A delegada aposentada Ana Cristina Feldner antecipou o segundo vídeo da série em que questiona a composição da chapa de Janaína Riva (MDB) ao Senado. O conteúdo, que seria publicado nesta quinta-feira (17), foi divulgado antes por Feldner sob o argumento de que o tema abordado merecia ser tratado imediatamente.
Mantendo a estratégia adotada no primeiro episódio, a delegada voltou a usar uma padaria como metáfora para apresentar suas críticas. Desta vez, o “ingrediente” escolhido foi o combate à corrupção.
“Que tal a farinha do combate à corrupção?”, provoca Feldner logo no início da gravação.
A partir da pergunta, ela direciona o foco para a escolha de Danilo Trento como primeiro suplente de Janaína Riva. Feldner afirma que havia sido indicada anteriormente para a função e que soube de sua substituição por meio da imprensa.
A delegada sustenta que a primeira suplência não deve ser tratada como uma posição apenas simbólica, já que o suplente pode assumir o mandato em situações previstas pela legislação eleitoral.
Na sequência, Feldner resgata episódios envolvendo Trento. Entre eles está sua participação nas apurações da CPI da Pandemia. O relatório final da comissão recomendou o indiciamento do empresário por suspeitas relacionadas a fraude em contrato, organização criminosa e improbidade administrativa no contexto das investigações sobre a Covaxin.
A delegada também menciona que o empresário foi citado em investigações relacionadas a descontos em aposentadorias e pensões do INSS. Em 2025, a CPMI que apurou o caso aprovou a convocação de Trento, que havia sido descrito pelo Senado como investigado pela Polícia Federal.
Feldner ainda levanta questionamentos sobre empresas relacionadas ao empresário e cita informações presentes em documentos de investigação sobre possíveis conexões empresariais. As referências, porém, são apresentadas por ela como questionamentos e não representam, por si só, uma conclusão judicial de que Trento tenha participado de crimes.
Ao defender sua própria trajetória, Feldner destaca os mais de 20 anos de atuação na Polícia Civil e trabalhos ligados ao enfrentamento de organizações criminosas e crimes de grande repercussão.
“Eu nunca fui investigada por corrupção”, afirma a delegada.
É a partir dessa comparação que Feldner chega ao ponto central do segundo vídeo: o critério utilizado para definir quem ocuparia a primeira suplência da chapa de Janaína Riva.
“Qual o critério de escolha?”, questiona.
No encerramento, a delegada amplia as críticas e afirma que Janaína Riva não a representa na pauta relacionada às mulheres. Também questiona a identificação da família Riva com o discurso de combate à corrupção.
O novo vídeo dá sequência ao embate público entre Feldner e Janaína Riva depois da mudança na composição da chapa. A delegada já havia feito críticas públicas à candidata e acusado a situação de violência política de gênero.
O episódio também coloca novamente em evidência a composição da chapa e o papel dos suplentes em uma candidatura ao Senado.