noeli Simsen, de 50 anos, assassinada a tiros dentro de um hotel em Cáceres, a 225 quilômetros de Cuiabá.
A equipe especializada realizou uma varredura no veículo, mas nenhum artefato explosivo foi encontrado.
A suspeita surgiu depois que uma funcionária do Hotel Real, onde ocorreu o crime, apresentou aos policiais mensagens que estavam no celular da vítima. Entre as últimas comunicações havia uma atribuída ao ex-marido de Noeli, o policial civil aposentado Ricardo de Souza Pessoa, de 63 anos.
Na mensagem, segundo o relato apresentado à polícia, Ricardo teria alertado Noeli para que tivesse cuidado ao ligar o veículo, pois poderia haver uma bomba instalada no automóvel.
Diante da possibilidade de explosivo, a Polícia Militar isolou o carro e a área próxima ao veículo até a chegada do Esquadrão Antibombas. Após a inspeção, nenhum artefato foi localizado.
Ex-marido está preso
Ricardo de Souza Pessoa é apontado pela investigação como suspeito do assassinato de Noeli. Ele se apresentou espontaneamente em uma delegacia de Cáceres e permanece preso após confessar o crime, conforme informações policiais.
Segundo testemunhas, o suspeito teria entrado pela janela do quarto onde Noeli estava hospedada e efetuado cerca de quatro disparos contra a vítima.
O assassinato ocorreu por volta das 13h35, no Hotel Real, localizado no bairro Jardim Cidade Nova. Noeli foi encontrada morta dentro do quarto. O Corpo de Bombeiros esteve no local e confirmou o óbito.
A Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizaram os procedimentos de investigação e perícia.
Além do homicídio, a origem e o contexto da mensagem sobre a suposta bomba também deverão ser esclarecidos durante a investigação.

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