Mato Grosso

Polícia Civil prende homem que continuou perseguindo e ameaçando ex após medidas protetivas

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A Polícia Civil prendeu, nessa quarta-feira (22.10), um homem, de 33 anos, suspeito de perseguir e ameaçar a ex-companheira, de 23 anos, mesmo após ser notificado sobre as medidas protetivas concedidas pela Justiça a favor dela.

A prisão foi realizada pela equipe da Delegacia da Polícia Civil de Colniza, no Distrito de Guariba, por volta das 15h30.

Conforme relato da vítima, ela e o suspeito romperam o relacionamento no dia 24 de setembro deste ano e, desde então, ele passou a persegui-la em diversos locais, até mesmo indo à casa da amiga onde ela está morando, alegando querer conversar com a vítima e demonstrando não aceitar o fim do relacionamento.

Além disso, segundo a vítima, o ex-companheiro fica tentando acessar e trocar as senhas das redes sociais dela. No dia 15 de outubro, o suspeito chegou a invadir a residência da amiga da vítima, quando não tinha ninguém, e instalou uma câmera escondida no quarto em que a ex-companheira está morando.

Ela encontrou a câmera no dia 16 de outubro e a removeu. No mesmo momento, ele ligou para a mãe da ex-companheira proferindo ameaças.

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Prisão

A vítima já tinha medidas protetivas e o suspeito não parava de procurá-la, seja pessoalmente, ou por redes sociais. Diante disso, foi expedido um mandado de prisão e um de busca e apreensão contra ele, por descumprimento de medidas protetivas.

Nessa quarta-feira (22.10), quando a Polícia Civil retornava de uma missão no Distrito de Três Fronteiras, a equipe entrou em contato com a vítima, que informou que seguia sendo perseguida, que o ex-companheiro havia passado em frente a casa dela no dia anterior, que ela estava com medo e temia por sua vida.

Diante do relato, os policiais saíram em busca do suspeito no Distrito de Guariba e o localizaram próximo ao Núcleo da Polícia Militar. Ele foi detido e conduzido até a casa dele, onde foi cumprido o mandado de busca e apreensão.

Foram apreendidos diversos itens de armazenamento, como celular, HD, cartões de memória e pendrives. O suspeito foi conduzido para a Delegacia de Colniza.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Polícia Civil cumpre 21 mandados contra grupo suspeito de golpes e lavagem de dinheiro

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6.5), a Operação Janus, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso estruturado para a prática de crimes de estelionato, integração a organização criminosa e lavagem de capitais.

Na operação, são cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de contas bancárias de 21 suspeitos, além de ter sido decretada a indisponibilidade de valores até o limite de R$ 160 mil, com o fim de assegurar a recuperação dos ativos ilícitos e o ressarcimento dos prejuízos causados às vítimas.

As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá, com base em investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, que evidenciou a atuação coordenada e reiterada do grupo criminoso.

Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio do Leverger, além de cidades dos Estados de Minas Gerais e do Acre.

Modo de atuação

De acordo com as investigações, no mês de janeiro de 2024, duas vítimas foram alvos do denominado “golpe do terceiro intermediário”, modalidade de fraude caracterizada pela intermediação enganosa entre comprador e vendedor de veículo. Os golpistas simulam negociações legítimas para induzir as partes ao erro e obter vantagem ilícita.

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No curso das diligências, foi possível identificar o principal articulador do esquema criminoso, responsável pela criação de perfis falsos em redes sociais e pela coordenação das transações fraudulentas.

Os demais investigados atuavam como titulares de contas bancárias utilizadas para o recebimento dos valores ilícitos, ou como operadores na cadeia de lavagem de capitais. Ao todo, apurou-se a movimentação de aproximadamente R$ 160 mil, quantia subtraída das vítimas.

Lavagem de dinheiro

As investigações também revelaram que o grupo operava uma estrutura sofisticada de lavagem de dinheiro, utilizando múltiplas contas bancárias distribuídas em diversos estados do país, incluindo Mato Grosso, Minas Gerais, Acre, Rondônia e Rio de Janeiro.

Os valores eram submetidos a um processo de triangulação financeira, por meio de transferências sequenciais e fracionadas, com o objetivo de dificultar o rastreamento e a identificação da origem ilícita dos recursos.

O delegado Bruno Palmiro, responsável pelas investigações, destaca que a Operação Janus representa mais uma ação estratégica no enfrentamento qualificado aos crimes patrimoniais e financeiros.

“Especialmente aqueles praticados por meio de fraudes eletrônicas e estruturas organizadas, reafirmando o compromisso da Polícia Civil com a repressão à criminalidade complexa e a proteção do patrimônio da sociedade”, disse o delegado.

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Operação Janus

O nome da operação, “Janus”, faz referência a Jano, tradicionalmente representado com duas faces, e remete ao modus operandi do golpe do terceiro intermediário, no qual o fraudador se apresenta de forma distinta para cada uma das vítimas, conseguindo enganar tanto o vendedor quanto o comprador do veículo, manipulando informações e conduzindo a negociação de maneira fraudulenta.

Fonte: Governo MT – MT

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