Agronegócio

Produtores param para cobrar solução do governo diante de endividamento recorde

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Agricultores do Rio Grande do Sul iniciaram, nesta terça-feira (13.05), uma mobilização por tempo indeterminado para pressionar o governo federal a resolver o endividamento recorde do setor, que já ultrapassa R$ 73 bilhões. Os manifestantes exigem a securitização das dívidas ou, ao menos, a prorrogação imediata dos prazos com condições viáveis de pagamento.

O movimento ocorre em várias regiões do estado, com concentração de tratores e máquinas agrícolas em pontos próximos a rodovias. A ação é pacífica, mas o recado é direto: sem produto para vender, os produtores não têm como pagar o que devem. E denunciam que cooperativas de crédito vêm impondo condições abusivas e ignorando as regras do crédito rural.

A crise, já alimentada por anos de estiagem, se agravou após a enchente histórica que devastou lavouras, estruturas e comprometeu a próxima safra. Muitos produtores não conseguiram renegociar suas dívidas, e os que conseguiram, o fizeram com juros ainda mais altos.

A mobilização ganhou força durante a Expojoia, no noroeste do estado, onde uma audiência pública no Senado contou com a presença do senador Luís Carlos Heinze (PP-RS), defensor da proposta que alonga os débitos por até 20 anos.

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“O campo precisa de prazo, não de pressão bancária. Ou reestruturamos as dívidas, ou deixamos milhares pelo caminho”, declarou o senador.

Os organizadores afirmam que o protesto continua até que o governo apresente uma solução concreta. O clima é de urgência — e de resistência.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Agro dobra empregos em 20 anos e sustenta mais de 50% da economia

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O avanço do agronegócio em Mato Grosso redesenhou o mercado de trabalho e consolidou o setor como base da economia estadual. Em duas décadas, o número de trabalhadores ligados ao agro saltou de cerca de 173 mil em 2006 para 449 mil em 2026, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) — crescimento de quase 160%.

O movimento acompanha a expansão da produção e da área cultivada. Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, com safras que superam 100 milhões de toneladas somando soja, milho e algodão. A área agrícola do Estado ultrapassa 20 milhões de hectares cultivados, dentro de um território de cerca de 90 milhões de hectares, o que evidencia o espaço ainda disponível para intensificação produtiva.

Esse crescimento dentro da porteira puxou a geração de empregos fora dela. A cadeia do agro — que inclui transporte, armazenagem, processamento e serviços — passou a absorver mão de obra em ritmo mais acelerado, especialmente a partir de 2021, com o avanço da agroindustrialização e o aumento do volume produzido.

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O peso econômico é direto. O agronegócio responde por cerca de 50% a 55% do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso, de acordo com estimativas do próprio Imea e de órgãos estaduais. Na prática, isso significa que mais da metade de toda a riqueza gerada no Estado está ligada ao campo.

Esse protagonismo se reflete na dinâmica regional. Municípios com forte presença agrícola concentram maior circulação de renda, impulsionando comércio, serviços e construção civil. O efeito multiplicador do agro faz com que cada safra movimente não apenas a produção, mas toda a economia local.

Ao mesmo tempo, o perfil da mão de obra vem mudando. A incorporação de tecnologia no campo e na indústria exige trabalhadores mais qualificados, enquanto a expansão logística amplia a demanda por serviços especializados. O resultado é um mercado de trabalho mais diversificado, que vai além das atividades tradicionais da agricultura.

Fonte: Pensar Agro

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