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Mazé quer saúde, educação e assistência trabalhando juntas para garantir aprendizagem

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Professora há quase 30 anos e candidata a deputada estadual pelo PL, Mazé Arruda quer ampliar o debate sobre educação para além da sala de aula. Para ela, garantir que uma criança aprenda exige também que o Estado consiga identificar e atender problemas de saúde, desenvolvimento e saúde mental que podem interferir diretamente no processo de aprendizagem.

Na avaliação da professora, a escola não pode ser responsabilizada sozinha por situações que dependem de atendimento especializado. Ela defende uma rede de apoio integrada, envolvendo educação, saúde e assistência social, com acesso a profissionais como psicólogos, pedagogos, psiquiatras, oftalmologistas e otorrinolaringologistas, conforme a necessidade de cada estudante.

“Eu quero que o Estado forneça uma rede de apoio. Saúde psicológica, escola, pedagogo, psiquiatra, toda a saúde precisa estar envolvida, porque dentro da escola estão os nossos estudantes e muitas vezes os problemas aparecem ali”, afirma Mazé.

A proposta encontra respaldo na Política Nacional de Atenção Psicossocial nas Comunidades Escolares, criada pela Lei nº 14.819/2024. A legislação estabelece entre seus objetivos promover a saúde mental da comunidade escolar e garantir acesso à atenção psicossocial, além de determinar a integração entre os serviços de educação, saúde e assistência social.

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Para Mazé, essa integração precisa funcionar na prática. Ela cita situações em que o professor percebe que um aluno não consegue acompanhar as atividades, mas a dificuldade pode estar relacionada a um problema que precisa ser investigado por um profissional da saúde.

“Se o menino não enxerga, precisa de um oftalmologista. Se não ouve direito, precisa de um otorrino. Se existe uma questão psicológica ou psiquiátrica, precisa ser avaliada. Às vezes ele precisa de medicação e essa medicação não pode simplesmente faltar. A escola precisa ter condições de encaminhar e acompanhar esse estudante”, explica.

Segundo a professora, o objetivo não é transformar a escola em unidade de saúde, mas criar uma rede capaz de responder rapidamente às necessidades dos estudantes. O Atendimento Educacional Especializado (AEE), por exemplo, tem caráter complementar ou suplementar à escolarização e busca promover autonomia e independência dos alunos, mas não substitui a frequência na sala de aula comum.

Aprendizagem não pode ser tratada apenas como índice

Mazé também critica uma visão de educação concentrada exclusivamente em metas e indicadores. Para ela, os resultados de aprendizagem precisam ser acompanhados, mas não podem ser analisados sem considerar as condições individuais de cada estudante.

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O próprio Inep utiliza avaliações como o Saeb para produzir informações sobre a qualidade da educação e subsidiar políticas públicas. O governo federal também estabeleceu metas de alfabetização e de recomposição das aprendizagens, especialmente nos anos iniciais.

“Não adianta olhar apenas para o resultado final. Antes de perguntar por que esse aluno não aprendeu, precisamos perguntar se ele está enxergando, se está ouvindo, se tem algum problema de saúde, se está emocionalmente bem e se recebeu o atendimento de que precisava”, argumenta a candidata.

Na visão da professora, uma política educacional eficiente precisa unir professor, família, escola e profissionais da saúde, criando um fluxo de atendimento para que a dificuldade identificada em sala de aula não se transforme em um problema permanente de aprendizagem.

“Quando a criança está na escola, o nosso objetivo é que ela aprenda. Mas, para isso, precisamos dar condições. A escola precisa ensinar e o Estado precisa garantir a rede de apoio para que esse aluno consiga aprender”, afirma Mazé.

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Nova pesquisa muda cenário para o Paiaguás: Pivetta lidera com 40,8%

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O cenário eleitoral para o Governo de Mato Grosso ganhou novos contornos com a divulgação de uma pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas. O levantamento mostra o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) na liderança, com 40,8% das intenções de voto, enquanto o senador Wellington Fagundes (PL) aparece com 30%.

A diferença de 10,8 pontos percentuais coloca Pivetta em uma posição mais confortável na corrida pelo Palácio Paiaguás e indica uma mudança importante em relação ao levantamento anterior do mesmo instituto.

Em agosto, Pivetta registrava 39% e Wellington aparecia com 35%. Agora, o governador avançou 1,8 ponto percentual, enquanto o senador recuou cinco pontos.

