Agronegócio

Apesar das sanções, agro sustenta superávit comercial de R$ 5,9 bilhões

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Mesmo sob as sanções impostas pelos Estados Unidos no início do mês, o Brasil segue firme no comércio exterior. Dados divulgados nesta segunda-feira (18.08) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que o superávit da balança comercial atingiu R$ 5,9 bilhões na terceira semana de agosto, com exportações de R$ 36,1 bilhões e importações de R$ 30,1 bilhões.

O agronegócio foi o grande responsável por esse desempenho. Até a terceira semana de agosto, as exportações do setor chegaram a R$ 19,2 bilhões, um salto de 14,9% em relação ao mesmo período de 2024. Produtos agrícolas brasileiros, mesmo alvo de restrições e críticas em fóruns internacionais, mantiveram forte presença nos mercados externos e ajudaram a garantir o saldo positivo.

No acumulado do mês, o superávit da balança comercial já soma R$ 16,6 bilhões, e no ano alcança R$ 217,8 bilhões. Os números confirmam a resiliência do agro, que continua puxando as exportações brasileiras apesar das barreiras impostas por concorrentes como os Estados Unidos. Para o governo, o desafio é ampliar mercados e reduzir a dependência de poucos parceiros comerciais, assegurando espaço para a produção nacional em meio a um cenário internacional mais hostil.

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Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Agro responde por mais de 65% das exportações do estado

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O agronegócio de Santa Catarina fechou 2025 com crescimento consistente, sustentado pela combinação de maior produção e preços mais firmes ao longo do ano. O Valor da Produção Agropecuária (VPA) alcançou R$ 74,9 bilhões, avanço de 15,1% em relação a 2024, segundo levantamento do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa), da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

O resultado reflete alta de 6,3% nos preços médios recebidos pelos produtores e aumento de 9,5% no volume produzido. Na prática, o desempenho foi puxado por culturas e atividades com bom comportamento simultâneo de oferta e mercado, como milho, maçã, tabaco, soja, bovinos e suínos, favorecidos por condições climáticas mais regulares ao longo do ciclo.

No comércio exterior, o setor manteve peso predominante na economia catarinense. As exportações do agro somaram US$ 7,9 bilhões — o equivalente a cerca de R$ 41,5 bilhões, considerando câmbio próximo de R$ 5,25 —, com crescimento de 5,8% sobre o ano anterior. O segmento respondeu por mais de 65% das vendas externas do estado, consolidando sua relevância na geração de divisas.

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Apesar do avanço, o boletim técnico aponta que o desempenho poderia ter sido mais robusto não fosse a elevação de tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros a partir do segundo semestre, o que afetou parte dos embarques.

No campo, a melhora dos indicadores agregados não se traduziu de forma uniforme na renda do produtor. O estudo destaca que, no período pós-pandemia, a volatilidade de preços passou a ter impacto mais direto sobre a rentabilidade do que as variações climáticas. Entre 2021 e 2025, oscilações de mercado influenciaram de maneira mais intensa o resultado econômico de culturas como arroz, cebola e alho.

Esse movimento fica evidente no conceito de “ponto de nivelamento”, indicador que define o patamar mínimo de preço e produtividade necessário para cobrir os custos de produção. Segundo a análise, culturas como soja e alho operam com maior margem de segurança, enquanto arroz e cebola apresentam menor folga, tornando-se mais sensíveis a quedas de preço ou perdas de produtividade.

O levantamento também indica que, mesmo em um cenário de crescimento, a gestão de risco se torna cada vez mais central para a atividade. A combinação entre custos, preços e produtividade passa a determinar, com mais precisão, a sustentabilidade econômica das propriedades.

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Os dados consolidados de 2025 estão disponíveis no Observatório Agro Catarinense, plataforma que reúne indicadores da agropecuária estadual e acompanha a evolução do setor.

Fonte: Pensar Agro

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