Agronegócio

BNDES amplia crédito ao agronegócio com volume recorde de R$ 52,3 bilhões

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou a aprovação de R$ 52,3 bilhões para o agronegócio brasileiro em 2024, marcando um aumento de 26% em relação ao ano anterior, quando o valor aprovado foi de R$ 41,5 bilhões. Os recursos foram destinados a produtores rurais, cooperativas, agricultores familiares e agroindústrias, com o objetivo de fomentar o setor e fortalecer sua capacidade produtiva.

Segundo o BNDES, os valores aprovados contemplaram operações de custeio e investimento em áreas como ampliação da produção, aquisição de máquinas, armazenagem e inovação tecnológica. Destacaram-se R$ 38,2 bilhões direcionados a programas agropecuários do governo federal, que incluem o Plano Safra 2023/2024 e o Plano Safra 2024/2025, ambos oferecendo crédito com condições facilitadas e taxas de juros subsidiadas. Adicionalmente, R$ 5,9 bilhões foram destinados à recuperação do Rio Grande do Sul, afetado por enchentes em 2023, por meio do programa emergencial voltado à retomada econômica e adaptação às mudanças climáticas.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou a relevância do apoio ao agronegócio, tanto para grandes produtores quanto para pequenos agricultores e cooperativas. Ele destacou o crescimento de 92% no valor de operações da linha de crédito rural própria do banco, que atingiu R$ 7,9 bilhões. “O incremento ao crédito agrícola reflete o compromisso do BNDES com políticas de preservação ambiental e economia de baixo carbono”, afirmou Mercadante. Em 2024, o número total de operações foi 27,9% superior ao registrado em 2023, consolidando o banco como um dos principais financiadores do setor agropecuário no Brasil.

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Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Fertilizante feito com dejetos de porco pode reduzir dependência de fósforo

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Uma tecnologia desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) começa a se consolidar como alternativa para reduzir a dependência do Brasil de fertilizantes fosfatados importados. Trata-se da estruvita, um insumo obtido a partir de resíduos da suinocultura que, em testes conduzidos pela Embrapa, foi capaz de suprir até 50% da demanda de fósforo na cultura da soja sem perda relevante de produtividade.

Nos experimentos, a produção alcançou 3.500 quilos por hectare, resultado próximo da média nacional de 3.560 quilos por hectare registrada em 2025 com adubação convencional. O desempenho indica que o produto pode ser incorporado ao manejo como complemento ao fósforo solúvel, especialmente em sistemas que buscam maior eficiência no uso de nutrientes e redução de custos.

A estruvita é formada pela precipitação química de nutrientes presentes em dejetos animais, gerando cristais de fosfato de magnésio e amônio. O processo transforma um passivo ambiental — comum em regiões de produção intensiva de suínos — em insumo agrícola, com potencial de reaproveitamento dentro da própria cadeia produtiva.

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Do ponto de vista agronômico, o diferencial está na liberação gradual do fósforo. Em solos tropicais, onde o nutriente tende a ser rapidamente fixado e perder disponibilidade, essa característica melhora o aproveitamento pelas plantas. A reação alcalina do material também contribui para maior eficiência no solo, em contraste com fertilizantes convencionais, predominantemente ácidos.

Os estudos também avançam no desenvolvimento de formulações organominerais. Em avaliações iniciais, essas combinações apresentaram maior difusão de fósforo no solo em comparação com a estruvita granulada, ampliando o potencial de uso em diferentes sistemas produtivos.

Além do desempenho agronômico, a tecnologia traz implicações econômicas e ambientais. Ao reduzir a dependência de insumos importados,  que ainda representam cerca de 75% do consumo nacional de fertilizantes, a estruvita se insere como alternativa estratégica em um dos principais componentes de custo da produção agrícola.

Outro impacto relevante está na gestão de dejetos da suinocultura. A recuperação de nutrientes permite reduzir a carga de fósforo e nitrogênio aplicada ao solo, diminuindo o risco de contaminação ambiental e abrindo espaço para maior intensificação da produção nas granjas.

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Apesar do avanço internacional, com unidades de produção em operação em países como China, Estados Unidos e Alemanha, o uso da estruvita ainda é incipiente no Brasil. A principal lacuna está no conhecimento sobre o comportamento do insumo em condições tropicais, marcadas por solos ácidos e alta presença de óxidos de ferro e alumínio, que influenciam a dinâmica do fósforo.

A pesquisa conduzida pela Embrapa, com participação de universidades e centros de pesquisa nacionais, busca justamente adaptar a tecnologia à realidade brasileira e viabilizar sua adoção em escala.

O avanço ocorre em linha com o Plano Nacional de Fertilizantes, que prevê a ampliação da produção interna e o desenvolvimento de fontes alternativas mais eficientes. Se confirmados os resultados em escala comercial, a estruvita tende a se consolidar como uma solução nacional para um dos principais gargalos estruturais da agricultura brasileira.

Fonte: Pensar Agro

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