A Polícia Civil cumpriu, nesta terça-feira (16.12), um mandado de prisão definitiva contra um homem, de 76 anos, pelo crime de estupro de vulnerável. A ordem judicial foi expedida pela Segunda Vara Criminal de Rondonópolis, após o idoso ser condenado a 8 anos de reclusão, a ser cumprido em regime inicialmente fechado.
O mandado foi cumprido por uma equipe da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis, em apoio à Gerência Estadual de Polinter e Capturas, após a identificação de possíveis endereços vinculados ao condenado.
As equipes policiais realizaram buscas com o objetivo de localizá-lo e conseguiram confirmar que o alvo estaria em um sítio localizado na zona rural do município, na região conhecida como Rodovia do Peixe.
Após monitoramento do local e visualização do procurado, os policiais o abordaram no momento em que ele retornava de uma pescaria, sendo informado acerca do mandado de prisão em seu desfavor.
O condenado foi encaminhado à delegacia e apresentado à autoridade policial competente para a adoção dos procedimentos legais cabíveis, ficando à disposição da Justiça.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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