Estudantes da Escola Técnica Estadual (ETEC) de Tangará da Serra se destacaram na última edição do Hacka MT, maratona tecnológica promovida pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) e parceiros. O evento foi realizado no último final de semana e resultou na criação de projetos inovadores focados no fortalecimento do setor agroalimentar da região.
A equipe vencedora (Family Agro) contou com egressos do curso técnico em Agropecuária, enquanto o segundo lugar ficou com equipe formada (também em parte) por alunos do curso técnico em Agronegócio.
A Family Agro desenvolveu uma solução que propõe utilizar inteligência artificial generativa para coletar e organizar dados de agricultores familiares, disponibilizando as informações em um sistema web e facilitando o acesso por entidades públicas.
O time foi formado por Ueslei Pontarolo Lidoino, Johnny Limberger Dinarte, Kiara Baco Anhon, Sérgio Barbosa Ramos e Rui Manuel Pardal Ribeiro.
“Agora, com o apoio da Seciteci, por meio do Parque Tecnológico Mato Grosso, a equipe vencedora seguirá uma trilha de capacitação para que possamos entregar essa solução à Prefeitura de Tangará da Serra e gerar impacto real na comunidade”, afirmou a superintendente de Desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação da Seciteci, Claudia Rosa.
A superintendente também ressaltou que o evento causou um grande impulso para o ecossistema de inovação do município, conseguindo mobilizar talentos e criar soluções voltadas à agricultura familiar local.
Kiara Anhon, da equipe vencedora, viajou mais de 500 km até Tangará da Serra para participar do evento. “A gente veio lá de Sinop em uma tentativa de aprender muita coisa nova. E desde o networking, até o contato com os mentores e desafios, a gente trabalhou muito. A experiência foi sensacional”, afirmou a ganhadora.
Kiara e os outros membros da equipe Family Agro receberão a premiação concedida através de cinco Bolsas de Desenvolvimento Tecnológico (BDT-3), durante um período de até 12 meses, totalizando R$ 91,2 mil.
A diretora da ETEC de Tangará da Serra, Wérica Crislaine, celebrou a vitória de estudantes com origem na Escola Técnica. “Ver nossos alunos transformando desafios reais em soluções inovadoras mostra o quanto a educação técnica tem poder de impacto. Eles não apenas participaram. Eles protagonizaram a mudança”.
O HackaMT é uma iniciativa do Governo de Mato Grosso, por meio da Seciteci, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), Parque Tecnológico de Mato Grosso, Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Almáz Inovação e parceiros.
A iniciativa busca desenvolver soluções inovadoras para desafios do setor público local. O evento também teve edições realizadas em outras regiões do Estado, como Água Boa, Cáceres e Nova Mutum.
O Governo de Mato Grosso vai ampliar de R$ 35 milhões para R$ 101 milhões o cofinanciamento estadual da assistência social destinado aos 142 municípios. O aumento de mais de 188%, coordenado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT), fortalece a rede socioassistencial e garante mais autonomia e celeridade para que os municípios atendam as demandas locais.
Segundo o secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, a ampliação dos investimentos atende a uma determinação do governador Otaviano Pivetta de fortalecer a atuação dos municípios na execução das políticas públicas.
“Esta é uma ação coordenada pelo governador Otaviano Pivetta, que tem defendido uma gestão cada vez mais próxima dos municípios. O objetivo é garantir que os recursos cheguem diretamente a quem está na ponta, fortalecendo os serviços e ampliando a proteção social para as famílias mato-grossenses”, ressaltou.
Os recursos serão transferidos diretamente aos Fundos Municipais de Assistência Social, ampliando a autonomia dos municípios na execução das políticas públicas. Com o novo modelo, o Governo de Mato Grosso também repassará os valores destinados à aquisição e entrega de cestas de alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade social, garantindo mais agilidade para que as próprias prefeituras realizem a compra e a distribuição conforme as necessidades locais.
Klebson Gomes ainda destacou que a medida representa um avanço histórico para a política de assistência social em Mato Grosso.
“Estamos fortalecendo a assistência social nos municípios com mais recursos e mais autonomia para os gestores. Quem conhece a realidade das famílias e as necessidades de cada comunidade é o município. Com esse aumento expressivo do cofinanciamento, estamos ampliando a capacidade de atendimento e garantindo mais eficiência na aplicação dos recursos públicos”, afirmou.
Entre as principais novidades do novo modelo estão:
Ampliação do cofinanciamento estadual de R$ 35 milhões para R$ 101 milhões por ano;
Repasse de recursos para aquisição e entrega de cestas de alimentos destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade social;
Transferência direta dos recursos para os Fundos Municipais de Assistência Social;
Maior autonomia para os municípios aplicarem os recursos conforme as necessidades locais;
Possibilidade de investimento em proteção social básica e especial;
Fortalecimento dos serviços ofertados nos CRAS, CREAS e unidades de acolhimento;
Contratação e qualificação de equipes técnicas;
Concessão de benefícios eventuais, como auxílio-funeral e auxílio-natalidade.
A definição dos repasses foi construída a partir de critérios técnicos, considerando fatores como população inscrita no Cadastro Único, famílias em situação de vulnerabilidade social, porte populacional e estrutura da rede socioassistencial existente em cada município.
Com a ampliação do cofinanciamento, diversos municípios terão aumento significativo nos repasses. Em Cuiabá, por exemplo, os recursos passarão de aproximadamente R$ 6 milhões para R$ 10 milhões. Já Chapada dos Guimarães terá os repasses ampliados de R`$ 264 mil para R$ 720 mil. Em alguns municípios, o crescimento poderá ultrapassar 500%.
A proposta será apresentada e pactuada com os municípios por meio da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) antes da formalização do novo modelo de cofinanciamento.
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