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Natasha diz que apoio de Lula não atrapalha candidatura e afirma que “nuvem de fumaça” precisa ser retirada

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A candidata ao Governo de Mato Grosso, Natasha Slhessarenko (PSD), afirmou durante sabatina no programa Roda de Entrevistas, da TV Mais, que o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não representa um obstáculo para sua candidatura. A declaração ocorreu nesta quinta-feira (28), durante entrevista em que a candidata foi questionada sobre a rejeição às ideias de esquerda no Estado.

Ao responder se a associação com Lula poderia prejudicar seu desempenho eleitoral, Natasha discordou da avaliação e afirmou que o eleitor precisa analisar o apoio do governo federal sem o que classificou como uma “nuvem de fumaça”.

“Eu acho que, se a população tirar essa nuvem de fumaça, tenho certeza de que vai ajudar muito”, afirmou a candidata durante a sabatina.

A declaração coloca o apoio de Lula como um dos elementos da estratégia eleitoral de Natasha para a disputa pelo Palácio Paiaguás. Em um Estado onde o debate político é fortemente influenciado pelo agronegócio e pela polarização entre direita e esquerda, a proximidade com o governo federal tende a ser um dos pontos de discussão durante a campanha.

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Ao ser questionada diretamente sobre os possíveis efeitos eleitorais da associação com o presidente, Natasha preferiu destacar os benefícios que, segundo ela, podem resultar da relação com o governo federal.

A participação no Roda de Entrevistas ocorre em meio à intensificação da disputa pelo Governo de Mato Grosso e à definição das estratégias dos candidatos para dialogar com diferentes segmentos do eleitorado.

A fala sobre Lula também reforça uma das questões que deverão acompanhar a campanha de Natasha: como conciliar o apoio do presidente com o perfil político predominante em Mato Grosso e, ao mesmo tempo, apresentar ao eleitor uma proposta própria para o Estado.

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Janaína invoca igualdade de gênero por tempo de TV; tese levanta cenário envolvendo Natacha e Fagundes

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A candidata ao Senado Janaína Riva (MDB) recorreu à Justiça Eleitoral para tentar garantir metade do tempo de propaganda destinado à disputa pelo Senado dentro da coligação. O argumento apresentado foi baseado na igualdade de gênero, já que a chapa reúne uma mulher e um homem na corrida pela vaga.

O pedido, porém, foi rejeitado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). A juíza Glenda Moreira Borges entendeu que não existe, na legislação eleitoral, determinação para que candidatos homens e mulheres ao mesmo cargo majoritário recebam obrigatoriamente 50% do tempo de rádio e televisão.

A decisão cita a Resolução TSE nº 23.610/2019, que estabelece aos partidos, federações e coligações a competência para distribuir o tempo destinado à propaganda eleitoral. Segundo a magistrada, não há previsão expressa que imponha uma divisão igualitária entre candidaturas majoritárias.

O processo também menciona precedente de 2018 relacionado à política afirmativa de gênero nas candidaturas ao Senado. Naquele caso, entretanto, foi reconhecido um percentual mínimo de 30%, e não uma divisão obrigatória de metade do espaço para cada candidato.

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Outro elemento considerado pela Justiça Eleitoral foi a própria distribuição definida pela Executiva Estadual do PL. Conforme a ata apresentada no processo, o tempo correspondente ao PL seria destinado ao candidato José Medeiros, enquanto a parcela do MDB ficaria com Janaína. O tempo remanescente seria dividido igualmente entre os candidatos.

Na distribuição provisória, Janaína recebeu 49,78 segundos no programa em bloco e 116 inserções. Medeiros ficou com 1 minuto e 12,64 segundos e 169 inserções.

A decisão, portanto, não tratou a diferença de tempo como uma questão automaticamente relacionada à discriminação de gênero, mas analisou os critérios utilizados pela coligação e a ausência de uma regra que obrigue a divisão de 50% entre candidatos de sexos diferentes.

O caso também abre espaço para um debate mais amplo sobre a aplicação do princípio da igualdade nas disputas majoritárias. Se a tese defendida por Janaína for considerada um critério geral para garantir metade do espaço a uma mulher que concorre contra um homem, a mesma lógica poderia ser aplicada em outras disputas eleitorais.

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Um dos exemplos é a corrida pelo Governo de Mato Grosso, na qual Natacha Slhessarenko disputa o Palácio Paiaguás contra candidatos homens, entre eles Wellington Fagundes, que é sogro de Janaína Riva.

A comparação, contudo, é uma questão política levantada a partir da tese apresentada no processo e não uma determinação da Justiça Eleitoral. Até o momento, o TRE-MT apenas negou o pedido de liminar feito por Janaína e manteve a distribuição provisória do horário eleitoral.

A decisão ainda poderá ser objeto de novos questionamentos no curso do processo. Por enquanto, o entendimento firmado é de que a legislação não estabelece divisão automática de 50% do tempo entre candidatos homens e mulheres que disputam o mesmo cargo majoritário.

O episódio coloca novamente em discussão a distribuição do horário eleitoral e os critérios utilizados pelas coligações para definir o espaço destinado a cada candidatura durante a campanha de 2026.

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