A terceira colocada é Natasha Slhessarenko (PSD), que também apresentou crescimento. A médica passou de 8,7% para 12%, consolidando uma presença de dois dígitos na disputa.

O resultado desenha uma eleição em movimento: Pivetta ampliou sua vantagem, Wellington perdeu espaço e Natasha ganhou terreno.

Natasha chega aos dois dígitos

O crescimento de Natasha é um dos pontos de destaque do levantamento. Com 12%, ela se distancia dos demais concorrentes e passa a ocupar uma faixa eleitoral capaz de influenciar a configuração da disputa.

Na pesquisa anterior, a candidata tinha 8,7%. O avanço ocorre em um momento no qual uma parcela significativa do eleitorado ainda não definiu completamente sua escolha.

Na sequência aparecem Sargento Laudicério (Agir), com 1,7%; Maurício Coelho (Mobiliza), com 0,5%; e Rafaell Milas (Missão), com 0,4%.

Brancos, nulos e eleitores que afirmaram não escolher nenhum dos candidatos representam 8,3%. Outros 6,3% não souberam ou preferiram não responder.

Voto espontâneo revela eleitorado ainda aberto

Quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, o cenário fica bem menos definido.

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Nesse formato, 49,6% dos eleitores não souberam apontar espontaneamente um candidato. Pivetta aparece com 24,4%, seguido por Wellington, com 14,3%, e Natasha, com 5,1%.

O dado mostra que, embora o governador tenha uma vantagem significativa na pesquisa estimulada, existe um volume expressivo de eleitores que ainda não transformou sua preferência em uma escolha consolidada.

Pivetta também lidera no segundo turno

O levantamento avaliou ainda um eventual segundo turno entre Pivetta e Wellington Fagundes.

Novamente, o governador aparece na frente, com 47,2% das intenções de voto, contra 38,3% do senador. A diferença chega a 8,9 pontos percentuais.

O resultado representa uma ampliação da vantagem registrada anteriormente. Em agosto, Pivetta tinha 44,3% contra 40,8% de Wellington, uma diferença de apenas 3,5 pontos.

O histórico apresentado pela pesquisa mostra uma mudança ainda mais significativa. Em dezembro de 2025, Wellington aparecia à frente de Pivetta nesse mesmo confronto, com 48,6% contra 32,8%.

A evolução dos números indica, portanto, uma alteração importante na relação de forças entre os dois principais nomes testados.

Onde Pivetta tem melhor desempenho

O governador apresenta seus maiores percentuais entre os homens, com 44,8%, e entre os eleitores de 45 a 59 anos, faixa em que chega a 46,2%.

Entre os eleitores de 16 a 24 anos, Pivetta aparece com 37,7%, contra 32% de Wellington.

Já na faixa de 60 anos ou mais, os dois praticamente empatam: Pivetta registra 33,8%, enquanto Wellington aparece com 33,5%.

Os números mostram que, apesar da liderança geral, o desempenho do governador varia de acordo com o perfil do eleitorado.

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Wellington aparece com maior rejeição

Outro indicador relevante da pesquisa é a rejeição.

Wellington Fagundes apresenta o maior índice entre os três principais candidatos, com 25,7%. Natasha aparece com 24,2%, enquanto Pivetta registra 19,3%.

O índice não determina o resultado da eleição, mas é um dos fatores que podem influenciar a capacidade de crescimento de uma candidatura durante a campanha.

No atual cenário, Pivetta combina a liderança nas intenções de voto com a menor rejeição entre os três principais nomes.

Pesquisa foi realizada em 52 municípios

O levantamento do Instituto Paraná Pesquisas foi realizado entre os dias 6 e 8 de setembro de 2026, com 1.352 eleitores em 52 municípios de Mato Grosso.

A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MT-01505/2026.

Apesar da vantagem apresentada por Pivetta, os números ainda não permitem tratar a eleição como definida. Quase metade dos entrevistados não declarou espontaneamente uma preferência, enquanto outros grupos ainda podem mudar de posição ao longo da campanha.

O que a pesquisa deixa claro, porém, é que o cenário se modificou. Pivetta ampliou a distância para Wellington, Natasha ganhou força e a possibilidade de uma disputa decidida já no primeiro turno passou a fazer parte, de maneira mais concreta, das projeções políticas.

A eleição continua aberta, mas o novo levantamento coloca Pivetta em uma posição significativamente mais favorável do que a observada nas pesquisas anteriores.

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