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Dia do Estagiário: Tribunal de Justiça destaca o aprendizado de mão dupla trazido pelos estudantes

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Hoje, dia 18 de agosto é comemorado o Dia Nacional do Estagiário. E é em homenagem a esse grupo de jovens e dedicados colaboradores, que o Poder Judiciário de Mato Grosso reconhece o valor desses talentos, que desempenham papel vital na construção de espaços de trabalho cada vez mais eficientes, produtivos e colaborativos.
 
São eles a razão para iniciativas como o Programa Super Star_gio, desenvolvido pela Coordenadoria Judiciária do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, com o objetivo de capacitar estagiários da área Jurídica, que terão a oportunidade de atuar dentro do Poder Judiciário, colocando em prática aprendizados específicos ligados à área. O caráter inovador do Super Star_gio garantiu uma vaga ao Poder Judiciário de Mato Grosso, que concorre este ano, a 20ª edição do Prêmio Innovare, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e parceiros.
 
“A presença do estagiário no sistema judiciário não é apenas benéfica, mas crucial para a operação eficiente e o aprimoramento contínuo do sistema. Através da sua energia, conhecimento e dedicação, os estagiários contribuem para a manutenção da justiça e a evolução constante do campo jurídico. O Poder Judiciário de Mato Grosso tem fomentado iniciativas em prol do estagiário, a exemplo do Programa Super Star_Gio da Coordenadoria Judiciária”, enfatizou a diretora-geral do Tribunal de Justiça, Euzeni Paiva de Paula.
 
Implantado em fevereiro deste ano, o programa reúne 40 estagiários da área de Direito, que cumprem dois anos de estágio em atividades que envolvem os 19 departamentos do Tribunal de Justiça. Além de acompanhar o andamento de processos, os estagiários participam de atividades ligadas à rotina de juízes e desembargadores, e têm a oportunidade de acompanhar debates sobre temas que envolvem o Poder Judiciário e casos de grande repercussão.
 
“O sistema judiciário é o alicerce da justiça em uma sociedade, garantindo que as leis sejam aplicadas de maneira justa e imparcial. Um componente muitas vezes subestimado, mas de extrema importância nesse sistema, é o papel desempenhado pelos estagiários. Esses jovens profissionais em formação não apenas contribuem para a eficiência operacional dos tribunais e escritórios jurídicos, mas também trazem uma perspectiva fresca e atualizada para um ambiente muitas vezes tradicional”, defendeu a coordenadora da Coordenadoria Judiciário, Rose Pincerato.
 
Mais Estágios – O leque de áreas abrangidas pelos estágios ofertados pelo Poder Judiciário é amplo, e incluem, alunos do ensino médio, e acadêmicos de Administração, Arquitetura e Urbanismo, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Comunicação Social, Direito, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Gestão Pública, Gestão de Pessoas, Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Secretariado Executivo, Serviço Social, Tecnologia da Informação, Tecnologia em Gestão de Eventos e Cerimonial.
 
A interação com colegas de trabalho de diferentes níveis de gestão, tem o potencial de trazer aos alunos o amadurecimento e a dimensão das responsabilidades que serão assumidas na vida profissional. Também é no estágio, que os alunos têm a oportunidade de aprender com os erros, e ali, começar a identificar suas competências e habilidades.
 
“É muito importante falar que é uma relação de ganho para ambas as partes. Ganha o Poder Judiciário por tê-los como ajudantes que são, onde muitos superam as expectativas e passam a integrar os quadros do Judiciário, como uma primeira experiência profissional. E continua ganhando o Judiciário, quando tem a oportunidade de contribuir com a formação de profissionais não apenas da área de direito, e nós como gestores, temos a responsabilidade de dar o bom exemplo, de ensinar, de explicar, e de mostrar como acontece a rotina dentro do Judiciário. E toda vez que nós ensinamos aquilo que sabemos, nós também aprendemos. O aprendizado é sempre uma via de mão dupla, onde todos ganham. E nesse processo, ganha também a sociedade, que receberá profissionais preparados para o futuro e trabalhadores da justiça aptos a prestar seu trabalho com retidão e ética”, refletiu Karine Giacomelli, coordenadora da Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Tribunal de Justiça.
 
De janeiro a agosto deste ano, 2.145 estudantes já foram atendidos pelos programas de estágio ofertados pelo Tribunal de Justiça. Os processos seletivos são realizados por meio do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), realizados de forma virtual, e supervisionados pela Coordenadoria de Gestão de Pessoas (CGP).
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem: Grupo de estudantes posam para foto em comemoração do Dia do Estagiário. Na margem inferior da foto, a coordenadora da Coordenadoria Judiciária Rose Pincerato se agrupa junto aos estagiários.
 
Naiara Martins
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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