A cultura de Mato Grosso voltou a brilhar no cenário internacional. O grupo Flor Ribeirinha conquistou, neste sábado (1º), o pentacampeonato do Campeonato Mundial de Folclore, realizado em Istambul, na Turquia, reafirmando o siriri, a viola de cocho e as tradições da comunidade de São Gonçalo Beira Rio, em Cuiabá, como símbolos da identidade cultural brasileira.
Representando o Brasil na competição que reuniu grupos folclóricos de diferentes países, a companhia apresentou um espetáculo inspirado nas manifestações populares mato-grossenses, com dança, música, figurinos tradicionais e elementos que retratam a história e os costumes da região.
A apresentação vencedora foi realizada na quarta-feira (29) e emocionou o público ao levar ao palco internacional a força do siriri e a riqueza cultural construída há décadas pela comunidade ribeirinha cuiabana.
Após o anúncio do resultado, o diretor cultural do Flor Ribeirinha, Avinner Silva, destacou que a conquista representa o resultado de uma trajetória construída com dedicação e amor pela cultura popular.
“O pentacampeonato representa a realização de um sonho e é fruto da história de amor que o grupo construiu com a cultura popular e com esse trabalho desenvolvido ao longo de tantos anos”, afirmou.
Nas redes sociais, o grupo celebrou a conquista e relembrou a origem da companhia, que nasceu no quintal da comunidade de São Gonçalo Beira Rio.
“Do quintal de São Gonçalo Beira Rio para o topo do mundo: o nosso siriri, a nossa viola de cocho e a nossa energia mato-grossense encantaram o planeta mais uma vez”, publicou o Flor Ribeirinha.
Tradição que atravessa gerações
Fundado há mais de três décadas na comunidade de São Gonçalo Beira Rio, em Cuiabá, o Flor Ribeirinha tem como uma das principais referências Dona Domingas da Silva, reconhecida como uma das grandes responsáveis pela preservação do siriri e do cururu em Mato Grosso.
A preparação para a competição internacional envolveu meses de ensaios, pesquisas e construção artística para garantir que a apresentação mantivesse a essência das manifestações tradicionais do Estado.
Para os integrantes, cada participação internacional representa não apenas uma disputa artística, mas a oportunidade de apresentar ao mundo uma cultura construída por gerações.
Cinco conquistas internacionais
Com o título conquistado na Turquia, o Flor Ribeirinha amplia uma trajetória de vitórias que colocou Mato Grosso entre os grandes representantes do folclore mundial.
A primeira conquista internacional ocorreu em 2017, também na Turquia. Depois, o grupo venceu competições na Polônia, em 2021; na Bulgária, em 2022; e na Coreia do Sul, em 2023.
Agora, novamente em solo turco, a companhia chega ao quinto título mundial e reforça o papel da cultura popular mato-grossense como uma das expressões brasileiras de maior destaque no exterior.
Mais do que um troféu, o pentacampeonato representa o reconhecimento de uma tradição que nasceu às margens do Rio Cuiabá e conquistou palcos internacionais, levando a história, a música e a identidade de Mato Grosso para o mundo.
O início oficial da campanha eleitoral de 2026 não movimentou apenas comícios, convenções e discursos. Nas redes sociais, uma disputa silenciosa começou a aparecer nas pequenas “Notas” do Instagram, espaço que fica no topo da caixa de mensagens e permite aos usuários publicar recados curtos para seus seguidores e contatos.
Desde o último fim de semana, usuários passaram a utilizar bandeiras e combinações de cores como forma de sinalizar suas preferências políticas. A movimentação ganhou força a partir de domingo (16), data marcada pelo início oficial da campanha eleitoral.
Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL), a bandeira brasileira passou a aparecer com frequência como símbolo de identificação política. O candidato iniciou sua campanha em Copacabana, no Rio de Janeiro, em um ato marcado por referências ao nacionalismo, à segurança pública e ao legado de Jair Bolsonaro.
Do outro lado, usuários identificados com o campo político de Lula (PT) passaram a adotar símbolos em vermelho e amarelo. Em algumas publicações, aparece uma representação semelhante à bandeira do Vietnã, utilizada como referência visual para demonstrar apoio ao petista.
A tendência transforma um recurso criado para mensagens rápidas em uma espécie de código visual da disputa eleitoral. Em poucos caracteres ou apenas com um símbolo, o usuário consegue indicar aos seguidores de que lado está na polarização que marca a eleição presidencial.
A movimentação acontece em um ambiente digital que já vinha sendo utilizado intensamente pelas campanhas. Levantamento publicado pela Folha de S.Paulo mostrou que partidos intensificaram o uso de conteúdo político nas plataformas da Meta nos meses que antecederam o início oficial da propaganda eleitoral. PT e PL estiveram entre as siglas que mais exploraram conteúdos direcionados ao eleitorado.
A diferença agora é que a mobilização deixou de aparecer apenas nos perfis oficiais de candidatos e partidos. Símbolos, cores, músicas e pequenas mensagens passaram a ser utilizados pelos próprios usuários como forma de identificação.
A bandeira brasileira, que durante anos esteve associada principalmente a cerimônias oficiais e manifestações cívicas, ganhou forte significado político nos últimos anos. Na largada da campanha de Flávio, por exemplo, o símbolo nacional apareceu integrado à identidade visual do ato realizado no Rio.
Com a campanha apenas começando, a tendência é que as redes sociais se tornem cada vez mais um espaço de disputa simbólica. E, neste ano, até uma pequena nota no alto da caixa de mensagens pode funcionar como uma declaração política.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.