POLÍTICA NACIONAL

Moraes decide resistir e não deixaria STF sozinho em meio à crise, diz coluna

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O ministro Alexandre de Moraes teria decidido resistir à pressão crescente em torno das suspeitas que envolvem sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo informações do colunista Matheus Leitão, do Metrópoles, um aliado próximo afirmou que o integrante do Supremo Tribunal Federal não pretende renunciar caso seja aberta uma investigação e tampouco estaria disposto a deixar a Corte sozinho.

A informação surge em meio a um dos momentos de maior desgaste político envolvendo Moraes e às novas revelações relacionadas ao caso Banco Master. A crise ganhou ainda mais tensão na quinta-feira (10), quando o ministro chegou a anunciar um pronunciamento público, mas cancelou a fala pouco depois.

Entre os pontos que passaram a alimentar o debate estão um contrato milionário firmado pelo escritório de sua mulher e mensagens relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro que, segundo os relatos publicados, ainda não tiveram todos os seus elementos esclarecidos.

Moraes não seria o único ministro do STF citado nas discussões relacionadas ao empresário. O nome de Dias Toffoli também aparece entre os integrantes da Corte mencionados no caso.

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Estratégia seria resistir

De acordo com a coluna, Moraes estaria ciente de que as revelações alcançaram outros integrantes do Supremo e avaliaria que uma eventual investigação contra ele poderia representar apenas o início de uma crise mais ampla dentro da Corte.

A estratégia atribuída ao ministro seria resistir às pressões e evitar que a discussão fosse concentrada exclusivamente em sua atuação.

Uma eventual saída compulsória do cargo, porém, dependeria da abertura e do avanço de um processo de impeachment no Senado.

Segundo a informação divulgada por Matheus Leitão, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não teria interesse em levar adiante um processo dessa natureza ainda nesta legislatura. A avaliação seria aguardar o resultado das eleições e a composição da próxima legislatura antes de decidir os próximos passos.

Sessão do STF aumenta expectativa

A tensão deverá ganhar novo capítulo em 15 de setembro, quando está prevista uma sessão extraordinária do Supremo.

O encontro deverá reunir Moraes, André Mendonça e outros ministros que, em diferentes graus, passaram a ser relacionados às controvérsias envolvendo o caso Vorcaro.

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O cenário coloca dentro do mesmo plenário ministros que protagonizaram divergências sobre a condução das investigações e aumenta a expectativa em Brasília sobre os próximos movimentos da Corte.

Moraes estaria mais recluso

Ainda segundo a coluna, Moraes teria reduzido o círculo de pessoas com quem conversa e estaria mais recluso diante da pressão.

A avaliação de seus aliados, contudo, seria de que o ministro não estaria disposto a recuar. A trajetória de enfrentamento político e institucional acumulada desde sua chegada ao Supremo seria apontada como um indicativo de que ele pretende manter a mesma postura diante da crise atual.

Caso as pressões avancem para uma tentativa de afastamento, a estratégia seria mostrar que as controvérsias não dizem respeito exclusivamente a Moraes, mas alcançam outros integrantes da mais alta Corte do país.

O episódio coloca novamente o STF no centro de uma disputa que mistura investigação, relações privadas, atuação institucional e política. E, às vésperas das eleições, qualquer novo movimento envolvendo os ministros tende a ganhar dimensão muito além dos limites do Judiciário.

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POLÍTICA NACIONAL

“Estão desesperados”, diz Flávio após operação da PF contra bolsonaristas

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O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu à operação da Polícia Federal que atingiu pessoas ligadas à produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL), e classificou a ação como uma “terceira facada” contra o grupo político do ex-presidente.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio acusou o governo do PT de utilizar a estrutura da Polícia Federal para atingir adversários políticos e questionou a proximidade temporal entre decisões recentes do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a deflagração da operação.

A Operação Make Up foi deflagrada nesta quinta-feira (10) pela Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), por determinação de Dino. Ao todo, foram expedidos 49 mandados de busca e apreensão em quatro estados e no Distrito Federal.

Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que participou do roteiro e atua como produtor-executivo do filme, e a produtora Karina Gama.

Segundo a Polícia Federal, a investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares que teriam sido destinados a organizações relacionadas ao projeto cinematográfico “Dark Horse”.

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Flávio, porém, apresentou outra interpretação para a operação. Para o senador, a ação teria caráter político e estaria relacionada à disputa eleitoral de 2026.

“Ontem, uma decisão do ex-ministro da Justiça do Lula Flávio Dino deu uma canetada e recolocou o Andrei Rodrigues, do Lula, na Polícia Federal. Hoje, menos de 24 horas depois, a Polícia Federal do Lula deflagrou uma operação contra adversários políticos”, afirmou.

O candidato também citou uma suposta articulação envolvendo Dino, o ministro Alexandre de Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Flávio não apresentou, na declaração, elementos públicos que comprovassem a existência dessa articulação.

A reação ocorreu em meio à disputa presidencial e às pesquisas eleitorais que vêm sendo utilizadas pelos candidatos para medir força na corrida pelo Palácio do Planalto.

Flávio afirmou que seu desempenho teria avançado nas pesquisas e relacionou esse cenário à operação realizada pela PF.

“A gente passou o Lula nas pesquisas oficiais deles e eles estão desesperados. Entraram no modo sobrevivência”, declarou.

As acusações feitas pelo senador são interpretações políticas sobre a operação. A investigação da Polícia Federal, por sua vez, tem como objeto formal apurar possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos e pessoas relacionadas à produção do filme. Os fatos ainda são objeto de investigação e não representam, por si só, condenação ou comprovação de responsabilidade criminal dos alvos.

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