ALTA PERFOMANCE

Pecuaristas e especialistas debatem os benefícios da carne vermelha para a saúde humana em evento na Nelore MT

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Pecuaristas associados à Nelore MT participaram de uma palestra nesta segunda-feira (27.01), no Parque de Exposições, em Cuiabá, cujo tema foi os “Benefícios da Carne para a Saúde Humana”. A programação contou com a participação do ultra atleta Alessandro Medeiros e sua nutricionista, Letícia Moreira. Ambos compartilharam experiências e conhecimentos que reforçam a importância da carne na alimentação.

Alessandro Medeiros, de 54 anos, é um defensor da dieta carnívora. Ele relatou como adotou o estilo alimentar durante a pandemia, inicialmente para perder peso, e acabou transformando-o em parte essencial de sua rotina e performance esportiva. Hoje, Alessandro compete em provas de ultra resistência, como o Ultraman Word Chlampionships em 2024, se consagrando campeão em sua categoria após jejum completo de 72 horas e ingestão de apenas água e sais minerais durante toda a competição.

“Descobri que a carne vermelha, rica em proteínas e gorduras, me proporciona a energia e força necessárias para enfrentar desafios extremos. Hoje, minha composição corporal é muito melhor do que há 30 anos, e tudo isso com uma dieta baseada em carne”, destacou Alessandro.

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A nutricionista Letícia Moreira, que também é sócia no projeto que os dois lideram, reforçou os benefícios nutricionais da carne.

“A carne vermelha é um alimento de altíssimo valor biológico, rica em vitaminas, minerais e gorduras saudáveis. Além de fornecer energia, ela tem um papel fundamental na prevenção de doenças como obesidade, diabetes e até câncer”, explicou.

Para o presidente da Nelore MT, Alexandre El Hage, o evento foi uma oportunidade de fortalecer a imagem da carne vermelha, especialmente as da raça Nelore como um produto de qualidade excepcional.

“Essa palestra mostra que estamos no caminho certo. Além de desmistificar fake news sobre a carne vermelha, reforçamos que a carne Nelore é um alicerce para a saúde humana e um orgulho para Mato Grosso e o Brasil”, afirmou.

O presidente também destacou a importância de promover eventos como este para valorizar o trabalho dos pecuaristas e mostrar que a carne não é apenas um alimento, mas um aliado para quem busca uma alimentação saudável e de alta performance.

Luta contra desinformação

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Alessandro e Letícia enfatizaram a necessidade de combater a desinformação sobre o consumo de carne vermelha, especialmente diante de agendas globais que buscam restringir ou eliminar a proteína animal.

“A retirada da carne do prato das pessoas pode ter consequências sérias para a saúde. Estamos aqui para levar informação científica e combater mitos sobre os malefícios da carne”, ressaltou Letícia.

O projeto liderado pela dupla percorre o Brasil há seis anos e, em 2025, ganhou o apoio da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), que passa a ser um dos patrocinadores do ultra atleta. O evento foi finalizado com um churrasco de cortes de carne vermelha. Os presentes aproveitaram para degustar os produtos e reforçar a importância da pecuária de qualidade em Mato Grosso, um estado que se destaca no cenário nacional como referência na produção de carne.

“Nossa missão é unir forças para garantir que mais pessoas entendam a importância da carne vermelha, tanto para a saúde individual quanto para a economia e o desenvolvimento sustentável do país”, concluiu a nutricionista.

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Agronegócio

Embrapa investe quase R$ 60 milhões em nova unidade para o Matopiba

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vai investir R$ 58,9 milhões na reestruturação da sua unidade no Maranhão, em um movimento que reforça a presença da instituição no Matopiba — região que se consolidou como a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O aporte inclui R$ 43,9 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), além de R$ 10 milhões do Governo do Maranhão e R$ 5 milhões da bancada federal do estado.

A nova sede será instalada no campus Maracanã do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), em São Luís, e integra o processo de reorganização da Embrapa no estado, que também prevê a contratação de 50 novos empregados aprovados em concurso público.

O projeto está inserido em uma estratégia mais ampla de fortalecimento da pesquisa aplicada ao Cerrado e à Amazônia Legal, com foco especial no Matopiba — que abrange áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

A região representa hoje cerca de 33% do território maranhense e se consolidou como uma das áreas mais dinâmicas da expansão agrícola brasileira, com forte avanço de soja, milho e algodão nas últimas duas décadas.

Embora o Brasil já seja o maior produtor mundial de soja, com produção próxima de 180 milhões de toneladas por safra, o crescimento recente da oferta tem sido puxado justamente por novas áreas do Cerrado, com destaque para o Matopiba.

No Maranhão, esse processo convive com forte dualidade: de um lado, o avanço da agricultura moderna e mecanizada; de outro, indicadores sociais ainda baixos, com o estado entre os menores Índices de Desenvolvimento Humano do país e elevada concentração de pobreza rural.

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A nova estrutura da Embrapa será equipada com laboratórios de alta complexidade, incluindo centrais analíticas, unidades de bioinsumos, agroindústria piloto e um laboratório voltado à redução de emissões de metano na pecuária — o primeiro do tipo na Amazônia e no Nordeste.

O Matopiba — formado por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — é hoje uma das áreas de maior expansão agrícola do Brasil e já reúne uma produção estimada em cerca de 32 a 35 milhões de toneladas de grãos por safra, segundo levantamentos setoriais recentes, com forte concentração em soja, milho e algodão.

Na soja, principal cultura da região, a participação do Matopiba já gira em torno de 10% a 14% da produção brasileira, dependendo da safra e da metodologia de cálculo, com crescimento acelerado sobre áreas de Cerrado antes consideradas de baixa aptidão agrícola.

O Brasil, maior produtor global de soja, colheu cerca de 180 milhões de toneladas na safra mais recente, segundo dados consolidados da Conab. Nesse contexto, o avanço do Matopiba tem sido um dos principais vetores de aumento de oferta, especialmente nas últimas duas décadas.

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Além da soja, a região tem ganhado relevância na produção de milho segunda safra e algodão, com destaque para áreas do oeste da Bahia e sul do Maranhão, onde a agricultura altamente mecanizada se consolidou com uso intensivo de tecnologia, correção de solo e integração de sistemas produtivos.

Apesar do avanço, o Matopiba ainda concentra gargalos estruturais importantes. Logística de escoamento, dependência de corredores como Norte-Sul e Arco Norte, e limitações de armazenagem seguem como pontos críticos que impactam o custo final da produção e a competitividade em relação a regiões tradicionais como Centro-Oeste e Sul.

É nesse cenário que a ampliação da presença da Embrapa ganha peso estratégico. A instituição é responsável por desenvolver tecnologias adaptadas ao Cerrado, como cultivares mais tolerantes a solos ácidos, sistemas de plantio direto e manejo de baixa emissão de carbono, fundamentais para sustentar a expansão agrícola na região.

A nova estrutura no Maranhão deve reforçar esse eixo de pesquisa aplicada, aproximando o desenvolvimento tecnológico das áreas de expansão produtiva, onde o crescimento da agricultura ocorre em ritmo mais acelerado do país.

Na prática, o Matopiba já se consolidou como uma das últimas grandes fronteiras agrícolas ainda em expansão no território nacional, com papel direto na ampliação da oferta de grãos e na sustentação do crescimento das exportações do agronegócio brasileiro.


Fonte: Pensar Agro

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