ALVO DA MANDATO ESPÚRIO

Avallone confirma Hugo Garcia como candidato após operação policial

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O PSDB decidiu manter, por enquanto, a candidatura do empresário Hugo Garcia a deputado estadual, mesmo após ele ter sido alvo da Operação Mandato Espúrio, deflagrada pela Polícia Civil para investigar supostas irregularidades na gestão do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), entidade da qual ele foi presidente.

A permanência de Hugo na disputa foi confirmada pelo presidente estadual do PSDB, deputado Carlos Avallone. Segundo o dirigente, o candidato apresentou sua defesa e encaminhou documentos ao partido, que ainda deverá avaliar internamente os próximos passos.

“Ele foi aprovado pela Justiça Eleitoral, ele está como candidato, ele fez uma defesa, encaminhou ao partido, o partido está encaminhando para os meios normais do PSDB, e vai ser analisado internamente qual o procedimento a fazer. Mas estamos aguardando, ele é candidato”, afirmou Avallone.

A declaração mantém Hugo Garcia na corrida eleitoral enquanto a legenda analisa as informações apresentadas pela defesa.

Operação apreendeu Rolex, arma e equipamentos

Durante o cumprimento das medidas judiciais relacionadas à operação, policiais realizaram buscas na residência de Hugo e apreenderam quatro relógios da marca Rolex, avaliados em aproximadamente R$ 700 mil. Também foram recolhidos uma arma, munições, celulares e computadores.

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A apreensão dos bens ocorreu no contexto da investigação, que apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica relacionados a movimentações financeiras superiores a R$ 1 milhão.

Entre as transações analisadas estão uma transferência de aproximadamente R$ 774 mil para uma conta pessoal e para uma empresa ligada a um então diretor executivo do instituto. Outra movimentação, de cerca de R$ 270 mil, teria como destino um escritório de advocacia.

Os valores estão entre os pontos investigados pelas autoridades e, até o momento, não representam condenação ou comprovação de responsabilidade criminal do candidato.

Hugo nega acusações

Após a deflagração da operação, Hugo Garcia negou as acusações. Em vídeo publicado nas redes sociais, afirmou ser vítima de uma denúncia que classificou como “caluniosa” e disse que seus advogados trabalham na elaboração da defesa.

O empresário sustenta que pretende demonstrar que as acusações são injustas.

O IMAFIR-MT, por sua vez, é tratado como vítima no procedimento e, segundo as informações da investigação, colabora com as autoridades.

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A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do instituto.

Enquanto o inquérito segue em andamento, Hugo Garcia continua oficialmente candidato pelo PSDB. A eventual adoção de medidas pelo partido dependerá da análise interna da defesa e dos documentos apresentados pelo empresário.

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Política MT

Pivetta e Gisela intensificam mobilizações e miram força eleitoral da Baixada Cuiabana

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A campanha de Otaviano Pivetta (Republicanos) e Gisela Simona (União) entrou em uma nova etapa de mobilização na Baixada Cuiabana, com os dois candidatos intensificando a presença conjunta ou em ações concomitantes em toda região. Alternando caminhadas, bandeiraços e adesivaços com reuniões e conversas com lideranças políticas e comunitárias.

Um movimento mais forte nesta reta final de ampliar a aproximação com Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães e outras cidades vizinhas onde estão concentrados os maiores colégios eleitorais e onde a disputa pelo voto costuma ser marcada pela forte presença das lideranças municipais e representantes de bairros. Desta forma, ampliando o diálogo político.

Aliás, é justamente nesse território que Gisela vem ampliando sua presença, agora não só como uma liderança política da capital, mas como candidata a vice-governadora e integrante de uma chapa que precisa apresentar uma visão de Estado para além dos limites de cada município.

E, claro, a presença com Pivetta ajuda a dar outra dimensão à disputa, pois o governador carrega uma trajetória fortemente associada à gestão pública, aos investimentos e à articulação com o interior. Enquanto Gisela chega à chapa trazendo uma experiência construída na defesa do consumidor, nas políticas para mulheres, no serviço público e, mais recentemente, no Congresso Nacional.

Assim, a campanha ganha complementaridade entre dois grandes perfis que precisam redimensionar demandas que precisam ser incorporadas a uma nova agenda de governo. Para que a escuta não termine no palanque, mas ajude a organizar prioridades para uma eventual segunda gestão.

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Para Gisela, campanha também é momento de ouvir. “Quando caminhamos pelas ruas, conversamos com as pessoas e nos reunimos com as lideranças, conseguimos enxergar aquilo que muitas vezes não aparece nas estatísticas. É essa escuta que nos permite compreender as diferenças entre os municípios e pensar políticas públicas que façam sentido para quem vive em cada região”.

A candidata tem aproveitado a agenda de mobilização para ampliar também a discussão sobre temas que deverão ocupar espaço na campanha majoritária. Em entrevistas recentes, a segurança pública apareceu entre as questões mais abordadas por Gisela, especialmente diante do avanço das facções criminosas e da necessidade de fortalecer a capacidade do Estado de enfrentar organizações cada vez mais estruturadas.

Ao defender os investimentos realizados pela atual gestão, Gisela destacou a modernização das forças de segurança, a aquisição de equipamentos, armamentos, viaturas e tecnologias e o fortalecimento do trabalho de inteligência. Também citou as recentes convocações para a Polícia Militar. Em maio, foram autorizadas 430 convocações, sendo 400 soldados e 30 oficiais. Em julho, outros 220 soldados aprovados no concurso foram chamados, zerando a fila de soldados daquele certame.

“Reconhecemos a legitimidade das reivindicações relacionadas à defasagem do efetivo policial. Essa é uma questão que precisa ser avaliada considerando a necessidade de cada região e a capacidade financeira do Estado. Mas segurança pública hoje não se faz apenas com aumento de efetivo. É preciso investir em inteligência, tecnologia, integração das forças e capacidade de resposta ao crime organizado. E isto as forças de segurança do Estado têm feito”, afirma.

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A violência contra a mulher também permanece entre os temas levados por Gisela para as conversas durante a campanha. Ela defende a combinação de repressão, atendimento e prevenção, com ampliação da estrutura especializada e utilização de ferramentas digitais para garantir atendimento rápido às vítimas enquanto a rede presencial não consegue chegar a todas as regiões.

“Não podemos esperar a tragédia acontecer para depois agir. A prevenção precisa estar dentro da política pública, na educação, na informação, na rede de proteção e na capacidade de atendimento. Onde ainda não existe uma estrutura presencial funcionando 24 horas, precisamos utilizar as ferramentas que já temos para garantir que essa mulher não fique sem resposta”, afirma.

Assim, a maratona de Pivetta e Gisela têm mostrado que esta é uma relação que combina experiência de gestão com capacidade de diálogo. Onde o governador busca consolidar a confiança construída com os municípios e a candidata a vice amplia cada vez mais a sua presença justamente onde sua trajetória política e social pode produzir maior identificação.

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