Mato Grosso

MT Hemocentro atende mais de 500 pacientes com a doença falciforme

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O MT Hemocentro, único banco de sangue público de Mato Grosso, atende atualmente mais de 500 pacientes com doença falciforme em todo o Estado. A unidade é referência no Sistema Único de Saúde (SUS) para atendimento da doença no Estado.

Nesta quinta-feira (19.6), é celebrado o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme. “Essa data é importante pela reflexão sobre os cuidados necessários com os pacientes que sofrem com a doença para gerar um impacto positivo na qualidade de vida deles e também para celebrar os avanços dos serviços oferecidos pelo MT Hemocentro”, destacou o secretário de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo.

Nas pessoas com a doença, as hemácias (glóbulos vermelhos do sangue), que em condições normais são redondas, ficam com a forma de “meia lua” ou “foice”. Essa mudança ocorre em situações de esforço físico, estresse, frio, traumas, desidratação e infecções. Nesse formato, os glóbulos vermelhos não oxigenam o organismo de maneira satisfatória, porque têm dificuldade de passar pelos vasos sanguíneos, causando má circulação.

Segundo o diretor do MT Hemocentro, Fernando Henrique Modolo, a pessoa com doença falciforme precisa de acompanhamento multidisciplinar e multiprofissional precoce, como ocorre no MT Hemocentro. “As complicações podem afetar quase todos os órgãos e sistemas, com alta morbidade, redução da capacidade de trabalho e da expectativa de vida”, explicou.

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O tratamento da doença no MT Hemocentro consiste em consultas regulares com acolhimento e aplicação dos protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde. A unidade disponibiliza atendimento ambulatorial com hematologista, cardiologista, ortopedista, nutricionista, médica de dor, enfermeiro, fisioterapeuta e assistente social.

“Cada paciente recebe um acompanhamento individualizado, de acordo com as especificidades do seu quadro clínico. Nosso atendimento é pautado na humanização, buscando não apenas a excelência técnica, mas também o acolhimento emocional do paciente, promovendo o cuidado em sua totalidade”, destacou.

O banco de sangue ainda dispõe de apoio diagnóstico e terapêutico, aconselhamento genético, ambulatório para transfusão e infusão de medicamentos, e o dopller transcraniano, exame de ultrassom que avalia o fluxo sanguíneo nas principais artérias cerebrais. Deste maio do ano passado, o Hemocentro já realizou 175 exames dopller transcraniano em pacientes falciformes.

O medicamento quimioterápico hidroxiureia é oferecido pelo MT Hemocentro nos casos necessários para diminuir o processo inflamatório desencadeado pela doença.

Ediney Aparecido Costa, 29 anos, morador de Várzea Grande, faz tratamento no MT Hemocentro desde que tinha um ano de idade e elogiou o atendimento, da equipe da recepção até sua médica. “Eu faço tratamento de 15 em 15 dias lá no Hemocentro. Sinto muitas dores na junta, crise, tive o AVC [acidente vascular cerebral] em 2022. E o tratamento foi excelente”, disse.

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O paciente ainda deu mais detalhes sobre alguns dos sintomas da doença. “Dá crise de dor. Eu sinto dor na junta, meu pé fica inchado, eu fico com dor nas pernas, dor nos braços, muita dor de cabeça, e é complicado. Mas a vida da gente que tem anemia falciforme é normal, mas só que essas crises que nós sentimos diariamente. Tem vezes que nós estamos bem. Tem vezes que nós não estamos bem e assim vamos levando até quando Deus permitir.”


A enfermeira da Gerência de Ambulatório Transfusional, Louise Gorgete, e o paciente Ediney no MT Hemocentro

Sobre a doença

A doença falciforme é genética, hereditária e caracterizada por alterações nas hemácias do sangue – os glóbulos vermelhos se tornam rígidos e assumem formato de foice, dificultando a passagem de oxigênio para cérebro, pulmões, rins e outros órgãos.

A enfermidade não tem cura e pode provocar o comprometimento das principais funções do organismo, caso o portador não receba a assistência adequada. O diagnóstico é feito na Triagem Neonatal, com o Teste do Pezinho, e pelo exame de eletroforese de hemoglobina.

Entre os sintomas estão crises de dor, síndrome mão-pé, infecções, úlcera de perna, sequestro do sangue no baço, palidez, cansaço fácil e icterícia.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Polícia Civil localiza corpo de vítima e prende autores de execução em Sorriso

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A Polícia Civil de Mato Grosso esclareceu, nesta quarta-feira (29.4), um homicídio e ocultação de cadáver de David Fernandes de Sousa, de 21 anos, com a identificação e prisão de três envolvidos nos crimes, em Sorriso. A morte da vítima está relacionada à possível rixa entre facções criminosas.

As investigações da Delegacia de Sorriso apontaram que os três criminosos eram amigos da vítima e passaram a desconfiar que o amigo pertencia a uma facção rival, fato que teria motivado o crime. Eles responderão pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e organização criminosa.

Com o esclarecimento do crime, Sorriso apresenta índice de 100% dos homicídios elucidados, com a identificação e a prisão dos autores no município.

David Fernandes de Sousa era considerado desaparecido desde o dia 5 de abril, quando sua mãe procurou a Polícia Civil para registrar o boletim de ocorrência. Segundo informações, há 15 dias, o jovem estava dividindo aluguel com um amigo e, após esse período, não teve mais notícias.

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Com base nas informações repassadas, os policiais da Delegacia de Sorriso iniciaram as investigações e conseguiram identificar um dos suspeitos, de 22 anos, integrante de facção criminosa, com envolvimento no desaparecimento e morte de David.

Em continuidade às diligências, os policiais conseguiram localizar e prender o suspeito, que confessou a participação no homicídio e na ocultação de cadáver do jovem, bem como revelou a localização do corpo e o envolvimento de outros integrantes no grupo.

Com a possível localização do corpo, os policiais foram até o local e, após escavarem, conseguiram encontrar o corpo enterrado em uma cova rasa, em uma região de mata do município.

Os outros dois suspeitos já haviam sido presos na semana passada por envolvimento com tráfico de drogas. Os três suspeitos foram autuados em flagrante por ocultação de cadáver e organização criminosa e responderão, em inquérito policial, pelo homicídio.

Segundo o delegado Bruno França, responsável pelas investigações, os suspeitos eram amigos da vítima, porém, após desconfiarem que ele integrava uma facção criminosa rival, decidiram executá-lo.

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“A vítima foi morta estrangulada com o cadarço do próprio sapato e, posteriormente, teve o corpo ocultado, em uma evidente situação de rixa entre grupos criminosos”, disse o delegado.

As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos no crime.

Fonte: Governo MT – MT

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