O Museu de História Natural de Mato Grosso abre nesta terça-feira (8.4), às 14h, a exposição “Fragmentos da História de Cuiabá: A arte da Faianças Arqueológicas”, em comemoração ao aniversário da capital mato-grossense.
Aberta para visitação até 30 de abril, a mostra do equipamento cultural da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) reúne valiosas peças coletadas durante escavações arqueológicas realizadas na região. As faianças são cerâmicas que datam de períodos significativos da ocupação humana na área, oferecendo um vislumbre das práticas, costumes e estilos de vida dos antepassados.
De acordo com Suzana Hirooka, presidente do Instituto Ecoss que faz a gestão compartilhada do Museu, a exposição revela o legado cultural e histórico que moldou a identidade da cidade ao longo dos séculos.
“Esta exposição é um convite a todos para mergulhar na rica história de Cuiabá. Os visitantes irão apreciar a complexidade dessas peças, que são testemunhas silenciosas da interação entre diferentes culturas e da evolução da sociedade cuiabana”, explica Suzana.
Com entrada gratuita, a cerimônia de abertura oficial da exposição é aberta ao público e contará com a presença de autoridades locais, historiadores e representantes da comunidade.
Após a solenidade, haverá outras atividades gratuitas, como oficinas, mostra de cinema, palco livre, apresentação de maracatu e outros. Confira a programação no aniversário de Cuiabá:
14h: Abertura da Exposição Fragmentos da História de Cuiabá
15h: Oficina mediação de leitura: Contos Cuiabanos
18h30: Mostra Cinema/ Oficina de Zine
19h: Intervenção Poética
20h: Apresentação do Grupo de Maracatu Buriti Nagô
O Museu de História Natural de Mato Grosso
Localizado na Avenida Manoel José de Arruda (Beira Rio), em Cuiabá, o espaço é aberto ao público de quarta a domingo, das 8h às 18h. Aos domingos e feriados a entrada é gratuita e nos demais dias custa R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia).
O Governo de Mato Grosso e a Rumo inauguraram, neste sábado (20.6), o primeiro trecho da 1ª Ferrovia Estadual de Mato Grosso. São 162 quilômetros de extensão, ligando Rondonópolis ao novo terminal ferroviário instalado na BR-070, em Dom Aquino, com investimento de R$ 5 bilhões nesta primeira etapa.
Considerada a maior ferrovia em execução no Brasil, o projeto terá 740 quilômetros de extensão quando concluído, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios mato-grossenses e com ramal previsto para Cuiabá.
Durante a entrega, o governador Otaviano Pivetta destacou o papel do Governo de Mato Grosso na criação das condições para o desenvolvimento econômico do Estado.
“Mato Grosso é um exemplo do que o Brasil pode fazer. Enquanto a Rumo construiu 162 quilômetros de ferrovia, nós vamos concluir mais de 7 mil quilômetros de asfalto novo nas rodovias estaduais até o final do ano. Investimos R$ 28 bilhões em infraestrutura para melhorar a vida do nosso povo”, afirmou.
Ele também ressaltou os avanços fiscais e institucionais do Estado nos últimos anos.
“Recebemos um Estado considerado insolvente e hoje Mato Grosso tem nota triplo A há três anos. Saímos das últimas posições na educação e hoje estamos entre os melhores do país. Quando o governo faz o dever de casa, o desenvolvimento acontece”, completou.
O presidente da Rumo, Pedro Palma, destacou a construção conjunta do projeto.
“A visão de futuro é importante, mas ela não basta. É preciso conhecimento, parceria e coragem para transformar projetos em realidade. O modelo criado por Mato Grosso foi fundamental para que esse investimento saísse do papel e chegasse até aqui”, destacou.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, destacou a importância da ferrovia para a competitividade da produção brasileira.
“Essa ferrovia liga Mato Grosso ao Porto de Santos, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade da produção brasileira. A ferrovia melhora o transporte, ajuda o meio ambiente, reduz custos e impulsiona o desenvolvimento econômico do país”, disse.
O presidente do conselho de administração da Cosan, Rubens Ometto, ressaltou o impacto da integração logística.
“É uma parceria que mostra o que o Brasil é capaz de fazer quando iniciativa privada e poder público trabalham juntos. Esse projeto conecta a produção de Mato Grosso ao Porto de Santos e ao mundo. É a verdadeira ferrovia do grão, que também traz fertilizantes, exporta algodão e movimenta a indústria do etanol. Essa entrega representa muito mais do que novos trilhos, gera empregos e cria condições para que as pessoas construam aqui as suas vidas”, pontuou.
O ministro dos Transportes, George Santoro, parabenizou os envolvidos. “Essa obra representa um avanço importante para a logística do país e para o setor produtivo”, disse.
Terminal Ferroviário
As obras tiveram início em novembro de 2022 e mobilizaram mais de 65 empresas contratadas e cerca de 5 mil trabalhadores. Somente na construção do terminal, foram gerados mais de 800 empregos diretos e indiretos.
Para o prefeito de Dom Aquino, Carlim Amarelo, a chegada da ferrovia representa uma transformação regional.
“Estamos diante de uma obra que fortalece Mato Grosso e muda a história da nossa região. Dom Aquino passa a integrar uma importante rota logística nacional, ampliando oportunidades para produtores, empresas e para toda a população”, afirmou.
A cerimônia contou com a presença de autoridades federais, estaduais e municipais, entre elas senadores, deputados federais, deputados estaduais, prefeitos da região, empresários, representantes do setor produtivo e outras lideranças.
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