Mato Grosso

Unidade móvel realiza 272 exames de tuberculose em unidades prisionais de Cuiabá e Várzea Grande

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A unidade móvel de prevenção à tuberculose da Secretaria de Estado de Saúde (SES) participou, em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), da Ação de Cidadania promovida pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, no Sistema Penitenciário de Mato Grosso.

A ação foi realizada no período de 29 de maio a 6 de junho, em unidades prisionais de Cuiabá, Pontes e Lacerda e Várzea Grande.

O mutirão foi fruto de uma articulação entre os setores de saúde e justiça nas esferas federal, estadual e municipal, com o objetivo de promover atenção integral à saúde das pessoas privadas de liberdade e servidores do Sistema Penitenciário.

A ação ofereceu atendimento médico, testes rápidos para detecção de HIV, sífilis e hepatites, vacinação, atividades de educação em saúde e coleta de escarro para diagnóstico de tuberculose, entre outros serviços.

Para o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, o trabalho conjunto com a SES é imprescindível para garantir o controle de doenças no âmbito do Sistema Penitenciário. “Ações conjuntas como essa, que englobam instituições da justiça e a Secretaria de Estado de Saúde, são fundamentais para garantir o controle de doenças entre as pessoas privadas de liberdade e os trabalhadores do Sistema Penitenciário”, disse.

O secretário de Estado de Justiça, Vitor Hugo Bruzulato, também destacou a integração dos órgãos públicos na promoção da saúde aos privados de liberdade e também aos servidores, que estão cotidianamente nas frentes de trabalho nas unidades do Sistema Penitenciário. “Agradecemos aos parceiros, Senappen, Ministério da Saúde e SES em nos apoiar com as medidas sanitárias para os PPLs e por trazer também esse olhar preventivo aos nossos servidores, na atenção aos cuidados diários com a saúde mental e corporal”, salientou o gestor da Sejus.

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Atendimentos da SES

A equipe do caminhão realizou 272 exames de Teste Rápido Molecular (TRM) de tuberculose no Centro de Ressocialização de Várzea Grande, Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá; e no Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande.

Segundo a superintendente de Atenção à Saúde da SES, Lenil da Costa Figueiredo, a presença da unidade móvel foi fundamental para ampliar o acesso ao diagnóstico precoce da tuberculose no sistema prisional, um ambiente considerado vulnerável para a transmissão da doença.

“A participação da Secretaria de Saúde nesta Ação de Cidadania do Senappen é de extrema importância por integrar os trabalhos do Governo Federal e da Gestão Estadual com o compromisso de dar dignidade e promoção de assistência à saúde das pessoas privadas de liberdade”, afirmou.

A responsável técnica pela unidade móvel, Andreia Ferreira, contou que o serviço foi um pouco diferente do normal. “Na Ação de Cidadania, a equipe do Senappen realizava uma triagem e colhia as amostras de escarro apenas dos reeducandos com sintomas compatíveis com tuberculose, como tosse persistente, febre vespertina e emagrecimento. Nas nossas ações do caminhão da tuberculose, fazemos a coleta em todos os presos”, explicou.

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Crédito: Fernanda Nazário | SES-MT

Tecnologia de ponta

A unidade móvel é equipada com tecnologia de ponta, a máquina GenteXpert, que realiza Teste Rápido Molecular (TRM) e raio-X digital que permitem a triagem rápida e eficaz de casos suspeitos da doença.

O Centro Estadual de Referência em Média e Alta Complexidade (Cermac) cedeu três funcionários, que ajudaram na aplicação de vacinas de influenza e tétano e na organização da triagem dos reeducandos em Cuiabá e Várzea Grande.

Já o Laboratório Central de Saúde Pública do Estado de Mato Grosso (Lacen) apoiou a ação do Senappen em Cuiabá e Várzea Grande com a análise de exames de quantificação de carga viral e contagem de células CD4 para detecção de vírus da imunodeficiência humana (HIV/Aids). Na Ação de Cidadania em Pontes e Lacerda, o laboratório ficou responsável pelos exames de tuberculose.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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