Mato Grosso

Obras de construção da nova sede do Cermac e MT Hemocentro chegam a 55% de execução

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A nova sede do Centro Estadual de Referência de Média e Alta Complexidades (Cermac) e do MT Hemocentro, que está sendo construída em Cuiabá, chegou a 55% das obras concluídas. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) já investiu R$ 19,6 milhões até o momento. O custo total é estimado em R$ 36,2 milhões em obras.

O MT Hemocentro, além de ser o único banco de sangue público de Mato Grosso, é referência no tratamento de doenças do sangue, também recebe doações e abastece os hospitais da rede pública.

O Cermac é uma unidade especializada da SES, referência na atuação contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), Dermatologia Sanitária, Hanseníase, Diabetes, HIV/AIDS/Hepatites Virais, Pneumologia Sanitária, além de contar com serviços do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) e do Ambulatório Estadual de Atenção à Transexualidade.

“Estamos investindo na construção desse espaço que vai receber duas grandes unidades da SES: o Cermac e o MT Hemocentro. O objetivo é proporcionar um melhor atendimento à população e uma estrutura moderna para os trabalhadores da saúde. Dessa forma, ofertar um atendimento mais eficiente à população”, ressaltou o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo.

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O prédio que receberá as unidades está sendo construído a partir da estrutura do antigo Hospital São Thomé, que terá sua área ampliada em 5.864,61 m² totais. Porém, as unidades funcionam normalmente em suas sedes atuais, localizadas na Rua 13 de Junho, nº 1055, Centro Sul de Cuiabá.

Na área que será destinada ao MT Hemocentro, já foram realizadas as etapas de pintura, instalação de esquadrias de alumínio, assentamento de piso, instalações de hidrossanitários, instalação elétrica, instalação lógica, instalação de assessórios de banheiro, finalização da pintura interna das salas, instalação de hack, instalação de luminárias da recepção, teste final das instalações e limpeza final.

Já no espaço do Cermac, as etapas executadas são instalações elétricas, instalações lógicas, instalação de bancadas granito, portas de madeira, portas de alumínio, pintura, instalação de rodapé de porcelanato, instalação de louças, instalação de ACM, montagem de formas vigas, montagem de formas pilar, concretagem de vigas e pilares, execução de alvenaria, execução de chapisco e reboco em alvenaria e instalação de piso.

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“As equipes de obras da SES estão empenhadas para que esses dois espaços sejam entregues o mais breve possível, beneficiando toda a população e os profissionais da saúde, que contarão com ambientes modernos e mais confortáveis”, concluiu a secretária adjunta de Obras da SES, Mayra Galvão.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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