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Dr. Eugênio critica ausência de construtora e cobra respostas sobre atraso em obras de hospitais

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O presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. Eugênio (Republicanos), classificou como “descaso” a ausência da construtora Augusto Veloso em reunião da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, na última terça-feira (19). A empreiteira foi convidada a participar da audiência, mas não compareceu, se recusando a prestar esclarecimentos sobre atrasos nas obras dos hospitais regionais de Confresa e de Tangará da Serra.

Além da construtora Augusto Veloso, também foi convidada a empreiteira Salver Construtora e Incorporadora, responsável pela execução do hospital regional de Juína. Um representante da Salver compareceu à reunião, respondendo aos questionamentos dos membros da Comissão de Saúde acerca de prazos, andamento das obras e desafios do empreendimento.

Já a empresa Augusto Veloso respondeu ao requerimento com um ofício em que anuncia o não comparecimento na audiência. Segundo a construtora, todas as informações sobre o andamento das obras são disponibilizadas nos relatórios técnicos e em outros documentos, encontrados nos processos administrativos geridos pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).

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“Considerando que as informações relativas ao andamento e à execução das obras do hospital regional de Tangará da Serra e do hospital regional de Confresa são acompanhadas, fiscalizadas e formalmente registradas pelo Estado de Mato Grosso, por intermédio da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso, entendemos pelo não comparecimento à reunião designada. Os relatórios técnicos, boletins de medição, atas de reunião e demais documentos relacionados à execução contratual encontram-se devidamente nos respectivos processos administrativos, permanecendo à disposição dessa comissão por meio da SES e dos canais oficiais do estado. Por fim, a empresa permanece à disposição para o encaminhamento de eventuais esclarecimentos adicionais pelos canais formais cabíveis” ”, diz um trecho do ofício.

Foto: KAYC PEREIRA ALVES

Dr. Eugênio afirmou que o colegiado tomará as medidas cabíveis, junto à Procuradoria-Geral da Assembleia Legislativa, para reforçar a convocação da construtora. Segundo o parlamentar, a resposta da empresa limita o diálogo institucional e a transparência em torno de uma obra de grande importância e impacto social.

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“A resposta dessa empresa já mostra o descaso que ela tem, não conosco da Comissão de Saúde, mas com o povo mato-grossense, principalmente com os da região de Confresa, do Norte-Araguaia”, destacou o deputado. Ele lembra que o hospital de Confresa é a unidade com execução mais atrasada. “Nós somos fiscais das obras públicas, dos recursos públicos. Essa resposta é um tapa na cara que vocês (construtora) estão dando na população”, criticou o parlamentar.

Fonte: ALMT – MT

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Quase meio bilhão: Wellington mira benefícios fiscais de empresa ligada a Pivetta

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O candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) colocou novamente a política de incentivos fiscais do Estado no centro do debate eleitoral. Durante sabatina realizada na terça-feira (15), na TV Centro América, ele questionou o volume de benefícios tributários registrados para a Natural Pork Alimentos S.A., empresa que mantém ligação empresarial histórica com Otaviano Pivetta (Republicanos).

Segundo levantamento apresentado por Wellington com base em registros oficiais, a empresa acumulou aproximadamente R$ 491,97 milhões em renúncias fiscais entre 2019 e 2025. Os valores registrados passaram de R$ 35,2 milhões em 2019 para R$ 94,23 milhões em 2025.

Durante a sabatina, Wellington afirmou que os números podem ser conferidos nos dados oficiais e chegou a dizer que renunciaria à candidatura caso as informações apresentadas fossem falsas.

“Isso são dados oficiais. Pegue esses dados e confirme. Se isso não for verdade, eu renuncio a minha candidatura”, declarou.

Valores cresceram ao longo dos anos

De acordo com os dados divulgados, os benefícios associados à Natural Pork foram de R$ 35,2 milhões em 2019, R$ 62,38 milhões em 2020, R$ 73,18 milhões em 2021, R$ 74,61 milhões em 2022, R$ 76,39 milhões em 2023, R$ 75,96 milhões em 2024 e R$ 94,23 milhões em 2025. A soma dos valores chega a cerca de R$ 492 milhões.

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Os registros apontam que os benefícios estão relacionados principalmente ao Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), além de tratamentos tributários previstos no RICMS. Em 2025, segundo os dados apresentados, R$ 80,67 milhões estavam relacionados ao Prodeic e R$ 13,55 milhões ao RICMS.

A Natural Pork aparece nos registros estaduais com o CNPJ 17.356.474/0001-73 e a inscrição estadual 13.478.757-9.

Relação com Pivetta

A ligação empresarial de Pivetta com o empreendimento é anterior à sua entrada na política estadual. Segundo informações divulgadas sobre o caso, ele foi presidente da Intercoop, estrutura que posteriormente passou a operar como Natural Pork Alimentos.

Em 2022, durante o registro de sua candidatura, Pivetta declarou participação na Natural Pork à Justiça Eleitoral. Também declarou ações da Ideal Pork e valores a receber da empresa.

A existência de participação ou vínculo empresarial, contudo, não significa, por si só, irregularidade na concessão dos benefícios fiscais. Os incentivos são programas previstos na legislação estadual e podem ser concedidos a empresas que atendam aos critérios estabelecidos.

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Debate envolve bilhões em incentivos

A Natural Pork foi citada por Wellington dentro de uma discussão mais ampla sobre a concentração dos incentivos fiscais em Mato Grosso.

Dados referentes a 2023 apontam que 30 beneficiários concentraram R$ 4,6 bilhões em renúncias, equivalentes a 43,3% do total registrado naquele ano. Os dez maiores beneficiários concentraram aproximadamente R$ 2,9 bilhões.

No período de 2019 a 2025, levantamentos baseados em dados do TCE-MT apontam crescimento da renúncia fiscal anual de R$ 3,42 bilhões para R$ 15,6 bilhões. O acumulado no período chega a aproximadamente R$ 65,5 bilhões.

Wellington defende a manutenção dos incentivos para empresas que investem, industrializam e geram empregos, mas propõe ampliar o acesso aos benefícios para pequenos e médios empresários, cooperativas e produtores.

O candidato também afirma que pretende cobrar critérios mais claros sobre os benefícios concedidos e o retorno gerado em investimentos, empregos e desenvolvimento econômico.

A Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), por sua vez, defendeu a manutenção dos programas de incentivos e afirmou que eles ajudam a compensar custos adicionais de produção no Estado.

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