OPINIÃO

Dinheiro e Amor: Por Que Você Atrai Sempre a Mesma História?

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Você já percebeu que algumas histórias parecem se repetir ao longo da vida?

Muda o cenário, mudam as pessoas, mudam as circunstâncias. Mas, de alguma forma, o resultado parece sempre o mesmo.

Na vida amorosa, algumas pessoas atraem repetidamente parceiros indisponíveis, relacionamentos que não evoluem ou experiências marcadas por abandono e rejeição.

Na vida financeira, outras trabalham muito, mas nunca prosperam. Ganham dinheiro e logo perdem. Crescem profissionalmente, mas encontram obstáculos constantes para manter os resultados.

Embora amor e dinheiro pareçam assuntos distintos, na visão sistêmica eles possuem uma conexão muito mais profunda do que imaginamos.

A forma como nos relacionamos com o amor e com o dinheiro está diretamente ligada às primeiras experiências que tivemos dentro da nossa família.

É na família que aprendemos, consciente e inconscientemente, o que significa receber, pertencer, confiar, merecer e prosperar.

Muitas vezes, sem perceber, repetimos padrões herdados por lealdades invisíveis.

São comportamentos, crenças e escolhas que não surgem apenas da nossa vontade individual, mas de vínculos profundos com o sistema familiar.

Quando esses movimentos permanecem inconscientes, tendemos a validar exatamente aquilo que aprendemos.

Escolhemos relacionamentos que confirmam nossas crenças sobre amor.

Criamos resultados financeiros que reforçam nossas crenças sobre dinheiro.

E assim os ciclos se repetem.

Recentemente, em um processo terapêutico, uma cliente, cujo nome aqui será chamado de Joana, preservando sua identidade  chegou afirmando que os homens não queriam mais compromisso.

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Segundo ela, apenas homens confusos, emocionalmente indisponíveis ou incapazes de construir uma relação sólida apareciam em sua vida.

Durante o atendimento, tornou-se evidente uma relação profundamente difícil com o pai.

Havia mágoas, julgamentos e uma distância emocional significativa.

Sem perceber, Joana havia desenvolvido uma postura defensiva diante do masculino.

Na visão sistêmica, o pai representa o primeiro contato de uma filha com a energia masculina.

Quando essa relação permanece marcada por conflitos, muitas mulheres passam a buscar, nos relacionamentos amorosos, uma reparação inconsciente daquilo que não conseguiram viver com o pai.

O resultado é que, muitas vezes, atraem exatamente relações que reproduzem a mesma dinâmica emocional já conhecida.

A questão não é falta de amor.

A questão é repetição de padrão.

O mesmo ocorre com o dinheiro.

Em inúmeros atendimentos, observo pessoas que afirmam desejar prosperidade, crescimento e abundância, mas que carregam conflitos profundos com suas origens familiares.

Algumas rejeitam seus pais.

Outras carregam julgamentos sobre a forma como a família lidava com dinheiro.

Há ainda aquelas que cresceram ouvindo frases como:

“Dinheiro é sofrimento.”

“Quem tem dinheiro perde a humildade.”

“Rico não presta.”

“Na nossa família ninguém prospera.”

Mesmo quando racionalmente desejam uma realidade diferente, continuam vinculadas emocionalmente às crenças do sistema.

E, por lealdade inconsciente, acabam repetindo resultados semelhantes.

Outro princípio importante da visão sistêmica é que toda exclusão gera consequências.

Quando alguém é rejeitado, esquecido, condenado ou apagado da história familiar, o sistema busca formas de restaurar seu pertencimento.

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Inconscientemente, outros membros podem repetir destinos difíceis para trazer visibilidade àquele que foi excluído.

É por isso que determinados padrões atravessam gerações, como dependências químicas, falências recorrentes, relacionamentos destrutivos, violência, perdas financeiras repetidas ou dificuldades afetivas persistentes.

Muitas vezes, a pessoa acredita que o problema começou nela.

Mas, na realidade, ela pode estar conectada a uma história muito anterior à sua própria existência.

O mais profundo é compreender que essas repetições geralmente nascem de um movimento inconsciente de amor.

Alguém sofre para que outro não seja esquecido.

Alguém fracassa para permanecer pertencendo.

Alguém abre mão da prosperidade para não ultrapassar aqueles que vieram antes.

Alguém permanece em relacionamentos dolorosos para continuar fiel a histórias antigas do sistema.

Por isso, tanto no amor quanto no dinheiro, a verdadeira transformação começa quando temos coragem de olhar para as raízes.

Quando reconhecemos a origem dos padrões, devolvemos a cada pessoa o que lhe pertence e restauramos os vínculos familiares de forma saudável.

A partir desse movimento, deixamos de repetir automaticamente o passado e passamos a construir uma história diferente.

