Agronegócio

Plano Clima: entidade entrega sugestões e pressiona por remoções de carbono

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Após as críticas iniciais ao Plano Clima e a sinalização do governo de que ajustes seriam feitos, o debate avança com novas contribuições. A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura (movimento multissetorial que reúne mais de 440 empresas do agronegócio, da indústria, do setor financeiro, além de organizações ambientais e centros de pesquisa) apresentou uma nota técnica com recomendações para aprimorar o plano. O documento foi enviado aos ministérios da Fazenda, Meio Ambiente, Agricultura, Ciência e Tecnologia e à Casa Civil, e também levado à Frente Parlamentar da Agropecuária e ao Instituto Pensar Agropecuária.

O cerne das propostas é garantir que o Plano Clima reconheça formalmente as remoções de carbono resultantes de práticas agropecuárias sustentáveis e de conservação ambiental, como a restauração de áreas degradadas, a integração lavoura-pecuária-floresta (iLPF) e a preservação de vegetação nativa. Para a Coalizão, contabilizar essas contribuições no pilar de mitigação é essencial para dar mais equilíbrio e justiça à estratégia.

Outro ponto destacado pela rede é a necessidade de maior clareza na forma como as emissões atribuídas à agropecuária são contabilizadas. Definir responsabilidades de maneira transparente é visto como estratégico para assegurar isonomia entre setores e cumprir a meta brasileira no Acordo de Paris: reduzir entre 59% e 67% as emissões de gases de efeito estufa até 2035, em relação a 2005.

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As recomendações, segundo a entidade, foram elaboradas a partir de “discussões técnicas profundas”, voltadas a corrigir falhas metodológicas e reforçar o potencial do Brasil como referência global em conservação e em uma agropecuária orientada para o desenvolvimento sustentável.

Entre as sugestões estão a revisão de diretrizes fundiárias, a contabilização das remoções florestais de carbono e a valorização da conservação e restauração de áreas nativas como estratégia climática. A nota também sugere ajustes nos planos setoriais de Agricultura e Pecuária e de Conservação da Natureza, que compõem a Estratégia Nacional de Mitigação.

Estruturado nos pilares de adaptação e mitigação, o Plano Clima é considerado peça-chave para que o Brasil cumpra suas metas climáticas. Para a Coalizão, incorporar essas recomendações é um passo decisivo para fortalecer a credibilidade do país e alinhar competitividade agrícola com sustentabilidade ambiental.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Vazio sanitário já esta em vigor e impõe controle rigoroso contra ferrugem asiática

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O vazio sanitário da soja, período em que a presença de plantas vivas da oleaginosa é proibida em todo o território nacional, já esta em vigor. A medida é o principal instrumento de controle da ferrugem asiática, fungo de alta letalidade que, se não combatido, pode dizimar lavouras inteiras. Com o início do protocolo em diversos estados, o setor agropecuário mobiliza-se para eliminar plantas voluntárias, as chamadas “tigueras”, que servem como ponte verde para a sobrevivência do patógeno entre as safras.

O cronograma nacional respeita as peculiaridades climáticas de cada região, garantindo que o ciclo do fungo seja interrompido de forma coordenada.

Estado Início do Vazio Término do Vazio
Paraná 10 de junho 10 de setembro
Mato Grosso 15 de junho 15 de setembro
Mato Grosso do Sul 15 de junho 15 de setembro
Bahia (Região I) 26 de junho 7 de outubro
Goiás 1º de julho 30 de setembro
Minas Gerais 1º de julho 30 de setembro
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No ciclo 2025/26, o Brasil consolidou números expressivos, com a área plantada nacional atingindo aproximadamente 48 milhões de hectares. Esse volume de produção exige um manejo fitossanitário cada vez mais rigoroso. Especialistas ressaltam que, sem a interrupção do cultivo, a pressão de inóculo do fungo na safra seguinte torna-se exponencialmente maior, elevando o custo de produção devido ao aumento necessário no número de aplicações de fungicidas, que podem chegar a seis ou sete vezes em uma única temporada.

A recomendação técnica é clara: qualquer planta de soja emergente deve ser eliminada em até 30 dias após a germinação ou antes de atingir o estádio V4. O descumprimento das normas acarreta penalidades administrativas, mas o maior prejuízo é o risco à produtividade da safra 2026/27, que no Oeste baiano tem o plantio autorizado apenas a partir de 8 de outubro.

A conformidade com o vazio sanitário não é apenas uma obrigação legal, mas um seguro contra a quebra de produtividade. Com o mercado internacional atento à qualidade do grão brasileiro, o controle rigoroso de doenças é um ativo competitivo que mantém o país como o maior fornecedor global de soja. O desafio para os próximos meses é garantir que o monitoramento seja feito em 100% da área, impedindo que “pontes verdes” comprometam o potencial produtivo da maior safra do planeta.

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Fonte: Pensar Agro

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