Agronegócio

Exportações de produtos agropecuários somaram R$ 85,6 bilhões em abril

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou nesta quarta-feira (14) que as exportações brasileiras de produtos agropecuários totalizaram R$ 85,7 bilhões no mês de abril. O resultado representa um crescimento de 0,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, confirmando a resiliência do setor diante de um cenário global de preços em retração e demanda segmentada.

As estatísticas abrangem tanto produtos in natura, como grãos e proteínas animais, quanto itens processados da agroindústria, como açúcar, suco de laranja e celulose. O agronegócio segue responsável por quase metade das exportações brasileiras — 49,2% do total no acumulado do ano.

O principal destaque da pauta exportadora foi a soja, que mesmo com recuo de 6,1% na receita frente ao ano anterior, ainda movimentou cerca de R$ 33,6 bilhões no mês, o equivalente a 40% do valor total exportado pelo setor. A queda nos preços internacionais foi compensada por um dos maiores volumes embarcados da série histórica: 15,27 milhões de toneladas, com mais de 70% desse total direcionado ao mercado asiático.

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Já o café verde inverteu a lógica da soja: obteve valorização nos preços, mas sofreu queda no volume exportado. Ainda assim, a receita alcançada foi recorde para um mês de abril, chegando a R$ 7,13 bilhões — alta de 36,3%, mesmo com retração de quase 32% no volume.

Também em ascensão, as exportações de carne bovina in natura atingiram R$ 6,95 bilhões em receita, aumento de 29,1%, com embarque de 241,6 mil toneladas (+16,3%). O crescimento das compras por parte de países da América do Norte e América Latina foi determinante para o desempenho, respondendo por uma fatia expressiva do faturamento.

Na sequência do ranking mensal aparecem:

  • Farelo de soja: R$ 4,49 bilhões (-10%), com leve alta no volume (2,2 milhões de toneladas, +3,1%);

  • Carne de frango in natura: R$ 4,43 bilhões (-6,7%), com queda de 11,4% no volume;

  • Celulose: R$ 4,36 bilhões (-6,3%);

  • Açúcar bruto: R$ 3,52 bilhões (-20,2%);

  • Algodão em pluma: R$ 2,22 bilhões (-17,8%);

  • Carne suína in natura: R$ 1,58 bilhão (+24,2%);

  • Suco de laranja: R$ 1,13 bilhão (+17,5%).

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Do lado das importações, o Brasil comprou R$ 9,63 bilhões em produtos agropecuários em abril, uma leve retração de 2,4%. No entanto, houve avanço expressivo na entrada de insumos estratégicos para a produção nacional. Os gastos com fertilizantes, por exemplo, somaram R$ 7,07 bilhões (+36,8%), enquanto defensivos agrícolas e máquinas também registraram aumento de 2,8% e 22,3%, respectivamente.

Com os resultados de abril, o acumulado do quadrimestre aponta para R$ 300,4 bilhões em exportações do agro, um avanço de 1,4% sobre o mesmo período do ano passado.

O setor, mais uma vez, mostra sua força em meio às turbulências. A curva pode oscilar, os preços podem recuar, mas a vocação exportadora do campo brasileiro permanece como âncora da balança comercial.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Crédito privado ao agro cresce e CPR chega a R$ 565 bilhões em maio

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que o financiamento privado do agronegócio segue em expansão e atingiu novos patamares em maio de 2026, segundo o Boletim de Finanças Privadas do Agro. O levantamento reúne os principais instrumentos usados pelo setor para obter crédito fora das linhas tradicionais do governo.

O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPR) chegou a R$ 565 bilhões, alta de 13% em 12 meses. Na prática, esse instrumento funciona como uma antecipação de recursos ao produtor, muitas vezes usada para custear a safra antes da colheita. O crescimento indica maior uso desse tipo de operação no campo.

Apesar do avanço no estoque, o ritmo de novas emissões de CPR perdeu força no acumulado da safra 2025/26. Entre julho de 2025 e maio de 2026, os registros somaram R$ 343,9 bilhões, queda de 6% em relação ao ciclo anterior.

Já as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), usadas pelos bancos para captar dinheiro no mercado e emprestar ao setor, somaram R$ 571,51 bilhões em estoque, praticamente estáveis na comparação anual, com leve recuo de 0,3%. Mesmo assim, a parcela desses recursos que chega efetivamente ao campo aumentou.

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Ao menos R$ 342,9 bilhões estavam direcionados ao financiamento agropecuário, com crescimento de 20% em relação ao ano anterior. Esse avanço está ligado à mudança na regra que obriga os bancos a aplicarem uma fatia maior dos recursos captados no setor, que passou de 50% para 60%.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que também funcionam como uma forma de antecipação de recursos por meio do mercado financeiro, cresceram 12% em 12 meses e chegaram a R$ 175,7 bilhões. Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) recuaram 6%, após um período de forte expansão no ano anterior.

Entre os fundos de investimento voltados ao agro (Fiagro), o patrimônio chegou a R$ 62 bilhões em abril, com 247 fundos em operação. Esse instrumento vem ganhando espaço por aproximar investidores do financiamento direto da produção rural.

De forma geral, os dados mostram que o produtor rural depende cada vez mais de diferentes fontes de crédito além dos bancos tradicionais. Hoje, parte do dinheiro que financia a safra vem diretamente do mercado financeiro, o que amplia as opções, mas também torna o custo do crédito mais sensível às condições do mercado.

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Fonte: Pensar Agro

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