Política MT

“A pesca esportiva já deu certo. Agora é hora de fazer a pesca profissional dar certo”, diz Wilson Santos

Publicado em

Os efeitos da Lei Estadual nº 12.197/2023, conhecida como Lei do Transporte Zero, têm provocado diferentes impactos em Mato Grosso ao longo dos quase três anos de vigência da norma. De um lado, o fortalecimento da pesca esportiva e amadora contribuiu para o aumento estimado entre 30% e 40% dos estoques pesqueiros, além de impulsionar o turismo e movimentar a economia de diversos municípios. De outro, milhares de pescadores profissionais enfrentam dificuldades financeiras em razão das restrições impostas pela legislação.

O tema foi amplamente debatido durante audiência pública realizada na última sexta-feira (22), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), com a participação de pescadores, especialistas, autoridades políticas, empresários, representantes do turismo e membros da sociedade civil organizada. Para o deputado estadual Wilson Santos (PSD), é preciso reconhecer os avanços alcançados pela pesca esportiva, mas também construir mecanismos que garantam oportunidades e dignidade às famílias que dependem da pesca profissional para sobreviver.

O encontro resultou em importantes encaminhamentos anunciados pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), entre eles a reabertura do programa Repesca para novos cadastramentos de pescadores e a criação de um grupo de trabalho composto por deputados estaduais e representantes das secretarias de Estado, que terá prazo de até 15 dias para apresentar propostas de aperfeiçoamento da legislação.

Durante a audiência, Wilson Santos destacou que a Lei do Transporte Zero completará três anos de vigência no próximo dia 20 de julho e que este é o momento adequado para avaliar seus resultados. “Para muitos, ela passou rapidamente. Para outros, ela arrasta um drama de miserabilidade, de sofrimento, de dor e até de óbitos de alguns pescadores no estado de Mato Grosso. Conforme o lado que você esteja, ela provocou dores ou provocou alegrias. Quero aqui dizer que o estado mato-grossense quase nunca construiu políticas públicas para beneficiar o pescador profissional”, afirmou.

Leia Também:  Candidato ao Senado Nelson Ferreira defende fim da reeleição para parlamentares

Ao resgatar sua trajetória de quatro décadas na vida pública, o parlamentar disse não se recordar de políticas governamentais voltadas especificamente para a proteção dos trabalhadores da pesca. “Que lei protege o pescador profissional? Qual política pública foi criada para beneficiar esses trabalhadores que enfrentam chuva, frio, sol, rios e tantos riscos para sustentar suas famílias? Eles sempre passaram como se fossem invisíveis aos olhos das autoridades”, questionou Wilson, que também preside o Observatório da Pesca da Assembleia Legislativa.

O deputado ressaltou que sua defesa dos pescadores profissionais não representa oposição à pesca esportiva. Segundo ele, os dois segmentos podem coexistir e contribuir para o desenvolvimento econômico do estado. “A pesca esportiva pode crescer até 100% e não há problema nenhum. O pescador profissional não é inimigo do pescador esportivo. Nesses últimos dois anos, os pescadores profissionais permaneceram respeitando a legislação e assistindo ao crescimento da pesca esportiva sem qualquer conflito. Não houve registro de enfrentamentos ou agressões. O que eles querem é apenas o direito de trabalhar”, pontuou.

Leia Também:  Dr. João participa de entrega de equipamentos, lançamento de obras e ações sociais na região de Tangará da Serra

Wilson Santos também destacou o impacto econômico causado pela proibição da atividade para milhares de trabalhadores. “Eles chegavam a ganhar cerca de R$ 10 mil por mês, com o direito legal de capturar até 125 quilos de pescado por semana. De uma hora para outra perderam essa renda. Não se proibiu médicos, engenheiros, jornalistas ou militares de exercerem suas profissões. Mas surgiu uma lei que impede um trabalhador de exercer sua atividade por cinco anos. Isso é lamentável”, criticou.

O parlamentar acredita que o grupo de trabalho criado após a audiência pública poderá construir alternativas equilibradas, capazes de conciliar a preservação ambiental, o crescimento da pesca esportiva e a recuperação da renda das comunidades ribeirinhas. “A pesca esportiva já encontrou o seu caminho e alcançou resultados importantes para Mato Grosso. Agora precisamos fazer a pesca profissional dar certo também. O desafio é encontrar um equilíbrio que preserve nossos rios, fortaleça o turismo e garanta dignidade às famílias que vivem da pesca há gerações. É isso que esperamos construir nos próximos dias”, concluiu o deputado.

Fonte: ALMT – MT

Advertisement

Política MT

Pivetta sobe para 42,4% e Wellington cai para 29,6%, aponta Paraná Pesquisas

Published

on

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) aparece com 42,4% das intenções de voto na nova pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas para o Governo de Mato Grosso. Wellington Fagundes (PL) registra 29,6%, enquanto a médica Natasha Slhessarenko (PSD) aparece com 13,5%.

No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, a diferença entre Pivetta e Fagundes é de 12,8 pontos percentuais. Os demais candidatos aparecem abaixo de 1%.

Sargento Laudicério (Agir) registra 0,8%, enquanto Mauricio Coelho (PMN) e Rafaell Milas (Missão) aparecem com 0,4% cada. Eleitores que declararam voto em branco, nulo ou em nenhum dos nomes somam 7,1%. Outros 5,8% não souberam ou não quiseram opinar.

A pesquisa mostra ainda mudanças nas intenções de voto em relação às rodadas anteriores do instituto. Pivetta passou de 39% em agosto para 40,8% no início de setembro e chegou aos atuais 42,4%. Fagundes, por sua vez, tinha 35% em agosto, registrou 30% na pesquisa anterior e aparece agora com 29,6%. Natasha também oscilou positivamente, passando de 8,7% para 12% e, posteriormente, para 13,5%.

Leia Também:  Deputado critica burocracia na liberação do canabidiol pelo SUS

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, Pivetta aparece com 27%, seguido por Fagundes, com 14%, e Natasha, com 5,9%. Laudicério registra 0,3% e Rafaell Milas, 0,1%. Outros nomes somam 0,4%.

O levantamento também simulou um eventual segundo turno entre Pivetta e Fagundes. Nesse cenário, Pivetta registra 49,1% das intenções de voto, enquanto Fagundes aparece com 37,4%. Brancos, nulos e nenhum dos candidatos somam 7,7%, e 5,8% não souberam ou não opinaram.

Em dezembro de 2025, no mesmo confronto, Fagundes aparecia com 48,6% e Pivetta com 32,8%, segundo o levantamento citado na pesquisa atual.

A Paraná Pesquisas também mediu a rejeição. Fagundes registra 26,8%, seguido por Natasha, com 23,3%, e Pivetta, com 19,6%. Nesse quesito, os entrevistados poderiam indicar mais de um candidato.

O levantamento foi realizado entre os dias 15 e 17 de setembro, com 1.352 eleitores de 50 municípios de Mato Grosso. A margem de erro estimada é de 2,7 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MT-09335/2026.

Leia Também:  Assembleia Legislativa lança 1º Prêmio de Jornalismo

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA