“Sema e Corpo de Bombeiros atuam conjuntamente em busca de eficiência nas ações de prevenção, combate e responsabilização de ilícitos”, destaca Secretária
Nesta segunda-feira (16.6), na abertura do Forest Fire 2025 – Congresso Internacional de Gestão de Incêndios Florestais, a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, destacou a atuação cooperada e integrada entre forças de segurança e meio ambiente na gestão dos incêndios florestais em Mato Grosso.
“A Sema e o Corpo de Bombeiros Militar atuam conjuntamente promovendo planejamento e ações estratégicas em busca de eficiência nas ações de prevenção, combate e responsabilização e ilícitos”, enfatizou.
A secretária ressaltou também a cooperação existente com o Ministério Público, Poder Judiciário e entidades do setor produtivo para efetivação da política ambiental. “Temos em Mato Grosso um modelo de governança diferente do restante do Brasil e isso é motivo de muito orgulho”, observou.
A atuação firme e estratégica do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BEA) também foi lembrada pela secretária de Estado de Meio Ambiente.. “A atuação firme, incansável e estratégica do BEA tem sido essencial para a proteção dos nossos três biomas – Cerrado, Pantanal e Amazônia -, realidades distintas que exigem respostas específicas, conhecimento técnico e grande capacidade de adaptação”.
Aproximadamente 30 servidores da Secretaria de Estado de Meio Ambiente estão participando do Forest Fire 2025, que começou nesta segunda-feira e se estenderá até quarta-feira (18).
A Polícia Civil, o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 9ª Região (Crefito-9) e a Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá realizaram, na manhã dessa quinta-feira (18.06), uma ação conjunta de fiscalização, que constatou o exercício ilegal da profissão de um terapeuta ocupacional em uma clínica localizada no bairro Altos do Coxipó, em Cuiabá.
A fiscalização foi desencadeada após o Crefito-9 receber uma denúncia informando que um homem, de 54 anos, estaria se apresentando como terapeuta ocupacional e realizando atendimentos, principalmente de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), sem possuir formação ou habilitação legal para o exercício da profissão.
A Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor foi acionada e, durante as diligências, a equipe da Decon e fiscais do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional verificaram que o suspeito não possui registro profissional nem formação compatível com a atividade exercida. Segundo os levantamentos iniciais, ele realizava atendimentos em uma clínica improvisada instalada em imóvel residencial, divulgando e oferecendo serviços típicos da terapia ocupacional.
Além das irregularidades relacionadas ao exercício profissional, a Vigilância Sanitária Municipal constatou que o estabelecimento funcionava sem Alvará Sanitário e sem outras autorizações obrigatórias para o exercício da atividade, tendo sido lavrado termo de notificação para regularização. Os fiscais também identificaram indícios de que o local não possuía estrutura adequada para o atendimento especializado de pacientes, especialmente crianças.
No decorrer da fiscalização, foram encontrados documentos relacionados aos atendimentos realizados. Entre eles, uma nota fiscal emitida pela prestação de serviços de terapia ocupacional no valor de R$ 15.360.
Outro aspecto que chamou a atenção das equipes foi a suspeita de que parte dos atendimentos pudesse estar relacionada a pacientes beneficiados por decisões judiciais que determinam ao Poder Público o custeio de tratamentos especializados. A hipótese será apurada pela Polícia Civil no decorrer das investigações.
O delegado titular da Decon, Rogério Ferreira, destacou que a atuação integrada dos órgãos de fiscalização é fundamental para proteger consumidores e pacientes, especialmente crianças em situação de vulnerabilidade.
“Estamos tratando de uma atividade que exige formação específica, capacitação técnica e registro profissional. Quando alguém se apresenta falsamente como profissional da saúde, além de colocar em risco a segurança dos pacientes, compromete a confiança da população nos serviços especializados”, ressaltou.
A Polícia Civil instaurou procedimento policial para apurar a prática de exercício ilegal da profissão, bem como eventual crime contra a fé pública, uso de documento falso ou outras infrações que venham a ser identificadas durante as investigações.
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