Agronegócio

Safra 2024/2025 deve alcançar novo recorde com 336,1 milhões de toneladas

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Dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na manhã desta quinta-feira (12.06) apontam que a safra de grãos 2024/2025 deve alcançar 336,1 milhões de toneladas. Se a previsão se confirmar, será um crescimento de 13% em relação à safra anterior, consolidando mais um ciclo recorde para o setor produtivo.

Em relação ao levantamento anterior, houve um acréscimo de 3,1 milhões de toneladas. Esse avanço foi impulsionado por revisões positivas em culturas estratégicas, como o milho, que teve aumento de 1,4 milhão de toneladas, seguido pela soja, com 1,3 milhão, e pelo sorgo, com mais 502 mil toneladas.

A área total cultivada nesta safra também cresceu: são 81,8 milhões de hectares, uma alta de 2,3% em comparação com o ciclo passado. Esse aumento, aliado a boas condições climáticas em várias regiões e investimentos em tecnologia, contribuiu para uma expectativa de produtividade média de 4.108 quilos por hectare — 10,4% superior à registrada na temporada 2023/2024.

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Para o setor agropecuário, os dados refletem não apenas a resiliência do campo, mas também a eficiência crescente das lavouras brasileiras, que continuam avançando em qualidade, escala e capacidade de resposta aos desafios climáticos e de mercado. Essa combinação fortalece a competitividade dos produtores no cenário global e reforça o papel do Brasil como potência agroalimentar.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Agro responde por mais de 65% das exportações do estado

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O agronegócio de Santa Catarina fechou 2025 com crescimento consistente, sustentado pela combinação de maior produção e preços mais firmes ao longo do ano. O Valor da Produção Agropecuária (VPA) alcançou R$ 74,9 bilhões, avanço de 15,1% em relação a 2024, segundo levantamento do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa), da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

O resultado reflete alta de 6,3% nos preços médios recebidos pelos produtores e aumento de 9,5% no volume produzido. Na prática, o desempenho foi puxado por culturas e atividades com bom comportamento simultâneo de oferta e mercado, como milho, maçã, tabaco, soja, bovinos e suínos, favorecidos por condições climáticas mais regulares ao longo do ciclo.

No comércio exterior, o setor manteve peso predominante na economia catarinense. As exportações do agro somaram US$ 7,9 bilhões — o equivalente a cerca de R$ 41,5 bilhões, considerando câmbio próximo de R$ 5,25 —, com crescimento de 5,8% sobre o ano anterior. O segmento respondeu por mais de 65% das vendas externas do estado, consolidando sua relevância na geração de divisas.

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Apesar do avanço, o boletim técnico aponta que o desempenho poderia ter sido mais robusto não fosse a elevação de tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros a partir do segundo semestre, o que afetou parte dos embarques.

No campo, a melhora dos indicadores agregados não se traduziu de forma uniforme na renda do produtor. O estudo destaca que, no período pós-pandemia, a volatilidade de preços passou a ter impacto mais direto sobre a rentabilidade do que as variações climáticas. Entre 2021 e 2025, oscilações de mercado influenciaram de maneira mais intensa o resultado econômico de culturas como arroz, cebola e alho.

Esse movimento fica evidente no conceito de “ponto de nivelamento”, indicador que define o patamar mínimo de preço e produtividade necessário para cobrir os custos de produção. Segundo a análise, culturas como soja e alho operam com maior margem de segurança, enquanto arroz e cebola apresentam menor folga, tornando-se mais sensíveis a quedas de preço ou perdas de produtividade.

O levantamento também indica que, mesmo em um cenário de crescimento, a gestão de risco se torna cada vez mais central para a atividade. A combinação entre custos, preços e produtividade passa a determinar, com mais precisão, a sustentabilidade econômica das propriedades.

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Os dados consolidados de 2025 estão disponíveis no Observatório Agro Catarinense, plataforma que reúne indicadores da agropecuária estadual e acompanha a evolução do setor.

Fonte: Pensar Agro

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