POLÍTICA NACIONAL

Lula fica fora de debate da Band e critica critérios para participação de candidatos

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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu não participar do debate presidencial promovido pela TV Band, marcado para o próximo domingo (23). A equipe do petista questiona a presença de Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) no encontro e considera que o formato definido pela emissora não oferece as condições desejadas para a participação do presidente.

Um dos principais argumentos apresentados pela campanha é relacionado aos critérios de participação em debates estabelecidos pela legislação eleitoral. Segundo a equipe de Lula, a legislação assegura a presença de candidatos de partidos que tenham pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional.

A regra, entretanto, permite que candidatos de legendas que não alcancem essa representação sejam convidados caso haja concordância da organização do debate. É justamente nesse ponto que a campanha de Lula concentra parte de seus questionamentos sobre a composição do encontro.

Além da questão partidária, os aliados do presidente avaliam que o formato do debate não garantiria condições consideradas adequadas para que Lula responda aos ataques dos demais candidatos. A decisão, contudo, ainda deverá ser discutida em uma reunião da campanha ao longo desta semana.

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A tendência, segundo informações divulgadas pela campanha, é que Lula mantenha a decisão de não comparecer ao encontro da Band.

A ausência também pode provocar reflexos nas estratégias dos demais candidatos. A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), por exemplo, trabalha com a orientação de priorizar debates nos quais Lula esteja presente.

A participação nos debates passou a ocupar espaço relevante na estratégia das campanhas presidenciais de 2026, especialmente diante da disputa entre candidatos de diferentes correntes políticas. Para os concorrentes, os encontros representam uma oportunidade de confrontar propostas e apresentar diferenças diretamente ao eleitor.

No caso de Lula, a decisão de não comparecer ao debate da Band abre uma nova frente de discussão sobre os critérios utilizados pelas emissoras para definir os participantes e sobre a estratégia do presidente para os confrontos eleitorais durante a campanha.

Até o momento, a expectativa é de que a equipe petista reavalie a decisão durante a reunião prevista para esta semana, mas a sinalização é de manutenção da ausência no debate marcado para o dia 23.

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POLÍTICA NACIONAL

Justiça barra despejo forçado em prédios que governo de SP quer demolir

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A Justiça de São Paulo decidiu nesta segunda-feira (17) que o governo do estado, liderado por Tarcísio de Freitas, deve parar qualquer tentativa de tomar à força os prédios antigos que estão ocupados.

O governo quer demolir esses prédios para construir sua futura sede no bairro Campos Elíseos, no centro da capital.

  • Dois prédios na Alameda Barão de Piracicaba estão ocupados e serão demolidos.
  • A Justiça também proibiu que os moradores sofram restrições de direitos.
  • O governo já derrubou outros prédios na mesma quadra ligados ao crime organizado.
  • Moradores denunciaram intimidações por parte de funcionários da CDHU e da Guarda Municipal.
  • O governo diz que cadastrou 65 famílias e que ninguém será despejado à força.

A decisão também proíbe que os ocupantes desses imóveis percam qualquer direito. A Procuradoria-Geral de São Paulo afirmou que, até as 19h20 desta segunda-feira, não tinha sido notificada da decisão. O órgão é responsável por representar o governo na Justiça.

Os dois prédios ficam na Alameda Barão de Piracicaba e estão em situação precária. Eles funcionaram por anos como pensões. A CDHU, empresa de habitação do governo, tenta reassentar as famílias. Ao mesmo tempo, a Fazenda Pública do Estado tenta na Justiça obter a posse dos prédios.

Outros prédios na mesma rua já foram tomados pelo Estado depois que o Ministério Público descobriu que eram usados como pensões pelo crime organizado. Esses imóveis foram demolidos na semana passada.

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A decisão provisória proíbe ações para forçar despejos, depois que moradores disseram ter sido ameaçados por pessoas que se diziam funcionários da CDHU e por agentes da Romu, grupo da Guarda Municipal da gestão do prefeito Ricardo Nunes. Os dois lados negaram as acusações.

Uma das moradoras, a camareira Simone de Fátima Ferreira, de 54 anos, recebeu a reportagem no quarto onde vive com o marido. Na porta, agentes da Romu pediram identificação e disseram que não estavam impedindo a entrada no prédio.

A prefeitura de Nunes disse que a Guarda Civil Metropolitana faz policiamento no local a pedido da CDHU, para evitar novas ocupações e garantir segurança para a conclusão dos trabalhos.

Simone contou que o controle de acesso é diário. Ela também afirmou que, nesta segunda-feira, recebeu um telefonema de uma funcionária da CDHU exigindo que saísse do local imediatamente.

Na hora da ligação, Simone estava trabalhando em um hotel. ‘Eles falam que vão emparedar, que vão fechar tudo’, contou. ‘A gente tem que sair correndo do trabalho porque tem risco de jogarem as nossas coisas na rua.’

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O governo de Tarcísio confirmou que entrou com ação de desapropriação dos dois imóveis, mas negou que tenha adotado medidas para forçar a saída dos ocupantes.

O governo disse que, desde 2024, 65 famílias viviam nos prédios. Afirmou também que a CDHU cadastrou todas para receber atendimento habitacional, cumprindo uma exigência da Justiça.

Débora Ungaretti, pesquisadora da USP, questionou o número de famílias atendidas. Ela disse que pelo menos oito famílias ainda estão no local e precisam de moradia.

O governo afirmou que, nesta segunda-feira, equipes da CDHU atenderam as últimas cinco famílias cadastradas que ainda estavam nos prédios. Elas saíram de forma voluntária e receberão auxílio-moradia até conseguirem uma casa definitiva.

A CDHU negou que tenha orientação para remoção forçada ou para levar pessoas à delegacia. O órgão disse que, durante a ação, um grupo de pessoas que não havia feito cadastro entrou nos imóveis.

Sobre Simone, a CDHU disse que ela não está no programa de moradia porque receberá um imóvel da Cohab, a companhia de habitação da prefeitura.

Simone reclamou que o apartamento que receberá ainda não está pronto. Para deixar a ocupação agora, ela precisaria receber do Estado um complemento ao auxílio-aluguel de R$ 400 que já recebe do município.

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