Três criminosos ligados à facção criminosa alvo da megaoperação da Polícia Civil, Cartório Central, deflagrada semana passada pela 1ª Delegacia de Primavera do Leste, foram presos preventivamente, durante continuidade dos trabalhos para captura dos foragidos.
As prisões foram realizadas, nesta terça e quarta-feira (21 e 22.1), nas cidades de Primavera do Leste, Tangará da Serra e em Campo Grande (MS).
Entre os alvos presos, está H.D.R.F., localizado nesta quinta-feira (22), na cidade de Campo Grande (MS). A prisão do alvo, identificado como disciplina da facção criminosa contou com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.
As investigações demonstraram que ele atuava em atividades de cobranças e castigos contra outros membros do grupo, assim como nas extorsões aos comerciantes de Primavera do Leste e região.
Também preso na quarta-feira (21), T.B.C., foi localizado na cidade de Tangará da Serra, onde teve o mandado de prisão preventiva cumprido. Ele atuava como lojista, realizando tratativas relativas ao tráfico de drogas, confirmando sua atuação direta na venda de entorpecentes.
A atuação do investigado demonstra o envolvimento ativo na estrutura disciplinar e financeira da facção, contribuindo para a manutenção da hierarquia, arrecadação de recursos e imposição do controle territorial da facção em Primavera do Leste.
Outro alvo da operação que estava foragido e foi preso, na terça-feira (20), J.B.D., que exercia a função de “lojista”, isto é, traficante varejista vinculado à facção criminosa. As investigações apontaram que ele atuava diretamente na comercialização de entorpecentes, dentro da estrutura hierárquica e o comando operacional da facção.
Cartório Central
A megaoperação foi deflagrada, no dia 14 de janeiro, para cumprimento de 471 ordens judiciais, dentre elas, 225 mandados de prisão preventiva, voltadas à desarticulação de uma facção criminosa voltada à prática de crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, extorsão, agiotagem e controle territorial, em Primavera do Leste e região.
As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Primavera do Leste, por meio da Divisão de Investigação sobre Entorpecentes, iniciadas há pouco mais de um ano e que permitiram identificar a existência de uma facção criminosa, com divisão de funções, hierarquia interna, controle financeiro e logística própria, responsável por coordenar atividades ilícitas no município e na região.
A operação tem como principais objetivos desarticular a estrutura da facção criminosa, identificar e responsabilizar seus integrantes, além de interromper o fluxo financeiro ilícito e reduzir o poder de atuação do grupo na região.
A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, reforçou a importância das vítimas de violência doméstica confiarem na rede de proteção e manterem as medidas protetivas.
O alerta foi feito após uma mulher, identificada como Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, ser assassinada a tiros, nesta terça-feira (23.6), em Guarantã do Norte. O principal suspeito é o companheiro dela, de 33 anos. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio consumado.
Ele já possuía um longo histórico de violência doméstica contra a vítima. Em novembro de 2025, após um pedido feito pela própria vítima, a medida protetiva que existia contra o investigado foi revogada e ele voltou a responder ao processo em liberdade.
“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou.
Segundo Mariell Antonini, a violência doméstica costuma seguir um ciclo que tende a se agravar ao longo do tempo.
“A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer o quanto antes”, afirmou.
As primeiras denúncias contra o suspeito foram registradas em 2023, quando Gleici procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica. Em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, todos envolvendo o mesmo casal.
Já em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici. Meses depois, entretanto, a vítima solicitou a revogação da medida, o que resultou na liberdade do suspeito.
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