Agronegócio

Fórum Brasil Central de Agronomia nasce para unificar o agro brasileiro

Publicado em

Os presidentes e Coordenadores do Fórum Brasil Central: Antônio Barreto, Daniele Coelho, Fernando Barnabé e Isan Rezende ao lado de Clodomir Ascari
– Imagem: Assessoria

Brasília foi palco, nesta quinta-feira (29.01), do lançamento do Fórum Brasil Central de Agronomia, uma iniciativa estratégica que reúne entidades profissionais e o Sistema Confea/Crea com o objetivo de integrar, fortalecer e harmonizar ações voltadas à Agronomia na região que concentra o maior Produto Interno Bruto agrícola do país. O movimento nasce com ambição clara: construir uma agenda comum para o desenvolvimento técnico, econômico e social da profissão no Brasil Central.

O evento de lançamento ocorreu na sede do Crea-DF, que assume papel central na articulação inicial do Fórum e reforça seu protagonismo institucional ao acolher uma iniciativa que extrapola fronteiras estaduais. A proposta é que o modelo de integração apresentado em Brasília seja replicado por outras entidades profissionais do Centro-Oeste, consolidando um espaço permanente de diálogo entre engenheiros agrônomos, associações e conselhos.

Formado a partir da união da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Distrito Federal (AEADF), da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Goiás (AEAGO), da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso do Sul (AEAMS) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (FEAGRO-MT), o Fórum surge como resposta à necessidade de maior coesão institucional em uma região estratégica para o agronegócio nacional.

Leia Também:  Safra avança, mas agro enfrenta pressão de tarifas, clima e risco geopolítico

A coordenação do Fórum Brasil Central de Agronomia ficará a cargo de lideranças representativas da profissão: Antônio Barreto, presidente da AEADF; Daniele Coelho, presidente da AEAMS; Fernando Barnabé, presidente da AEAGO; e Isan Oliveira de Rezende, presidente da FEAGRO-MT. Segundo os organizadores, a pluralidade regional da coordenação reflete a essência do movimento, baseado na construção coletiva e na defesa de pautas convergentes.

O Fórum conta com o apoio institucional dos presidentes dos Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia do Centro-Oeste e do Distrito Federal: Juares Samaniego (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso), Adriana Resende Avelar de Oliveira (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Distrito Federal), Vânia Abreu de Melo (Conselho Re

gional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul) e Lamartine Moreira Junior (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás). O movimento também é apoiado pelo presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, Vinicius Marchese Marinelli, além de Clodomir Ascari, presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná.

Leia Também:  Inovação rural ganha espaço no South Summit e aponta caminhos para o agro

Integram ainda a articulação os presidentes das entidades profissionais: Antônio Barreto, da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Distrito Federal; Daniele Coelho, da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso do Sul; Fernando Barnabé, da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Goiás; e Isan Oliveira de Rezende, presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (Feagro-MT) e do Instituto do Agronegócio (IA).

Mais do que um evento pontual, o Fórum Brasil Central de Agronomia se propõe a ser um movimento contínuo de articulação e valorização profissional. A iniciativa terá como ápice o Congresso Brasileiro de Agronomia de 2027, que será realizado em Goiânia (GO), consolidando o Fórum como uma plataforma nacional de debates, proposições e fortalecimento da Agronomia brasileira em um momento decisivo para a agricultura e para o desenvolvimento do país.

Fonte: Pensar Agro

Advertisement

Agronegócio

Do fruto ao chocolate: cacau de MT ganha força nacional e impulsiona festival que valoriza a produção regional

Published

on

No próximo dia 7 de julho, quando é celebrado o Dia Mundial do Chocolate, Mato Grosso tem mais um motivo para comemorar. Embora ainda esteja fora do eixo tradicional da cacauicultura brasileira, o estado vem ampliando sua presença na cadeia produtiva do cacau, fortalecendo a agricultura familiar, atraindo investimentos e consolidando iniciativas que colocam a produção regional em evidência.

O Brasil ocupa atualmente a sétima posição entre os maiores produtores de cacau do mundo, com uma produção próxima de 200 mil toneladas anuais. Segundo dados do Ministério da Agricultura e da Organização Internacional do Cacau (ICCO), toda a cadeia produtiva movimenta cerca de R$ 23 bilhões por ano e gera aproximadamente 200 mil empregos diretos e indiretos.

Embora Bahia e Pará continuem liderando a produção nacional, estados como Mato Grosso vêm apresentando crescimento consistente, especialmente por meio de sistemas agroflorestais, que aliam produtividade, preservação ambiental e geração de renda para pequenos produtores.

Em Mato Grosso, a cacauicultura avança principalmente em municípios das regiões Norte e Noroeste, favorecidos pelo clima tropical e pelo incentivo à diversificação agrícola. Além da produção das amêndoas, cresce também o número de agroindústrias artesanais voltadas à fabricação de chocolates de origem, agregando valor à matéria-prima produzida dentro do próprio estado.

