Agronegócio

Projeto apoia mulheres produtoras de queijo a modernizar processos em Araucária

Publicado em

A produção de queijos artesanais é uma tradição em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. Para melhorar a qualidade desses produtos, a prefeitura local criou o Projeto Queijarias de Araucária, que conta com apoio do IDR-Paraná e do Senar-PR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), principalmente em relação ao manejo do rebanho leiteiro e fabricação e apresentação dos produtos.

O objetivo é regularizar a fabricação e a comercialização de derivados do leite. O projeto fortalece, sobretudo, as mulheres que estão à frente da maioria dos empreendimentos. O queijo é o carro-chefe da produção, mas as produtoras ainda fabricam manteiga, requeijão, nata e doce de leite.

Atualmente seis mulheres participam do projeto. Elas seguem receitas próprias ou de suas famílias. A partir da regularização dos empreendimentos, poderão comercializar seus produtos em feiras do município (Feira Sabores das Colônias e a Feira do Peixe) ou na própria propriedade, integrando circuitos turísticos de Araucária.

“Estamos trabalhando para que a venda se amplie em todo o Estado, e para todo o País. Isso será possível com o ‘Selo Arte’”, disse Renata Kubaski de Araújo, veterinária que atua no Departamento de Abastecimento da Secretaria Municipal de Agricultura de Araucária (SMAG).

Leia Também:  Brasil exportou R$ 1,88 trilhão, puxado pelo agronegócio que respondeu sozinho por 22%

O IDR-Paraná já promoveu cursos de pasteurização lenta, cloração da água e boas práticas de fabricação de alimentos com as produtoras. O Senar-PR, que faz parte do Sistema FAEP (Federação da Agricultura do Estado do Paraná), vai colaborar com a realização de cursos de Capacitação em Boas Práticas Agropecuárias, em Castro.

“As produtoras vão conhecer outros municípios para trocar informações com outros queijeiros. Com isso, se aprende muito e todos são muito receptivos”, comentou a veterinária.

Os profissionais da SMAG fazem o controle do rebanho, monitoram a sanidade animal e oferecem orientações sobre boas práticas agropecuárias e de fabricação. As produtoras que aderem ao projeto são orientadas a fazer a análise da saúde dos animais, o controle da qualidade da água e das instalações. Segundo Renata, já foram realizados os trabalhos de segurança, inspeção e registro dos produtos, Agora as propriedades estão passando por uma adequação e a rotulagem está sendo desenvolvida para atender as exigências da legislação.

PROJETO– O Projeto Queijarias de Araucária será lançado oficialmente na Feira Sabores das Colônias, que acontecerá no Parque Cachoeira entre os dias 01 e 04 de dezembro deste ano.

Leia Também:  Está sendo realizado em Pelotas o 33° Congresso Brasileiro de Agronomia

Interessados em fazer parte do projeto devem procurar a SMAG e solicitar uma visita à propriedade. Inicialmente, a visita é de orientação ao produtor. Na oportunidade o técnico pontua o que pode ser melhorado ou que adequações devem ser feitas. Depois das adaptações realizadas, há uma nova visita e orientações. O produto então é submetido a testes de qualidade e o Serviço de Inspeção Municipal (SIM) fiscaliza e emite a certificação.

A próxima capacitação por meio do projeto será realizada nos dias 09 e 10 de novembro, em parceria com a Prefeitura e o Senar-PR. Os participantes aprenderão a fazer diversos tipos de queijo e doce de leite. O curso será voltado às integrantes do Projeto Queijarias de Araucária e haverá também vagas para outros interessados. Informações e inscrições devem ser feitas na SMAG (rua Prof? Kazimiera Szymanski, 67, no bairro Porto das Laranjeiras), pelo telefone (41) 3614-7530 ou pelo e-mail: [email protected]

Fonte: AgroPlus

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Agronegócio

Crédito ao agro pode atingir R$ 652 bilhões, mas esbarra em limites fiscais

Published

on

As negociações para o Plano Safra 2026/27 avançam em meio a discussões sobre o espaço fiscal disponível para subsidiar o crédito rural. A proposta em análise pelo governo prevê ampliar em cerca de 10% os recursos destinados ao financiamento da agropecuária, elevando o montante total para R$ 652 bilhões, além de reduzir em até dois pontos percentuais as taxas de juros para médios e grandes produtores.

