Agronegócio

Porto de Santana amplia embarques e reforça eixo logístico do Norte

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O Porto de Santana encerrou 2025 com 1.174.774 toneladas de grãos exportadas, alta de 34,1% em relação ao ano anterior, segundo a Companhia Docas de Santana (CDSA). O desempenho consolida o terminal como um dos principais vetores logísticos do Norte do País e amplia sua relevância na rota de escoamento da produção agrícola da Amazônia Oriental.

O volume embarcado foi impulsionado principalmente por soja e milho, que juntos superaram pela primeira vez a marca de 1 milhão de toneladas exportadas em um único exercício. A CDSA atribui o resultado à combinação de investimentos em infraestrutura, reorganização operacional e maior demanda internacional por grãos brasileiros.

O avanço do porto acompanha a expansão da produção agrícola no Amapá. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que, em 2025, a produção estadual de soja cresceu 61,8%, alcançando 568.199 toneladas. O milho avançou 22,7%, totalizando 473.922 toneladas. No sentido oposto, arroz e feijão registraram retração.

A consolidação da soja como principal cultura comercial do Estado altera a dinâmica econômica regional e amplia a necessidade de corredores logísticos eficientes. Nesse contexto, Santana ganha protagonismo ao oferecer alternativa mais próxima para produtores do Amapá e de áreas do norte do Pará.

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Localizado às margens do rio Amazonas, com acesso facilitado ao Oceano Atlântico, o porto reduz distâncias marítimas em relação aos terminais do Sudeste e do Sul quando o destino são mercados da Europa e da América do Norte. A posição geográfica é considerada estratégica para cargas destinadas ao hemisfério norte.

Especialistas apontam que a redução do tempo de navegação e dos custos de frete pode ampliar a competitividade da produção regional, sobretudo em um cenário de margens pressionadas no mercado internacional de commodities.

Além disso, o terminal integra o chamado Arco Norte, conjunto de portos que vem ganhando participação no escoamento da safra brasileira, tradicionalmente concentrado em Santos e Paranaguá.

A CDSA afirma que os investimentos recentes priorizaram melhorias operacionais, modernização de equipamentos e organização dos fluxos internos. O aumento da previsibilidade operacional teria contribuído para elevar a confiança de tradings e produtores, que passaram a utilizar o terminal de forma mais recorrente.

O crescimento de 34,1% no volume exportado coloca 2025 entre os anos mais relevantes da história do porto. Para a economia local, o impacto se estende à geração de empregos diretos e indiretos, arrecadação tributária e estímulo à cadeia de serviços logísticos.

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Com a expansão contínua da fronteira agrícola no Norte e o avanço da produção de grãos no Amapá, a tendência é de manutenção do fluxo crescente de cargas, desde que a infraestrutura acompanhe o ritmo da demanda.

Analistas observam, porém, que a consolidação definitiva do porto como hub regional dependerá de investimentos adicionais em armazenagem, retroárea e conexões terrestres. A eficiência logística será determinante para sustentar a competitividade da produção em um ambiente global marcado por volatilidade de preços e disputas comerciais.

O desempenho de 2025 sinaliza que o Porto de Santana deixou de ser alternativa secundária e passou a ocupar posição estratégica na geografia exportadora do agronegócio brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Programa que reduziu roubos no campo enfrenta gargalo de comunicação

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Responsável por um dos programas de policiamento rural mais abrangentes do País, o Paraná enfrenta um gargalo tecnológico que ameaça limitar os resultados obtidos nos últimos anos. Apesar da redução de 34,6% nos roubos em propriedades rurais desde 2022, as viaturas da Patrulha Rural da Polícia Militar ainda operam sem conexão via satélite em grande parte das áreas mais remotas do Estado, dificultando a comunicação em regiões sem cobertura de telefonia ou internet.

O problema afeta um programa que reúne 37.362 propriedades cadastradas e mais de 24,6 mil propriedades certificadas. Em 2025, testes realizados pelo próprio governo estadual em Londrina e Tamarana demonstraram a viabilidade do uso de internet via satélite nas viaturas, permitindo comunicação estável mesmo durante os deslocamentos por estradas rurais. Mais de um ano depois, porém, a tecnologia ainda não foi incorporada ao sistema.

A demora levou a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) a cobrar prioridade para a implantação do serviço nas equipes que atuam no campo. A entidade argumenta que a falta de conectividade compromete a capacidade de resposta da polícia justamente nas regiões mais afastadas dos centros urbanos.

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“O trabalho da Patrulha Rural é fundamental para a segurança no campo, mas ainda existe um problema que precisa ser resolvido. Em muitas regiões, o produtor não consegue contato com a polícia em situações de emergência porque não há sinal de telefonia ou internet. A tecnologia é indispensável para reduzir essa distância”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Segundo a Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial do Paraná, os testes realizados em 2025 apresentaram resultados considerados positivos e o relatório técnico foi encaminhado à Secretaria de Segurança Pública (Sesp). Em nota, a pasta informou que a Polícia Militar realiza levantamentos para equipar as viaturas da Patrulha Rural, Polícia Ambiental, Batalhão de Fronteira e Polícia Rodoviária, entre outras unidades.

Para Meneguette, os investimentos em conectividade deveriam priorizar o meio rural, onde as limitações de comunicação são maiores.

“Pela própria dimensão territorial, é impossível manter equipes em todos os locais com rapidez. Por isso, a comunicação é uma ferramenta estratégica. O Paraná construiu um modelo de segurança rural que se tornou referência para outros Estados, mas é preciso avançar em tecnologia para garantir que esse sistema continue eficiente”, diz.

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A discussão ocorre em um momento em que a criminalidade no campo exige respostas cada vez mais rápidas e em que Estados produtores buscam ampliar o uso de tecnologias de monitoramento e comunicação nas áreas rurais. Especialistas em segurança pública avaliam que a conectividade tende a se tornar um dos principais pilares do policiamento rural nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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