Pesquisas e experimentos conduzidos no Centro Regional de Pesquisa e Transferência de Tecnologias (CRPTT) da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), em Tangará da Serra, vêm impulsionando o desenvolvimento de tecnologias voltadas à agricultura familiar em várias regiões de Mato Grosso.
Os estudos, que contam com o apoio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), se concentram em cultivares adaptadas, técnicas de manejo e inovações que aumentam a produtividade com sustentabilidade.
Titular da Seaf, a secretária Andreia Fujioka ressaltou as ações em apoio à produção, por meio da distribuição de mudas e da criação de políticas públicas estruturantes.
“Nosso objetivo é fortalecer cadeias produtivas e transformar Mato Grosso também em um grande produtor de frutas, como o cacau, diversificando a base agrícola do Estado, que hoje é referência em grãos e carnes. Por isso, é tão importante investir em pesquisa. A equipe de pesquisadores da Empaer faz isso com excelência. Temos os melhores profissionais desenvolvendo estudos incríveis”, afirmou Andreia.
Em dois anos, a Seaf, em parceria com a Empaer, distribuiu 260 mil mudas de banana e 170 mil mudas de cítrus, provenientes de viveiros de alta qualidade. “Já temos novos termos de referência para a continuidade do programa”, anunciou a secretária.
O engenheiro agrônomo e analista de desenvolvimento econômico e social, Luciano Gomes Ferreira, da equipe da Unigepe (Unidade de Gestão e Projetos), destacou os avanços obtidos nos experimentos realizados no CRPTT.
“Temos várias pesquisas em diferentes culturas. Esses eventos são importantes para difundir tecnologia e disseminar conhecimento entre estudantes, técnicos e agricultores familiares. Os pesquisadores estão trabalhando com questões como espaçamento, densidade e níveis de adubação para recomendar as melhores práticas aos pequenos produtores”, explicou.
“Quem conhece o dia a dia das propriedades e vê o esforço dos agricultores entende a importância da pesquisa científica. Aqui, temos colegas que dedicaram anos ao estudo da cultura da banana, porta-enxertos de maracujá resistentes e novas cultivares de abacaxi, em parceria com a Unemat. Precisamos garantir que essas pesquisas continuem, pois são fundamentais para desenvolver sistemas de produção adaptados às condições de solo e clima de Mato Grosso”, destacou Luciano Ferreira.
A aluna da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) de Tangará da Serra, Crislaine Andrade da Silva, ressaltou a importância das visitas técnicas.
“Mato Grosso é um dos maiores produtores de alimentos do país. Estar aqui, vendo a pesquisa de perto, amplia nosso conhecimento e nos inspira. Parabéns aos pesquisadores e agricultores familiares pelo trabalho”, reconheceu
“Investir em pesquisa é investir no futuro da agricultura familiar. A atuação conjunta da Seaf e da Empaer garante que o conhecimento gerado chegue até quem realmente transforma a terra em alimento — neste caso, o produtor de pequena escala”, concluiu Fujioka.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (30.4), a Operação Rede Difusa para cumprimento de ordens judiciais com o objetivo de desarticular uma rede de distribuição de entorpecentes, pulverizada em pontos de comercialização em diversos bairros de Cuiabá.
Na operação, são cumpridos três mandados de prisão e cinco de busca e apreensão, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá.
A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), identificou a existência de uma estrutura criminosa caracterizada pela atuação pulverizada, com pequenos núcleos independentes de venda de drogas. Embora de baixa complexidade individual, os pontos formavam uma rede difusa de abastecimento e distribuição de entorpecentes na capital.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Ronaldo Binoti Filho, o cumprimento das ordens judiciais busca não apenas a responsabilização dos investigados, mas também a apreensão de substâncias ilícitas, valores oriundos da atividade criminosa e outros objetos relacionados ao tráfico de drogas.
“A operação busca o enfrentamento qualificado ao tráfico de drogas, sobretudo às estruturas que, mesmo de pequeno porte, contribuem significativamente para a disseminação da criminalidade, como ocorrências de furtos, roubos e homicídios, e seus reflexos sociais”, disse o delegado.
As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros envolvidos e aprofundar a responsabilização criminal dos integrantes da rede.
Rede Difusa
O nome da operação faz referência à forma de atuação do grupo investigado, que operava de maneira descentralizada, espalhando pontos de venda em diferentes regiões da cidade, dificultando a repressão estatal e ampliando o alcance da distribuição de entorpecentes.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Renorcrim
As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e da Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência).
A rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
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