Os números ainda estão em discussão entre os ministérios da Agricultura, da Fazenda e do Desenvolvimento Agrário e podem sofrer alterações antes do anúncio oficial, previsto para o início de julho. A principal incógnita é a capacidade do Tesouro Nacional de suportar os custos da equalização dos juros em um cenário de restrições orçamentárias.

Na safra atual, foram disponibilizados R$ 594,4 bilhões para pequenos, médios e grandes produtores. Desse total, R$ 516,2 bilhões foram destinados à agricultura empresarial. A proposta em análise é elevar esse montante para perto de R$ 570 bilhões na temporada 2026/27.

A discussão sobre os juros é considerada o ponto mais sensível das negociações. Caso a proposta seja integralmente atendida, as taxas para médios e grandes produtores poderão cair para cerca de 8% ao ano nas operações de custeio e para até 6,5% em algumas linhas de investimento. Na safra 2025/26, as taxas variaram entre 10% e 14% nas linhas de custeio da agricultura empresarial.

Leia Também:  Cadeia de Valor é instituída no MPMT para gerenciamento de processos

A possibilidade de redução das taxas depende do início do ciclo de queda da Selic e do espaço fiscal disponível para a equalização dos juros. O mecanismo é utilizado pelo governo para cobrir a diferença entre o custo de captação das instituições financeiras e a taxa efetivamente paga pelos produtores.

Outra frente das negociações envolve os limites para os spreads bancários. A equipe econômica decidiu manter tetos para o custo administrativo e tributário cobrado pelas instituições financeiras nas operações com recursos equalizados. A medida busca evitar aumento excessivo do custo final do crédito e reduzir a pressão sobre os gastos públicos com subsídios.

No custeio empresarial, por exemplo, o limite para o spread foi fixado em 4,7% ao ano. Quanto maior esse percentual, maior tende a ser o desembolso da União para sustentar as taxas subsidiadas.

A estratégia ocorre em um momento em que instrumentos privados de financiamento ganham espaço no campo. Entre julho de 2025 e maio de 2026, as operações realizadas por meio de Cédulas de Produto Rural (CPRs) e recursos livres movimentaram cerca de R$ 170 bilhões. Os títulos privados passaram a integrar os números do Plano Safra recentemente e vêm compensando parte da retração observada nas linhas tradicionais de crédito.

Leia Também:  Projeto Prevenção Começa na Escola visita mais três municípios

Na agricultura familiar, a expectativa é de manutenção das taxas de juros entre 2% e 6% ao ano. O volume de recursos para o segmento poderá chegar a R$ 82 bilhões, alta de cerca de 5% em relação aos R$ 78,2 bilhões disponibilizados na temporada atual.

Os desembolsos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) indicam forte demanda pelos recursos. Até maio, os produtores familiares haviam contratado R$ 60,9 bilhões, o equivalente a quase 80% do total disponível para a safra em curso.

A definição do Plano Safra 2026/27 ocorre em um ambiente de custos financeiros ainda elevados e de crescente demanda por recursos para sustentar a expansão da produção agrícola. O desafio do governo será ampliar a oferta de crédito e, ao mesmo tempo, preservar o equilíbrio das contas públicas em um cenário de restrições fiscais.

A expectativa é que os números finais sejam anunciados no início de julho, quando também deverão ser definidos os volumes de recursos e as taxas de juros para a agricultura empresarial e para os programas voltados à agricultura familiar.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA