POLÍTICA NACIONAL

Aprovada transferência simbólica da sede do governo para Salvador em 2 de julho

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O Plenário aprovou nesta terça-feira (16), em regime de urgência, o projeto de lei que transfere simbolicamente a sede do governo federal para Salvador no dia 2 de julho de cada ano.

O objetivo é destacar as celebrações da Independência da Bahia, considerada o marco da consolidação da Independência do Brasil. 

Aprovado em votação simbólica, o PL 5.672/2025, do deputado Leo Prates (Republicanos-BA), recebeu parecer favorável do senador Jaques Wagner (PT-BA) e segue agora para sanção presidencial.

O texto determina que a mudança simbólica inclua atividades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União durante as celebrações da Independência da Bahia.

A proposta ressalva, no entanto, que a transferência não deve prejudicar as atividades essenciais em Brasília, pois deve se limitar a atos oficiais e simbólicos. 

O Poder Executivo federal vai definir a logística, a segurança e a estrutura para os eventos, em coordenação com os outros Poderes e com as autoridades locais. 

Independência da Bahia

A data escolhida remete à Independência da Bahia, em 2 de julho de 1823. Nessa data ocorreu a expulsão definitiva da ocupação portuguesa na região, concluindo o processo iniciado em 7 de setembro de 1822. Por isso o evento é considerado o marco final da Independência do Brasil.

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Em seu relatório, Jaques Wagner lembra que essa não é a primeira vez que a sede do governo federal é transferida temporariamente ou que Salvador recebe essa estrutura.

A medida já foi adotada pela Lei 8.675, de 1993, que transferiu a sede para a capital baiana em julho de 1993, durante as reuniões da 3ª Conferência Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo.

Outro exemplo é a Lei 15.251, de 2025, que transferiu a sede federal para Belém, em novembro do ano passado, durante a 30ª Conferência das Partes sobre Mudança do Clima (COP-30).

Durante a votação, Jaques Wagner destacou a importância do projeto e do significado do 2 de julho para a história brasileira.

— Dom Pedro proclamou a Independência em 7 de setembro [de 1822], mas os portugueses não concordaram com a proclamação e se mantiveram concentrados no Recôncavo Baiano, com tropas, com a Marinha fiel à Coroa portuguesa, pretendendo retomar o Brasil como colônia. De 7 de setembro de 1822 a 2 de julho de 1823, os portugueses pelejaram para nos manter como Brasil Colônia. A luta foi sangrenta, com muitas mortes e, finalmente, a tropa da Marinha portuguesa se retirou, exatamente acuada pela resistência baiana, aderente ao processo de independência — relatou Wagner.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Atlas: Flávio Bolsonaro marca 46,4% e fica à frente de Lula, com empate técnico

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) apareceu numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma simulação de segundo turno para a Presidência da República, segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (10). O levantamento aponta 46,4% das intenções de voto para Flávio e 46,2% para Lula, configurando empate técnico.

A diferença de apenas 0,2 ponto percentual está dentro da margem de erro do levantamento. A pesquisa ouviu 5 mil eleitores entre os dias 4 e 9 de setembro, por meio de recrutamento digital aleatório, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01452/2026.

O resultado representa uma mudança em relação à rodada anterior do Atlas/Bloomberg. Na pesquisa divulgada no fim de agosto, Lula aparecia com 47,1%, enquanto Flávio Bolsonaro tinha 42,6%. Na nova rodada, o senador avançou 3,8 pontos percentuais, enquanto o presidente oscilou 0,9 ponto para baixo.

Além disso, o percentual de eleitores que declarou voto branco, nulo ou que ainda não sabe em quem votar caiu de 10,3% para 7,4%.

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Lula ainda lidera no primeiro turno

Apesar do equilíbrio no segundo turno, Lula mantém a liderança na simulação de primeiro turno. O presidente aparece com 43% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 37,4%.

O senador, porém, apresentou crescimento em relação ao levantamento anterior, quando marcava 33,7%. O avanço foi de 3,7 pontos percentuais. Lula, por sua vez, manteve praticamente o mesmo patamar.

Na sequência aparecem Augusto Cury (Avante), com 6,6%, e Renan Santos (Missão), com 6,5%, em situação de empate técnico.

Outros cenários

A Atlas/Bloomberg também testou Lula contra outros nomes da oposição.

Em uma eventual disputa contra Romeu Zema (Novo), Lula aparece com 46%, enquanto o ex-governador de Minas Gerais registra 46,2%, também dentro de um cenário de empate técnico.

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