Agronegócio

Agropec Paragominas tem expectativa de movimentar R$ 800 milhões

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A cidade de Paragominas (cerca de 300 km da capital, Belém) no Pará, abre no sábado (09.08) a 58ª edição da Agropec — uma das maiores feiras do setor na região Norte. Com uma estimativa de receber 200 mil visitantes, a feira pretende movimentar R$ 800 milhões em negócios, consolidando sua relevância econômica para o estado. A projeção dos organizadores inclui acordos comerciais, leilões de animais de alto padrão genético, contratos de fornecimento de insumos e parcerias logísticas. A feira é organizada pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Paragominas, com apoio do poder público e de grandes marcas do agro nacional.

A programação foi feita pensando em unir tradição, tecnologia e inovação, com uma série de atrações que vão desde rodadas de negócios e seminários técnicos, até grandes shows nacionais, rodeios profissionais e exposições agropecuárias de ponta. Entre os destaques estão as palestras técnicas e painéis temáticos sobre inovação agrícola, logística, pecuária sustentável, biotecnologia, integração lavoura-pecuária-floresta e sucessão familiar no campo. O estande da Integral Mix, por exemplo, sediará uma apresentação no dia 15 de agosto com foco na avaliação de desempenho de animais nas regiões Norte e Nordeste, voltada a pecuaristas e técnicos.

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Nos últimos anos, Paragominas tem se destacado como um dos polos do agronegócio mais dinâmicos da Amazônia Legal. Com vocação consolidada para a pecuária, produção de grãos, reflorestamento comercial e piscicultura, o município viu seu PIB saltar de R$ 2,6 bilhões em 2018 para mais de R$ 4,2 bilhões em 2021, conforme dados do IBGE. A Agropec 2025 vem, portanto, reafirmar essa trajetória e impulsionar novas conexões entre produtores, empresas, investidores e consumidores.

Além do impacto direto sobre o agro, o evento deve aquecer toda a cadeia de serviços locais, incluindo hotéis, restaurantes, transporte, comércio e turismo rural, gerando emprego e renda para a população.

Serviço

Evento: 58ª Feira Agropecuária de Paragominas (AGROPEC 2025)
Data: 9 a 17 de agosto de 2025
Local: Parque de Exposições Amílcar Tocantins – Paragominas (PA)

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Alta de insumos, frete e diesel com guerra aperta margem e preocupa safra 2026/27

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Isan Rezende

“O produtor rural brasileiro define agora, entre maio e agosto, o custo da safra 2026/27 — cujo plantio começa a partir de setembro no Centro-Oeste — com uma conta mais pesada e fora do seu controle. A ureia subiu mais de US$ 50 por tonelada, o diesel segue pressionado e o frete internacional acumula altas de até 20%. Isso aumenta o custo por hectare e exige mais dinheiro para plantar”. A avaliação é de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), ao analisar os efeitos da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre o agronegócio brasileiro.

Segundo ele, o encarecimento não começou agora, mas se intensificou nas últimas semanas e pesa diretamente nas decisões do produtor. Em lavouras de soja e milho, o aumento dos insumos pode elevar o custo total entre 8% e 15%, dependendo do nível de investimento. “O produtor já vinha apertado. Agora, o custo sobe de novo e o preço de venda continua incerto”, afirma.

O avanço dos custos está ligado à tensão no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz levou o petróleo a superar US$ 111 o barril, mantendo o diesel em alta. Ao mesmo tempo, fertilizantes nitrogenados, que o Brasil importa em grande volume, ficaram mais caros e instáveis.

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Além do custo, há risco de perda de mercado. “O Irã comprou cerca de 9 milhões de toneladas de milho brasileiro em 2025. Se esse volume diminui, sobra produto aqui dentro e o preço cai”, diz Rezende.

Na logística, o impacto já aparece nos números. O frete marítimo para a Ásia subiu entre 10% e 20%, com aumento do seguro e cobrança de prêmio de risco. Na prática, isso reduz o valor pago ao produtor. “Quando o custo de levar o produto sobe, alguém paga essa conta — e parte dela volta para quem está produzindo”, afirma.

O efeito mais forte deve aparecer nos próximos meses, quando o produtor for comprar fertilizantes e fechar custos da nova safra. Se os preços continuarem elevados, será necessário mais capital para plantar a mesma área.

Para Rezende, há medidas que podem reduzir esse impacto. “O governo pode ampliar o crédito rural com juros menores, reforçar o seguro rural e alongar dívidas em regiões mais pressionadas. Um aumento de alguns bilhões na equalização de juros já ajudaria a reduzir o custo financeiro da safra”, afirma.

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Ele também aponta que o Brasil começa a dar passos para diminuir a dependência externa de insumos, mas ainda de forma insuficiente. “A retomada da produção de nitrogenados com a reativação da unidade de Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Araucária, no Paraná, ajuda, mas ainda não resolve o problema. O país continua dependente do mercado internacional, especialmente do Oriente Médio. Sem ampliar essa capacidade e melhorar a logística, o produtor segue exposto a choques externos”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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