Porque prosperidade e amor não dependem apenas do que fazemos.

Dependem também daquilo que carregamos, muitas vezes sem perceber.

E aquilo que pode ser visto, também pode ser transformado.

Por Simone Bernardino, mentora de empresários

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A ILUSÃO DA PICANHA: O PRATO VAZIO DO POVO E A FARTURA DOS MARAJÁS

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Prometeram picanha e cervejinha. O brasileiro, ingênuo como sempre, acreditou. Esqueceram de avisar um detalhezinho: a picanha era metafórica – Abóbora.

Na vida real, o trabalhador vai ao mercado, olha o preço da carne, do café, do gás, da energia, e faz aquela engenharia financeira de fim de mês: tira daqui, corta dali troca isso por aquilo. A cervejinha? Fica para o mês que vem — se sobrar. Enquanto o cidadão reorganiza o orçamento para pagar luz, água e aluguel, Brasília segue

morando na sua realidade paralela particular. É a verdadeira Ilha da Fantasia: para o povo, pede-se sacrifício; para a máquina pública, a conta nunca parece chegar. E quando falta dinheiro, a solução é sempre a mesma, batida e requentada: cobra-se mais de quem trabalha, produz e consome. Imposto aqui, taxa ali, “ajuste” acolá. O brasileiro virou sócio do Estado entra com o capital, mas nunca vê o lucro. E, como se não bastasse, abriram-se as portas para a epidemia das bets. O aplicativo que promete recuperar o mês em três toques de tela consome exatamente o dinheiro que deveria pagar comida e conta de luz. Perde-se R$ 50, tenta-se recuperar, perde-se R$ 100, aposta-se R$ 200. O vício nasce, o salário some, e fica só a esperança — que nunca se cumpre — de que a próxima rodada devolve tudo. Progresso, dizem.

O pequeno empresário, esse sim, faz malabarismo de verdade: juro alto, crédito caro, imposto, burocracia, folha de pagamento e um consumidor cada vez mais endividado. Depois perguntam por que tanta empresa fecha. Será que é falta de pensamento positivo?

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Pior que o imposto, pior que a aposta, é o deboche. O cidadão reclama, vem uma piada. Reclama de novo, vem uma gracinha. Governar virou stand-up comedy — só esqueceram

de avisar que quem está na plateia é quem paga o ingresso, o palco e o cachê dos artistas. O povo não quer piada. Quer respeito. Quer empreender sem o Estado agarrado na perna. Quer escola que ensine, segurança que proteja, oportunidade que exista. E, no entanto, existe algo mais espantoso do que tudo isso: a paixão cega por político. Tem gente que não avalia mais resultado, não compara promessa com entrega, virou torcida organizada. O político erra, gasta mais, taxa mais, decepciona — e o apaixonado segue na arquibancada, buzinando rumo ao precipício. Político se tornou ídolo. Acorda! Não é dono do seu voto. É funcionário temporário — e funcionário que não entrega resultado deve ser demitido. Simples assim.

Mas o auge do descaramento tem nome e sobrenome: a eleição da esposa a qualquer custo. Tem político que passa o mandato inteiro fazendo piada, posando de humilde, mas no fundo só pensa em blindar o próprio patrimônio e transformar o cargo em herança de família. Na cara mais dura, aparece pedindo: “me ajudem a eleger minha esposa”, “a família tem que continuar no poder”. E o eleitor, vai lá, bate palma, vibra e ajuda a montar o próximo capítulo da dinastia. Otário por opção, balança bandeira, grita nome de sobrenome e ainda aplaude de pé o enriquecimento do político sem-vergonha. No fim, quem se elege é a esposa; quem lucra é a família; e quem paga a conta, como sempre, é o povo.

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Precisamos quebrar esse círculo — e a pergunta que fica não é de quem você é fã, é qual país você está construindo com o seu voto. Porque governo passa, político passa, partido passa. Quem fica com a conta é você, é o seu filho, é o seu neto. Então fica o desafio: que país você quer deixar para eles? Um país onde se aprende a apostar em vez de trabalhar, a torcer em vez de fiscalizar, a aceitar migalhas, esmolas, bolsa família em vez de exigir resultado? Ou um país, um estado onde o voto é ferramenta de cobrança, não paixão de arquibancada?

A urna não pergunta de quem você gosta. Pergunta, em silêncio, que futuro você escolheu para quem vem depois de você. Só não reclame se, depois de mais quatro anos esperando a picanha prometida, seus netos herdarem apenas o prato vazio — e a conta dobanquete do seu político de estimação.

ACORDA! Você é responsável pelo futuro do Brasil.

Naime Márcio Martins Moraes – Advogado e Professor Universitário – planejamento sucessório e direito da família

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