POLÍTICA NACIONAL

Homens engajados pelo fim da violência contra as mulheres terão reconhecimento do Senado

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O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (10) o projeto de resolução que cria a Comenda Laço Branco (PRS 110/2023). A honraria deve ser entregue anualmente a até três homens ou instituições que desenvolvam ações relevantes para enfrentar a violência contra a mulher no Brasil. O texto segue para promulgação.

O projeto prevê que a comenda será entregue preferencialmente na semana do dia 6 de dezembro (que é o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres). Os candidatos poderão ser indicados por qualquer senador ou senadora e, posteriormente, serão apreciados por um conselho composto por um senador de cada partido político com representação no Senado Federal.

A autora da proposta é a senadora Augusta Brito (PT-CE). O texto foi aprovado sob a forma de parecer da Comissão Diretora do Senado, que foi lido pelo senador Paulo Paim (PT-RS). Augusta Brito lembra que desde 1999 é realizada no Brasil a Campanha do Laço Branco – Homens Pelo Fim da Violência Contra a Mulher. Ela também ressalta que a campanha teve origem no Canadá e atualmente é promovida em mais de 35 países.

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“Mais recentemente, observa-se a necessidade de se criar estratégias para mobilizar os homens pelo fim da violência contra as mulheres, entendendo que a violência contra as mulheres é um problema para as mulheres e para os próprios homens”, justifica Augusta no projeto.

Na leitura do parecer, Paulo Paim — que também foi relator da matéria na Comissão de Direitos Humanos do Senado (CDH) — lamentou o elevado índice de feminicídios no país e observou que a premiação destaca os homens que decidiram não permanecer omissos diante da violência contra as mulheres. “Instituir essa honraria no Senado Federal é, portanto, enaltecer o engajamento masculino, positivo e necessário para a construção de uma cultura de paz”, acrescentou ele.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

“Estão desesperados”, diz Flávio após operação da PF contra bolsonaristas

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O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu à operação da Polícia Federal que atingiu pessoas ligadas à produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL), e classificou a ação como uma “terceira facada” contra o grupo político do ex-presidente.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio acusou o governo do PT de utilizar a estrutura da Polícia Federal para atingir adversários políticos e questionou a proximidade temporal entre decisões recentes do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a deflagração da operação.

A Operação Make Up foi deflagrada nesta quinta-feira (10) pela Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), por determinação de Dino. Ao todo, foram expedidos 49 mandados de busca e apreensão em quatro estados e no Distrito Federal.

Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que participou do roteiro e atua como produtor-executivo do filme, e a produtora Karina Gama.

Segundo a Polícia Federal, a investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares que teriam sido destinados a organizações relacionadas ao projeto cinematográfico “Dark Horse”.

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Flávio, porém, apresentou outra interpretação para a operação. Para o senador, a ação teria caráter político e estaria relacionada à disputa eleitoral de 2026.

“Ontem, uma decisão do ex-ministro da Justiça do Lula Flávio Dino deu uma canetada e recolocou o Andrei Rodrigues, do Lula, na Polícia Federal. Hoje, menos de 24 horas depois, a Polícia Federal do Lula deflagrou uma operação contra adversários políticos”, afirmou.

O candidato também citou uma suposta articulação envolvendo Dino, o ministro Alexandre de Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Flávio não apresentou, na declaração, elementos públicos que comprovassem a existência dessa articulação.

A reação ocorreu em meio à disputa presidencial e às pesquisas eleitorais que vêm sendo utilizadas pelos candidatos para medir força na corrida pelo Palácio do Planalto.

Flávio afirmou que seu desempenho teria avançado nas pesquisas e relacionou esse cenário à operação realizada pela PF.

“A gente passou o Lula nas pesquisas oficiais deles e eles estão desesperados. Entraram no modo sobrevivência”, declarou.

As acusações feitas pelo senador são interpretações políticas sobre a operação. A investigação da Polícia Federal, por sua vez, tem como objeto formal apurar possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos e pessoas relacionadas à produção do filme. Os fatos ainda são objeto de investigação e não representam, por si só, condenação ou comprovação de responsabilidade criminal dos alvos.

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