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Criminosos incendeiam lojas após empresário se recusar a pagar mensalidade a facção

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Na noite de ontem (27), dois estabelecimentos comerciais foram incendiados em Paranatinga, município de Mato Grosso, em uma retaliação criminosa após o proprietário se recusar a pagar uma “mensalidade” a uma facção criminosa. As lojas, especializadas em utilidades domésticas, foram alvo de ação criminosa que, segundo informações preliminares, teria sido motivada pela negativa do empresário em aderir ao esquema de extorsão.

Após rejeitar o pagamento e acionar a polícia, o empresário colaborou com a prisão de membros da facção. No entanto, os criminosos foram liberados pouco tempo depois, o que teria culminado na retaliação com o incêndio dos estabelecimentos. O caso gerou revolta entre moradores e comerciantes locais, que temem pela própria segurança diante da recorrente sensação de impunidade.

Até o momento, a Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso não se manifestou sobre o caso. O episódio reforça a preocupação com a atuação de facções criminosas no estado, que frequentemente utilizam métodos violentos para intimidar e extorquir empresários.

 

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Notas do Instagram ganham nova função na eleição: bandeiras passam a identificar lados políticos

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O início oficial da campanha eleitoral de 2026 não movimentou apenas comícios, convenções e discursos. Nas redes sociais, uma disputa silenciosa começou a aparecer nas pequenas “Notas” do Instagram, espaço que fica no topo da caixa de mensagens e permite aos usuários publicar recados curtos para seus seguidores e contatos.

Desde o último fim de semana, usuários passaram a utilizar bandeiras e combinações de cores como forma de sinalizar suas preferências políticas. A movimentação ganhou força a partir de domingo (16), data marcada pelo início oficial da campanha eleitoral.

Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL), a bandeira brasileira passou a aparecer com frequência como símbolo de identificação política. O candidato iniciou sua campanha em Copacabana, no Rio de Janeiro, em um ato marcado por referências ao nacionalismo, à segurança pública e ao legado de Jair Bolsonaro.

Do outro lado, usuários identificados com o campo político de Lula (PT) passaram a adotar símbolos em vermelho e amarelo. Em algumas publicações, aparece uma representação semelhante à bandeira do Vietnã, utilizada como referência visual para demonstrar apoio ao petista.

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A tendência transforma um recurso criado para mensagens rápidas em uma espécie de código visual da disputa eleitoral. Em poucos caracteres ou apenas com um símbolo, o usuário consegue indicar aos seguidores de que lado está na polarização que marca a eleição presidencial.

A movimentação acontece em um ambiente digital que já vinha sendo utilizado intensamente pelas campanhas. Levantamento publicado pela Folha de S.Paulo mostrou que partidos intensificaram o uso de conteúdo político nas plataformas da Meta nos meses que antecederam o início oficial da propaganda eleitoral. PT e PL estiveram entre as siglas que mais exploraram conteúdos direcionados ao eleitorado.

A diferença agora é que a mobilização deixou de aparecer apenas nos perfis oficiais de candidatos e partidos. Símbolos, cores, músicas e pequenas mensagens passaram a ser utilizados pelos próprios usuários como forma de identificação.

A bandeira brasileira, que durante anos esteve associada principalmente a cerimônias oficiais e manifestações cívicas, ganhou forte significado político nos últimos anos. Na largada da campanha de Flávio, por exemplo, o símbolo nacional apareceu integrado à identidade visual do ato realizado no Rio.

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Com a campanha apenas começando, a tendência é que as redes sociais se tornem cada vez mais um espaço de disputa simbólica. E, neste ano, até uma pequena nota no alto da caixa de mensagens pode funcionar como uma declaração política.

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