Nos últimos anos, o cacau também passou a ser visto como uma alternativa sustentável para recuperação de áreas degradadas, integração entre floresta e agricultura e geração de renda em propriedades familiares, fatores que vêm atraindo o interesse de instituições de pesquisa, cooperativas e entidades ligadas ao agronegócio.

Esse crescimento também impulsiona eventos especializados, como o Festival do Chocolate de Mato Grosso, idealizado pela empresária Zilda Castanho. Criado para valorizar a produção local e aproximar produtores, consumidores e especialistas, o festival se consolidou como uma das principais vitrines do setor no Centro-Oeste e, a cada edição, amplia sua relevância por meio de novas parcerias estratégicas, como a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), que atua no fortalecimento do agronegócio estadual e incentiva diretamente a expansão da cultura do cacau.

Leia Também:  Brasil corre para reduzir impacto de tarifas dos EUA sobre o agronegócio

Foi observando esse potencial que o Festival do Chocolate de Mato Grosso cresceu e mais atividades foi acrescentada a programação que já era extensa, há dois anos em parceria com a Famato os visitantes podem conhecer o produto innatura, conhecer o processo de transformação da fruta em chocolate e conhecer a história por trás desse produto que segue como líder de preferencia mundial.

Para a supervisora da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar MT), Cristiani Santos Bernini, além de valorizar a produção regional, o Festival do Chocolate se destaca como um espaço de conhecimento, troca de experiências e incentivo à cacauicultura. A programação aproxima produtores, consumidores e interessados na cultura do cacau, promovendo oportunidades de capacitação, agregação de valor aos produtos e ampliação de mercados. Para o Senar Mato Grosso, a participação no evento também reforça o trabalho desenvolvido pela Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), que acompanha produtores rurais e contribui para o fortalecimento da atividade no estado.

Supervisora da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar MT), Cristiani Santos Bernini

Cristiani destaca que atualmente a instituição atende 26 produtores de cacau na região norte do estado, por meio da cadeia de Fruticultura Perene. Ela destaca que o Festival do Chocolate é uma oportunidade para apresentar o potencial da cultura e incentivar novos agricultores a investirem na atividade.

“O Festival do Chocolate vai muito além da exposição de produtos. É um espaço de aprendizado e valorização da nossa cacauicultura. Neste ano, vamos apresentar a Trilha Sensorial do Cacau ao Chocolate, onde o público poderá conhecer todas as etapas da transformação do fruto em chocolate, desde a produção até a degustação. Também teremos a Feira Natural do Campo, com a comercialização de produtos da agricultura rural. Nosso trabalho por meio da ATeG busca fortalecer a cacauicultura local, incentivar a agregação de valor, ampliar as oportunidades de comercialização e mostrar que o cacau é uma excelente alternativa para diversificação da produção e geração de renda. Mato Grosso possui grande potencial para expandir essa cultura, e eventos como este despertam o interesse de novos produtores e fortalecem toda a cadeia produtiva”.

Leia Também:  Agronegócio projeta crescimento recorde e consolida liderança nacional

Para Zilda, o crescimento da produção estadual demonstra que o chocolate mato-grossense possui identidade própria e pode ocupar espaço cada vez maior no mercado nacional. “O Festival nasceu acreditando no potencial do nosso Estado, e hoje com a ascensão do nosso cacau e dos nossos produtores , a cada edição percebemos um setor mais fortalecido, com novos empreendedores, mais qualidade e mais parceiros comprometidos com esse desenvolvimento. Hoje contamos com instituições importantes, como a Famato, que fomenta o agro e incentiva diretamente a produção de cacau no estado. Isso mostra que Mato Grosso tem todas as condições de se tornar uma referência também na produção de chocolates de origem”, destaca Zilda.

Zilda ressalta que o festival vai muito além da comercialização dos produtos: “Queremos mostrar toda a cadeia produtiva, aproximar quem produz de quem consome, incentivar conhecimento, turismo, gastronomia e geração de negócios. O chocolate é resultado do trabalho de centenas de famílias que encontram no cacau uma oportunidade de crescimento sustentável.”

O fortalecimento da cultura do cacau acompanha uma tendência observada em todo o país. A valorização internacional das amêndoas, que em 2024 ultrapassaram a marca histórica de US$ 10 mil por tonelada, despertou ainda mais interesse pela atividade, principalmente em regiões consideradas novas fronteiras agrícolas.

Nesse cenário, o Festival do Chocolate de Mato Grosso vem se consolidando como um importante instrumento de divulgação da produção regional, fortalecendo a conexão entre agricultura, empreendedorismo, turismo e gastronomia.

   

À medida que novas áreas passam a investir na cultura do cacau e instituições ampliam o apoio aos produtores, Mato Grosso reforça sua posição entre os estados que despontam como protagonistas na nova geografia da cacauicultura brasileira, mostrando que o futuro do chocolate também passa pelo Centro-Oeste.

E por falar em festival, ele tá chegando a 8ª Edição Festival do Chocolate, 28,29 e 30 de Agosto, na Arena Pantanal.

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA