A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (26.2), a segunda fase da Operação Midnight, para cumprimento de 14 ordens judiciais contra membros de uma facção criminosa, investigados pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver, em São José do Xingu.
São cumpridos, na operação, seis mandados de prisão (três preventivas e três temporárias), quatro de busca e apreensão domiciliar e quatro de afastamento de sigilo telefônico, expedidos pela Terceira Vara Criminal de Porto Alegre do Norte.
Os mandados são cumpridos nas cidades de São José do Xingu, Porto Alegre do Norte e Água Boa.
A operação tem faccionados como alvos. Eles estão envolvidos nos crimes de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver da vítima Marcos José Vieira Lima, o “Borel”, ocorridos no dia 25 de agosto de 2025, em São José do Xingu.
Os alvos também são investigados pela prática de ações assistenciais com o fim de promover a facção criminosa na região.
Esta segunda fase é resultado do desdobramento das investigações da primeira fase da operação, deflagrada no dia 26 de agosto do ano passado, um dia após a morte da vítima.
As diligências da primeira fase permitiram identificar a dinâmica de atuação da facção criminosa e forneceram elementos estruturais para a representação das ordens judiciais.
As investigações apontaram que a vítima teve a morte decretada pela facção criminosa após sofrer um “salve”, em que foi submetida a torturas e julgamento durante uma sessão do tribunal do crime. No dia dos fatos, a vítima foi atraída até uma residência que servia como ponto de apoio para os faccionados, com a desculpa de usar entorpecentes.
No local, após videochamada com lideranças do grupo criminoso, ele teve a sua execução determinada por supostamente “trair” um dos líderes locais do grupo. A investigação apontou que Marcos e a liderança teriam torturado uma pessoa em dezembro de 2024. Por esse crime, tanto a vítima quanto o mandante foram presos e condenados.
Posteriormente, os executores utilizaram uma motocicleta para levar o corpo de Borel até o local onde foi ocultado. Até o momento, ele ainda não foi localizado.
Investigação qualificada
Após a primeira fase da operação, as investigações se estenderam por aproximadamente seis meses, aprofundando-se a partir de análises técnicas realizadas após sucessivos deferimentos judiciais de medidas cautelares e diligências qualificadas, que levaram ao esclarecimento do crime e à identificação dos envolvidos.
Com base nas informações levantadas, somando-se às diligências policiais em campo, relatos testemunhais, relatórios policiais detalhados e outros meios de obtenção de provas, a Polícia Civil comprovou ao Ministério Público e ao Poder Judiciário que a vítima foi assassinada, mesmo sem o corpo ter sido localizado.
De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Onias Estevam Pereira Filho, foram reunidos elementos probatórios consistentes que indicam a participação de ao menos seis pessoas na empreitada criminosa.
Ações de assistencialismo
O mesmo grupo criminoso também está envolvido em ações de assistencialismo, com integrantes sendo indiciados por práticas ilícitas voltadas ao fortalecimento do grupo no município e na região.
Entre as condutas apuradas, estava a distribuição de cestas básicas a pessoas em situação de vulnerabilidade social, como forma de cooptação e ampliação da base de apoio do grupo criminoso.
Midnight
O nome da operação, que em inglês significa meia-noite, faz referência ao principal investigado, que atua como líder da facção criminosa na região.
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
A Polícia Civil prendeu em flagrante, na manhã desta quarta-feira (29.4), uma mulher, de 52 anos, e seu filho, de 24 anos, durante cumprimento de mandado judicial de busca e apreensão em uma residência no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, após drogas serem encontradas na casa.
A ação policial foi deflagrada com base em uma investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), que teve como origem uma denúncia anônima sobre intensa movimentação de pessoas e veículos no imóvel onde residem os investigados, apontando possível comercialização de entorpecentes.
As investigações realizadas confirmaram os relatos da denúncia: o tráfico de drogas era de fato praticado por mãe e filho no local, apontado como ponto de venda de entorpecentes, popularmente conhecido como “boca de fumo”. As apurações apontaram, ainda, que os dois são vinculados a uma facção criminosa que atua em Várzea Grande.
Diante dos elementos coletados, o delegado Eduardo Ribeiro representou pelo mandado judicial de busca e apreensão, cuja execução resultou na prisão em flagrante de ambos os investigados.
Ao perceber a aproximação dos policiais, o filho tentou se desfazer de drogas arremessando-as por cima do muro da residência, na tentativa de que o material não fosse encontrado durante a diligência. Em seguida, ele tentou empreendeu fuga do local.
No entanto, a equipe policial da Denarc frustrou a tentativa e recolheu as drogas que haviam sido lançadas na rua. A mãe resistiu à prisão, mas também acabou detida. Ambos os investigados foram conduzidos à delegacia e autuados em flagrante delito.
Foram apreendidos uma porção de maconha, 10 porções de pasta base, apetrechos utilizados no comércio de entorpecentes, R$ 1.319 em espécie e uma motocicleta. Todo o material foi encaminhado para perícia técnica.
Os dois foram autuados em flagrante delito pelas práticas dos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Ambos já possuíam antecedentes criminais registrados pelos mesmos delitos nos anos de 2021, 2023 e 2024.
As investigações seguem em andamento para o aprofundamento da apuração e identificação de possíveis outros integrantes da rede criminosa.
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