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Terça-feira, 20 de outubro de 2026

Polícia

Angeliquinha volta a MT e ficará em regime disciplinar diferenciado por 180 dias; VEJA VÍDEO

Ela estava foragida desde 17 de agosto de 2025, quando escapou da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.

Redação Assembleia News3 min de leitura
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Angeliquinha volta a MT e ficará em regime disciplinar diferenciado por 180 dias; VEJA VÍDEO

Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, foi transferida nesta terça-feira (20) de Corumbá (MS) para Cuiabá, onde ficará custodiada na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May. Apontada pela Polícia Civil como uma das lideranças de uma facção criminosa com atuação no extremo norte de Mato Grosso, ela deverá cumprir o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), por determinação judicial.

A transferência foi realizada por equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), da Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol) e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).

Antes de retornar a Mato Grosso, Angeliquinha estava custodiada no Estabelecimento Penal Feminino Carlos Alberto Jonas Giordano, em Corumbá, para onde foi encaminhada após ser entregue às autoridades brasileiras.

RDD foi determinado por 180 dias

A inclusão da investigada no Regime Disciplinar Diferenciado foi determinada pela 5ª Vara Criminal de Sinop, pelo prazo inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação mediante nova decisão judicial fundamentada.

A medida foi solicitada pela Polícia Civil durante as investigações da Operação Showdown. Segundo os elementos apresentados no processo, há suspeitas de que Angeliquinha tenha continuado a exercer funções de liderança na organização criminosa mesmo enquanto estava foragida na Bolívia.

O RDD prevê condições especiais de custódia e restrições específicas previstas na legislação penal.

Capturada após mais de um ano foragida

Angeliquinha foi capturada em 22 de setembro, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, durante uma ação integrada entre as polícias Civil de Mato Grosso e boliviana.

Ela estava foragida desde 17 de agosto de 2025, quando escapou da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.

Em 24 de setembro, dois dias após a captura, foi entregue à Polícia Federal brasileira e encaminhada ao presídio feminino de Corumbá, onde permaneceu até a transferência desta terça-feira.

Segundo a Polícia Civil, a investigada é apontada como uma das principais lideranças de uma facção criminosa com atuação em Alta Floresta e municípios vizinhos, no extremo norte do estado.

Ela acumula condenações que, conforme as informações divulgadas pelas autoridades, ultrapassam 260 anos de prisão, além de responder a diferentes ações penais e investigações.

As apurações atribuem a ela envolvimento em atividades relacionadas ao tráfico de drogas, à lavagem de dinheiro e à coordenação de ações criminosas.

Em setembro, o delegado titular da Draco, Victor Hugo Caetano de Freitas, afirmou que Angeliquinha seria responsável por ordenar cerca de 80% dos homicídios praticados pela facção em Alta Floresta e cidades próximas. A declaração é atribuída ao delegado e não deve ser interpretada, isoladamente, como comprovação judicial de responsabilidade por cada um desses crimes.

Operação apura movimentação de mais de R$ 20 milhões

Em março de 2026, a Polícia Civil deflagrou a Operação Showdown para investigar um núcleo familiar apontado como responsável por dar suporte às atividades criminosas ligadas à investigada e auxiliar na lavagem de dinheiro.

Na ocasião, foram cumpridas 31 ordens judiciais, incluindo mandados de prisão e de busca e apreensão, sequestros de veículos e imóveis, bloqueios de contas bancárias e suspensões de pessoas jurídicas.

De acordo com a investigação, foram identificadas movimentações financeiras superiores a R$ 20 milhões em aproximadamente um ano e sete meses. Para a Polícia Civil, os valores eram incompatíveis com a renda declarada pelos investigados, e empresas e outros negócios teriam sido utilizados para conferir aparência legal a recursos de origem criminosa.

A transferência para Cuiabá marca o retorno de Angeliquinha ao sistema penitenciário mato-grossense, agora sob o regime especial determinado pela Justiça.

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