POLÍTICA NACIONAL

Damares cobra revisão de políticas de combate à violência contra a mulher

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A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (10), afirmou que o aumento da violência contra mulheres no país exige uma revisão das políticas públicas de prevenção e proteção. Como exemplo, a parlamentar citou um caso ocorrido na segunda-feira (9), no Distrito Federal, quando uma mulher foi morta a facadas pelo ex-companheiro. Ela argumentou que, apesar da existência de leis e estruturas de atendimento, o Brasil ainda enfrenta dificuldades para evitar os crimes.

— Nós temos delegacia da mulher, nós temos vara de violência doméstica, nós temos Casa da Mulher Brasileira, temos secretaria da mulher nos municípios, temos secretarias estaduais de mulheres, temos Ministério das Mulheres. Nós temos tudo! E temos uma legislação extraordinária. Nós temos mecanismos de defesa e proteção, e nós não estamos dando conta. O que está acontecendo? Matam, fazem vídeo, mostram para a família da vítima que estão matando. Nós vamos ter de parar tudo, e a gente vai ter de rever a violência contra a mulher no Brasil. É uma epidemia — disse.

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Banco Master

No mesmo pronunciamento, a senadora questionou a atuação do Congresso Nacional em relação ao Banco Master. Damares declarou que o caso levanta dúvidas sobre a capacidade do Parlamento de acompanhar ações do Poder Executivo. Segundo ela, diversos requerimentos de informação apresentados por senadores permanecem sem encaminhamento dentro do próprio Senado, o que dificulta o acesso a dados oficiais e limita o trabalho de fiscalização da Casa.

— Eu quero fazer um mea culpa aqui na tribuna. O nosso papel de órgão fiscalizador como Congresso Nacional… Onde nós erramos, como fiscalizadores, para deixarmos chegar aonde nós chegamos no caso do Banco Master? É responsabilidade nossa, como parlamentares — lamentou ela.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

“Estão desesperados”, diz Flávio após operação da PF contra bolsonaristas

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O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu à operação da Polícia Federal que atingiu pessoas ligadas à produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL), e classificou a ação como uma “terceira facada” contra o grupo político do ex-presidente.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio acusou o governo do PT de utilizar a estrutura da Polícia Federal para atingir adversários políticos e questionou a proximidade temporal entre decisões recentes do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a deflagração da operação.

A Operação Make Up foi deflagrada nesta quinta-feira (10) pela Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), por determinação de Dino. Ao todo, foram expedidos 49 mandados de busca e apreensão em quatro estados e no Distrito Federal.

Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que participou do roteiro e atua como produtor-executivo do filme, e a produtora Karina Gama.

Segundo a Polícia Federal, a investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares que teriam sido destinados a organizações relacionadas ao projeto cinematográfico “Dark Horse”.

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Flávio, porém, apresentou outra interpretação para a operação. Para o senador, a ação teria caráter político e estaria relacionada à disputa eleitoral de 2026.

“Ontem, uma decisão do ex-ministro da Justiça do Lula Flávio Dino deu uma canetada e recolocou o Andrei Rodrigues, do Lula, na Polícia Federal. Hoje, menos de 24 horas depois, a Polícia Federal do Lula deflagrou uma operação contra adversários políticos”, afirmou.

O candidato também citou uma suposta articulação envolvendo Dino, o ministro Alexandre de Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Flávio não apresentou, na declaração, elementos públicos que comprovassem a existência dessa articulação.

A reação ocorreu em meio à disputa presidencial e às pesquisas eleitorais que vêm sendo utilizadas pelos candidatos para medir força na corrida pelo Palácio do Planalto.

Flávio afirmou que seu desempenho teria avançado nas pesquisas e relacionou esse cenário à operação realizada pela PF.

“A gente passou o Lula nas pesquisas oficiais deles e eles estão desesperados. Entraram no modo sobrevivência”, declarou.

As acusações feitas pelo senador são interpretações políticas sobre a operação. A investigação da Polícia Federal, por sua vez, tem como objeto formal apurar possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos e pessoas relacionadas à produção do filme. Os fatos ainda são objeto de investigação e não representam, por si só, condenação ou comprovação de responsabilidade criminal dos alvos.

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