DE 6 MESES

Parto de gestante com morte cerebral é realizado em MT

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Na manhã desta sexta-feira (24), a equipe médica do Hospital Santa Rosa, em Rondonópolis, realizou o parto de Joyce Sousa Araújo, de 21 anos, que estava sendo mantida viva por aparelhos após diagnóstico de morte encefálica.

 

O bebê, nascido prematuro com 6 meses de gestação, foi encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e segue sob cuidados intensivos.

 

Joyce sofreu um aneurisma cerebral em dezembro, após relatar fortes dores de cabeça. Apesar de uma cirurgia de emergência, o quadro evoluiu para morte cerebral.

 

Desde então, a jovem foi mantida em suporte vital para permitir que o desenvolvimento do bebê continuasse no útero, com o objetivo de alcançar ao menos 7 meses de gestação.

 

Contudo, os médicos decidiram realizar a cesariana nesta manhã para salvar a criança. A cirurgia foi iniciada às 10h30 e concluída às 11h20, com sucesso.

 

Após o parto, os aparelhos que mantinham o corpo de Joyce funcionando foram desligados, e o corpo será entregue à família para o translado ao Tocantins, estado natal da jovem.

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Diante das dificuldades financeiras, a família lançou uma campanha para arrecadar fundos. A meta é cobrir os custos do translado de Joyce e o enxoval do bebê.

 

Segundo João Matheus, esposo da vítima, as despesas já superam R$ 22 mil. Contribuições podem ser feitas via Pix, com a chave 63 642664369, em nome de Bela Borges da Silva, cunhada de Joyce.

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CIDADES

Notas do Instagram ganham nova função na eleição: bandeiras passam a identificar lados políticos

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O início oficial da campanha eleitoral de 2026 não movimentou apenas comícios, convenções e discursos. Nas redes sociais, uma disputa silenciosa começou a aparecer nas pequenas “Notas” do Instagram, espaço que fica no topo da caixa de mensagens e permite aos usuários publicar recados curtos para seus seguidores e contatos.

Desde o último fim de semana, usuários passaram a utilizar bandeiras e combinações de cores como forma de sinalizar suas preferências políticas. A movimentação ganhou força a partir de domingo (16), data marcada pelo início oficial da campanha eleitoral.

Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL), a bandeira brasileira passou a aparecer com frequência como símbolo de identificação política. O candidato iniciou sua campanha em Copacabana, no Rio de Janeiro, em um ato marcado por referências ao nacionalismo, à segurança pública e ao legado de Jair Bolsonaro.

Do outro lado, usuários identificados com o campo político de Lula (PT) passaram a adotar símbolos em vermelho e amarelo. Em algumas publicações, aparece uma representação semelhante à bandeira do Vietnã, utilizada como referência visual para demonstrar apoio ao petista.

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A tendência transforma um recurso criado para mensagens rápidas em uma espécie de código visual da disputa eleitoral. Em poucos caracteres ou apenas com um símbolo, o usuário consegue indicar aos seguidores de que lado está na polarização que marca a eleição presidencial.

A movimentação acontece em um ambiente digital que já vinha sendo utilizado intensamente pelas campanhas. Levantamento publicado pela Folha de S.Paulo mostrou que partidos intensificaram o uso de conteúdo político nas plataformas da Meta nos meses que antecederam o início oficial da propaganda eleitoral. PT e PL estiveram entre as siglas que mais exploraram conteúdos direcionados ao eleitorado.

A diferença agora é que a mobilização deixou de aparecer apenas nos perfis oficiais de candidatos e partidos. Símbolos, cores, músicas e pequenas mensagens passaram a ser utilizados pelos próprios usuários como forma de identificação.

A bandeira brasileira, que durante anos esteve associada principalmente a cerimônias oficiais e manifestações cívicas, ganhou forte significado político nos últimos anos. Na largada da campanha de Flávio, por exemplo, o símbolo nacional apareceu integrado à identidade visual do ato realizado no Rio.

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Com a campanha apenas começando, a tendência é que as redes sociais se tornem cada vez mais um espaço de disputa simbólica. E, neste ano, até uma pequena nota no alto da caixa de mensagens pode funcionar como uma declaração política.

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