Desde que o Governo do Estado anunciou a construção da orla de Luciara (1.083 km de Cuiabá) em 2020, o empresário Carlos Camelo acreditou na obra. Ele vendeu uma fazenda e investiu pesado no turismo de pesca. Ele ergueu duas pousadas na cidade, estrategicamente localizadas em frente da construção da nova orla.
A visão do empresário e a confiança de que o projeto do Governo do Estado sairia do papel em plena pandemia da covid-19, fizeram dele uma referência em pesca esportiva na região do Araguaia. Dono da rede Bora Pescar, ele tem mais duas pousadas, uma em Luciara e outra em Novo Santo Antônio (975 km de Cuiabá). Agora investe em um barco-hotel para os apaixonados pelos peixes gigantes do Rio Araguaia.
“Não só a obra em Luciara, mas também a de São Félix do Araguaia vão impactar positivamente o turismo aqui no Araguaia. Recebemos muitos turistas de São Paulo, Minas Gerais, Tocantins, Pará e Goiás. Depois da orla, esperamos um aeroporto para facilitar a chegada dessas pessoas à região”, afirma Camelo.
Atualmente, a construção da orla de Luciara está com 35% de execução e tem previsão de entrega para 2025, assim como outras nove obras de infraestrutura turística no Estado. O investimento do Governo do Estado no empreendimento é de aproximadamente R$ 9,9 milhões.
Segundo o empresário, a valorização dos terrenos próximos ao rio também já é uma realidade.
“Eu comecei a investir na região da orla já esperando que o projeto saísse do papel. Quando o governador Mauro Mendes anunciou que a obra seria realizada, comprei imóveis em frente à futura orla. Continuamos investindo e confiamos na gestão do Estado, que tem sido muito séria e eficiente. Na época, me chamaram de louco, mas hoje somos referência”, destaca.
A rede Bora Pescar se tornou um dos principais destinos para os amantes da pesca esportiva no Rio Araguaia. Luciara é considerada um berço de peixes de couro, como pirarara e piraíba, os gigantes da água doce. Com a temporada de pesca que começou neste sábado (1º.03), as pousadas já estão na expectativa e com reservas de turistas para os próximos meses.
O empresário e pescador Paulo Basso, da operadora de turismo paulistana Go Fishing Tour, frequenta as pousadas Bora Pescar há três anos. Para ele, o atendimento, a qualificação dos guias de pesca — que antes eram pescadores extrativistas — e a gastronomia são os grandes diferenciais. Ele também elogia a legislação do Transporte Zero, política instituída pelo governador Mauro Mendes, que garante a preservação das espécies e impulsiona a pesca esportiva, movimentando a economia da cidade.
“O Araguaia é muito famoso entre os pescadores, e todos querem estar lá. Eu sou apaixonado pelo rio, especialmente por causa da pirarara. Foi o primeiro peixe que pesquei na vida, e desde então fiquei fascinado. A cor dela é maravilhosa, e a emoção de capturar esse peixe é indescritível”, conta Basso.
O secretário de Estado de Turismo, Felipe Wellaton, reforça a importância dos investimentos públicos para impulsionar o setor.
“Quem faz turismo são os CNPJs, os empreendedores que geram emprego e renda. O papel do Estado é oferecer infraestrutura para facilitar o acesso aos destinos turísticos. Essas orlas, tanto em Luciara quanto em São Félix do Araguaia, vão representar um boom para os negócios, especialmente para o turismo de pesca, que é realizado de forma sustentável”, afirma o secretário.
A 10ª Reunião Ordinária do Conselho Gestor do Desenvolve Floresta, presidido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), foi realizada nesta terça-feira (16.6) e aprovou dois projetos voltados à conservação ambiental e à educação sustentável em Barra do Garças. Durante o encontro, os conselheiros também consolidaram o Plano de Desenvolvimento Florestal de Mato Grosso e instituíram uma Câmara Técnica para acompanhar a execução das ações previstas para o setor.
Entre as iniciativas aprovadas está o Projeto de Restauração Ecológica e Manejo Integrado do Fogo no assentamento Serra Verde, em Barra do Garças, que receberá investimento de R$ 499,8 mil. A proposta prevê a restauração de 10 hectares de áreas degradadas, a estruturação de brigadas comunitárias de manejo integrado do fogo, ações de capacitação e medidas de fortalecimento socioeconômico das comunidades envolvidas.
Também foi aprovado, por unanimidade, o Projeto de Educação Ambiental em Escolas Públicas de Barra do Garças, com investimento de R$ 185,9 mil. A iniciativa atenderá aproximadamente 250 estudantes de cinco escolas do município, promovendo atividades voltadas à educação ambiental, agroecologia e práticas sustentáveis.
Para a secretária adjunta de Agronegócio, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Lisboa Vogel, os projetos aprovados contribuem tanto para a preservação ambiental quanto para a formação de uma cultura de sustentabilidade entre as novas gerações.
“Os dois projetos refletem o compromisso do Desenvolve Floresta com a conservação ambiental e o desenvolvimento sustentável. Além de promover a recuperação de áreas degradadas e o fortalecimento das comunidades locais, as iniciativas ampliam as ações de educação ambiental, atendendo ao que prevê a legislação”, afirmou.
Além da aprovação dos projetos, foi apresentado ao Conselho o Plano de Desenvolvimento Florestal de Mato Grosso com horizonte até 2040. A estratégia estabelece diretrizes de longo prazo para fortalecer a bioeconomia, ampliar o manejo florestal sustentável e integrar as cadeias de produção e industrialização no Estado.
Como parte das medidas para garantir a implementação das ações previstas, foi aprovada a criação de uma Câmara Técnica responsável pelo acompanhamento permanente das metas e iniciativas do plano. O grupo terá a função de monitorar a execução das ações e propor encaminhamentos para assegurar o alcance dos objetivos estabelecidos.
A composição da Câmara Técnica contará com representantes da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem), Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta) e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
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