As mudas do projeto de estímulo à compra coletiva por agricultores familiares da Secretaria Municipal de Agricultura e Pecuária (SEMAP) chegaram nesta quarta-feira (26) e estão sendo retiradas pelos 60 produtores rurais beneficiados com a iniciativa.
Esse é o primeiro projeto que realiza compras de mudas em grande lote visando amenizar as despesas dos produtos. Ao todo 2670 mudas certificadas de Limão Taiti foram transportadas de São Paulo para Rondonópolis. A SEMAP organizou todo o processo e subsidiou o frete.
Produtores rurais procuraram a secretaria em busca de auxílio para produzirem limão na cidade por quererem investir no fruto devido o atual preço vantajoso no mercado. Após pesquisa realizada pelo responsável pelo departamento extensão rural e projetos, Cássio Gomes, obteve a informação de que 90% dos limões consumidos em Rondonópolis vem de fora por ausência de produção local.
“Produtores nos procuraram para estabilizar a cadeia produtiva aqui e dentro as ações a primeira foi a compra coletiva de mudas”, contou Gomes.
As mudas adquiridas em São Paulo custaram R$ 7 a unidade, a mesma no Mato Grosso é vendida por R$ 35 reais, por isso a necessidade de trazer de outro estado. O tempo para surgir os primeiros frutos é de um ano e meio de transplantada com retorno financeiro em até dois anos.
Enquanto as mudas não produzem, a SEMAP aplica o projeto de mesclar produção de ciclo rápido com cultura não perene. Dessa forma, os produtores não ficam sem meios de prover o sustento da família e movimentam o comércio local com reproduções de pimenta, jiló, quiabo, melancia e outros, garantindo produtos em no máximo 90 dias.
De acordo com o secretário da pasta, Adilson Nunes, posteriormente serão feitas novas aquisições de outras árvores frutíferas como abacateiro e goiabeira para atender ainda mais produtores do município.
“A princípio esse foi só uma experiência e como deu certo, estamos muito felizes e os produtores também estão felizes agora vamos optar por outras mudas”, explicou Nunes.
O produtor rural, Jhon Kleyton, apoia fortemente a ideia por ser mais uma alternativa de comercialização para os pequenos produtores rurais e fomentar a economia de toda cidade, além de ajudar a população ao criar uma competitividade entre os frutos locais e as produções vindas de outros estados. “A competitividade faz cair os preços dos produtos na região”, finalizou.
O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a retirada da tornozeleira eletrônica da empresária Bruna Cristina Zaramella, moradora de Rondonópolis e condenada pela participação nos atos de 8 de janeiro. A decisão foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes e publicada na terça-feira (11).
A retirada do equipamento, no entanto, não significa o fim das medidas cautelares impostas à empresária. Moraes manteve a apreensão do passaporte, a suspensão do registro e do porte de arma de fogo e a proibição de deixar o país.
Segundo a decisão, a medida foi autorizada após serem identificadas falhas no funcionamento da tornozeleira eletrônica, além de dificuldades relacionadas ao carregamento do equipamento.
Ao analisar o caso, o ministro considerou que Bruna vinha cumprindo as determinações impostas pelo STF, mesmo diante dos problemas apresentados pelo dispositivo de monitoramento.
Com a decisão, a empresária deixa de ser monitorada por tornozeleira eletrônica, mas continua submetida às demais restrições determinadas pela Corte.
Bruna Zaramella foi condenada no âmbito das ações relacionadas aos atos de 8 de janeiro, quando manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.
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