Agronegócio

Beneficiamento do algodão chega a 88,5% em Mato Grosso

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Conforme o boletim do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o beneficiamento do algodão chegou a 88,95% da produção estimada para a safra 2022/2023 em Mato Grosso. 

O Imea ainda ressalta que a existência de uma maior oferta dos subprodutos no mercado vem pressionando as cotações. Dessa forma, os preços do caroço e da torta de algodão apresentaram um recuo semanal, caindo 1,86% e 1,13%, na média de R $1.425,55 a tonelada e R$ 1.458,26 a tonelada, respectivamente. 

O instituto ainda afirma que cotonicultores do estado não estariam fechando novas negociações, no aguardo de preços mais atrativos. Somado a isso a demanda interna pelos produtos se encontra enfraquecida, uma vez que parte já foi adquirida nos últimos meses, o que contribui com o presente cenário de queda. 

Para as próximas semanas, as projeções de preços, diante da menor demanda pelos subprodutos, bem como o avanço do beneficiamento, são de baixas.   

Fonte: AgroPlus

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Agronegócio

Valor da produção agropecuária atinge R$ 1,4 trilhão em maio

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Mato Grosso manteve a liderança nacional do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em maio de 2026, com faturamento estimado em R$ 213,5 bilhões, o equivalente a cerca de 15% de toda a produção agropecuária do País, segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O desempenho reforça o peso do estado como principal polo do agronegócio brasileiro, puxado sobretudo pela soja e pelo milho.

O resultado estadual ocorre em um cenário de VBP nacional ainda elevado, de R$ 1,4 trilhão, embora com recuo de 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. No caso mato-grossense, a liderança se mantém mesmo diante da queda de preços de commodities relevantes no mercado internacional, que impactaram o ritmo de crescimento do indicador em diversas regiões do País.

A força de Mato Grosso no ranking nacional está diretamente associada à concentração de grandes lavouras mecanizadas e à escala de produção de grãos, com destaque para a soja, que segue como principal produto do agronegócio brasileiro em geração de receita, seguida por milho, cana-de-açúcar, café e algodão.

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No recorte estadual, a participação de Mato Grosso reflete também o peso do Centro-Oeste na formação do VBP nacional, região que concentra parte significativa da produção de grãos destinada à exportação. O estado atua como principal origem da soja embarcada para o mercado externo e como um dos maiores fornecedores de milho safrinha do País.

Apesar do desempenho positivo no ranking, o cenário nacional mostra heterogeneidade entre os produtos agropecuários. Enquanto algumas culturas registraram forte retração de preços, como cacau, laranja e arroz, outras apresentaram crescimento, com destaque para batata-inglesa, feijão, mandioca e tomate, segundo o levantamento do Mapa.

Na pecuária, o VBP nacional também apresentou leve queda, influenciado por recuos em segmentos como suínos, frango, ovos e leite, enquanto a bovinocultura registrou avanço e se manteve como principal atividade do setor. Esses movimentos ajudam a explicar a desaceleração do indicador agregado, apesar do patamar ainda elevado de faturamento no campo.

O VBP é calculado mensalmente pelo Ministério da Agricultura com base nas estimativas de produção e nos preços recebidos pelos produtores rurais, funcionando como um termômetro do faturamento bruto gerado dentro das propriedades agrícolas. Os dados de 2026 são preliminares e refletem as informações disponíveis até maio.

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Fonte: Pensar Agro

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