Agronegócio

EUA enfrentam uma nova ameaça sanitária com o avanço da gripe aviária

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Os Estados Unidos enfrentam uma nova ameaça sanitária com o avanço da gripe aviária, e as respostas do governo americano levantam dúvidas sobre a eficácia no controle da doença. A recente detecção da cepa H7N9 em uma granja de frangos de corte no Mississippi reacendeu o alerta sobre o risco de uma crise ainda maior, com potencial impacto no mercado global de proteínas.

Em meio a falhas na contenção do surto, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou um financiamento emergencial de US$ 100 milhões para pesquisas de vacinas. No entanto, até o momento, o país não autorizou a vacinação em larga escala, aumentando o risco de disseminação do vírus. Desde o início do surto, 47.654 aves foram sacrificadas, mas as medidas de biossegurança adotadas até agora mostram-se insuficientes para barrar a expansão da doença.

O Serviço de Inspeção Sanitária Animal e Vegetal americano, em parceria com autoridades estaduais de Saúde Animal e Vida Selvagem, tenta conter a crise com auditorias e reforço na vigilância. O problema é que a resposta do governo vem sendo tardia e mal coordenada. Enquanto isso, aves migratórias seguem espalhando o vírus pelo país, elevando o risco de contaminação em larga escala.

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Os Estados Unidos, que são um dos maiores produtores mundiais de carne de frango, estimam uma produção de 21,6 milhões de toneladas para 2025, um crescimento de 1,55% em relação ao ano anterior. Mas essa projeção pode estar ameaçada caso o surto saia do controle. Qualquer interrupção na cadeia produtiva pode afetar a oferta global e provocar aumentos nos preços, atingindo o consumidor e desestabilizando o mercado internacional de proteínas.

A crise atual escancara as dificuldades do novo governo americano em lidar com questões sanitárias e de biossegurança. O secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Junior, por exemplo, sugeriu que o vírus fosse deixado para se espalhar entre as aves. Para ele essa abordagem poderia auxiliar os produtores a selecionar aves resistentes à doença.

Ideias como essas e a demora na implementação de medidas eficazes para conter a gripe aviária não só coloca em risco a produção local, como também ameaça exportações e pode levar a barreiras comerciais impostas por outros países. Para o agronegócio brasileiro, a situação exige atenção redobrada, uma vez que surtos descontrolados em grandes produtores como os EUA podem impactar diretamente as dinâmicas do mercado mundial.

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Diante desse cenário, cresce a preocupação com o potencial alastramento do vírus e seus desdobramentos para o comércio global de carne e ovos. Se as falhas no controle da gripe aviária persistirem, o mundo pode estar à beira de uma nova crise sanitária e econômica.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Centro de inovação mira avanço da produção brasileira de azeite de oliva

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O Rio Grande do Sul, responsável por mais de 80% da produção brasileira de azeite de oliva, começou a estruturar um novo movimento para fortalecer tecnicamente a olivicultura nacional. A criação de um Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Olivicultura pretende ampliar estudos sobre adaptação climática, produtividade e qualidade dos azeites produzidos no estado, em uma tentativa de reduzir a instabilidade causada pelas variações do clima e consolidar a cadeia produtiva no país.

A iniciativa reúne universidades, governo estadual e produtores rurais em uma parceria articulada pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura. O protocolo foi assinado durante a Abertura Oficial da Colheita da Oliva, realizada em Triunfo, e envolve a participação da Universidade Federal de Santa Maria, Universidade Federal de Pelotas, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, além de secretarias estaduais ligadas à inovação e agricultura.

O projeto surge em um momento de expansão da olivicultura brasileira, mas também de crescente preocupação com os efeitos climáticos sobre a produção. O Rio Grande do Sul concentra praticamente toda a produção comercial de azeite extravirgem do país, porém enfrenta oscilações frequentes de safra provocadas por estiagens, excesso de chuva, geadas e variações térmicas durante períodos críticos do desenvolvimento das oliveiras.

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Nos últimos anos, o estado ganhou reconhecimento internacional pela qualidade dos azeites produzidos localmente. Marcas gaúchas acumulam premiações em concursos internacionais, especialmente pela qualidade sensorial dos azeites extravirgens produzidos em regiões da Campanha, Serra do Sudeste e fronteira oeste gaúcha. Apesar disso, o setor ainda busca estabilidade produtiva para consolidar escala comercial.

A proposta do novo centro é justamente aproximar ciência e produção rural. A estrutura deverá atuar em pesquisas voltadas à adaptação de cultivares ao clima gaúcho, manejo de olivais, controle fitossanitário, qualidade industrial, certificação de origem e desenvolvimento de tecnologias capazes de aumentar produtividade e reduzir perdas.

Segundo lideranças do setor, um dos principais gargalos da olivicultura brasileira ainda está dentro da porteira. A produção nacional de azeite continua pequena frente ao consumo interno, que depende majoritariamente de importações vindas de países como Portugal, Espanha e Argentina. O Brasil consome mais de 100 milhões de litros de azeite por ano, enquanto a produção nacional representa apenas uma fração desse volume.

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Fonte: Pensar Agro

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