Mato Grosso

Auxílio da Defesa Civil do Estado garante liberação de R$ 7 milhões para recuperação de pontes em Paranatinga

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O auxílio da Defesa Civil de Mato Grosso junto ao município de Paranatinga (a 380 km de Cuiabá), no levantamento de danos e decretação de situação de emergência, possibilitou que o município conseguisse a liberação de R$ 7,2 milhões pelo Governo Federal para obras de recuperação.

Paranatinga foi um dos municípios mato-grossenses que foram atingidos por fortes chuvas no mês de janeiro deste ano. As enchentes deixaram famílias desabrigadas e 11 pontes de madeira destruídas.

“A Defesa Civil do Estado foi fundamental do começo ao fim. Desde o primeiro momento das chuvas, o Estado disponibilizou uma equipe que ficou nos dando todo o suporte necessário. Estávamos com uma nova gestão na Prefeitura, que tinha assumido 17 dias antes, e os agentes estaduais permaneceram no município auxiliando em todas as etapas, do desastre até a elaboração do plano de trabalho”, afirmou a coordenadora de Defesa Civil de Paranatinga, Pamela Padilha.

Para auxiliar o município, o Governo do Estado prestou auxílio imediato, por meio do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil, que atuou no gerenciamento do desastre e montou um centro de operações na cidade. A instalação permaneceu por cerca de 2 semanas e foi importante para a coordenação das ações de resposta no município.

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Corpo de Bombeiros resgatou famílias desabrigadas após chuvas intensas

Além da distribuição de 680 cestas de alimentos, filtros de água, kit de higiene e limpeza e cobertores, enviados pelo Governo do Estado sob determinação da primeira-dama Virginia Mendes, os agentes do Estado auxiliaram no atendimento à população, cadastramento de abrigos temporários, levantamento dos danos, e na declaração da situação de emergência, que foi homologada pelo Estado no dia 24 de janeiro.

A equipe estadual ainda auxiliou a prefeitura no pedido de reconhecimento federal da situação de emergência e na elaboração do plano de trabalho para reconstrução das áreas afetadas.

Defesa Civil Estadual fez o levantamento dos danos causados pelas chuvas

O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, destacou que a elaboração do plano de trabalho foi fundamental para a liberação de R$ 7,2 milhões do Governo Federal para a reconstrução das pontes na cidade e considerou o município um exemplo para as demais cidades afetadas por desastres.

“Paranatinga fez um trabalho relevante e apresentou o plano de reconstrução apontando a destruição das pontes de madeira devido às chuvas. Nessa semana, aprovamos esse plano e estaremos empenhando os recursos para que o município seja capaz de reconstruir essas pontes destruídas”, observou, durante participação em evento no Tribunal de Contas do Estado na última quarta-feira (14.5).

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Ação integrada possibilitou atendimento rápido às famílias afetadas pelas chuvas

Para o superintendente de Proteção e Defesa Civil do Estado, tenente-coronel BM Luís Cláudio Pereira da Cruz, o caso de Paranatinga é um exemplo claro da importância da atuação integrada entre estado e município.

“O trabalho conjunto fortalece a rede de proteção e nos permite levar um atendimento mais rápido à população. Com uma atuação integrada, conseguimos agir com mais eficiência e reduzir os danos para quem já está em uma situação mais vulnerável”, ressaltou.

Conforme a coordenadora municipal de Defesa Civil, Pamela Padilha, após a liberação dos recursos, o município deverá publicar uma licitação para a construção de pontes de concreto em substituição às pontes de madeira no município.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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