A Defesa Civil de Mato Grosso está auxiliando o município de Rosário Oeste (a 105 km de Cuiabá) com o levantamento técnico dos danos causados pelas fortes chuvas registradas na primeira semana de fevereiro.
De acordo com a Prefeitura, as chuvas causaram alagamentos na cidade e danos significativos à infraestrutura, com destruição de estradas, pontes e bueiros.
Uma equipe foi enviada ao município na terça-feira (10.2) para vistorias técnicas nas áreas atingidas e levantamento detalhado dos danos. O trabalho subsidiou a elaboração do decreto de situação de emergência na cidade, publicado nessa quarta-feira (11), no Diário Oficial dos Municípios.
Além das vistorias, a equipe estadual também segue orientando o município para minimizar os danos à população e sobre os procedimentos necessários para o reconhecimento da situação de emergência pelo Governo Federal.
“A Defesa Civil atua para dar suporte técnico e garantir que o município tenha respaldo nos levantamentos e nos encaminhamentos legais. O trabalho integrado é essencial para a redução de riscos e a proteção da população”, ressaltou o secretário adjunto de Proteção e Defesa Civil, coronel BM Marcelo Reveles.
O prefeito do município, Mariano Balaban também ressaltou a atuação conjunta das instituições. “Estamos trabalhando de forma integrada, com responsabilidade e transparência, para responder com rapidez às necessidades da população”, disse.
Chuvas intensas
Desde o início do ano, em razão das chuvas intensas, já decretaram situação de emergência os municípios de Cotriguaçu, Nova Bandeirantes, Rondolândia, General Carneiro, Araputanga, Serra Nova Dourada, Colíder e Matupá, além de Rosário Oeste.
A Defesa Civil estadual segue monitorando a situação climática nos 142 municípios do Estado, com o objetivo de garantir resposta rápida, minimizar danos e assegurar o atendimento à população.
O Governo de Mato Grosso e a Rumo inauguraram, neste sábado (20.6), o primeiro trecho da 1ª Ferrovia Estadual de Mato Grosso. São 162 quilômetros de extensão, ligando Rondonópolis ao novo terminal ferroviário instalado na BR-070, em Dom Aquino, com investimento de R$ 5 bilhões nesta primeira etapa.
Considerada a maior ferrovia em execução no Brasil, o projeto terá 740 quilômetros de extensão quando concluído, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios mato-grossenses e com ramal previsto para Cuiabá.
Durante a entrega, o governador Otaviano Pivetta destacou o papel do Governo de Mato Grosso na criação das condições para o desenvolvimento econômico do Estado.
“Mato Grosso é um exemplo do que o Brasil pode fazer. Enquanto a Rumo construiu 162 quilômetros de ferrovia, nós vamos concluir mais de 7 mil quilômetros de asfalto novo nas rodovias estaduais até o final do ano. Investimos R$ 28 bilhões em infraestrutura para melhorar a vida do nosso povo”, afirmou.
Ele também ressaltou os avanços fiscais e institucionais do Estado nos últimos anos.
“Recebemos um Estado considerado insolvente e hoje Mato Grosso tem nota triplo A há três anos. Saímos das últimas posições na educação e hoje estamos entre os melhores do país. Quando o governo faz o dever de casa, o desenvolvimento acontece”, completou.
O presidente da Rumo, Pedro Palma, destacou a construção conjunta do projeto.
“A visão de futuro é importante, mas ela não basta. É preciso conhecimento, parceria e coragem para transformar projetos em realidade. O modelo criado por Mato Grosso foi fundamental para que esse investimento saísse do papel e chegasse até aqui”, destacou.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, destacou a importância da ferrovia para a competitividade da produção brasileira.
“Essa ferrovia liga Mato Grosso ao Porto de Santos, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade da produção brasileira. A ferrovia melhora o transporte, ajuda o meio ambiente, reduz custos e impulsiona o desenvolvimento econômico do país”, disse.
O presidente do conselho de administração da Cosan, Rubens Ometto, ressaltou o impacto da integração logística.
“É uma parceria que mostra o que o Brasil é capaz de fazer quando iniciativa privada e poder público trabalham juntos. Esse projeto conecta a produção de Mato Grosso ao Porto de Santos e ao mundo. É a verdadeira ferrovia do grão, que também traz fertilizantes, exporta algodão e movimenta a indústria do etanol. Essa entrega representa muito mais do que novos trilhos, gera empregos e cria condições para que as pessoas construam aqui as suas vidas”, pontuou.
O ministro dos Transportes, George Santoro, parabenizou os envolvidos. “Essa obra representa um avanço importante para a logística do país e para o setor produtivo”, disse.
Terminal Ferroviário
As obras tiveram início em novembro de 2022 e mobilizaram mais de 65 empresas contratadas e cerca de 5 mil trabalhadores. Somente na construção do terminal, foram gerados mais de 800 empregos diretos e indiretos.
Para o prefeito de Dom Aquino, Carlim Amarelo, a chegada da ferrovia representa uma transformação regional.
“Estamos diante de uma obra que fortalece Mato Grosso e muda a história da nossa região. Dom Aquino passa a integrar uma importante rota logística nacional, ampliando oportunidades para produtores, empresas e para toda a população”, afirmou.
A cerimônia contou com a presença de autoridades federais, estaduais e municipais, entre elas senadores, deputados federais, deputados estaduais, prefeitos da região, empresários, representantes do setor produtivo e outras lideranças.
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